capítulo cinco

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- Conte-me mais sobre você...

- Eu não quero ficar falando apenas sobre mim!

- Por que vocês não me deixam respirar normalmente?

- Não olhe assim para mim!

- Você gosta de mim?

- Tento compreender que as lembranças é uma inexatidão gravada como uma fita cassete sendo repetida uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, eu não... eu não entendo... eu ainda não consigo entender. Deveríamos virar memórias para aqueles que nos conhecem e sermos enterrados como frívolo abaixo de uma terra macia e gelada que nos abraçara incessantemente.

- Isso é real?

- Enquanto eles aparecem em bando me segurando bruscamente e me deixando amordaçada, eu paro e penso: "O que eu fiz desta vez? Porque não me deixam sair?".

- Eu fiz algo de errado?

- Minhas lágrimas nem sempre são de tristeza, as vezes elas simplesmente acabam escapando mas, eu não tenho certeza do que é o certo!

- Por que isso parece ser confuso?

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