Gente, eu preciso pedir perdão antes de começar o capítulo. Eu sei que o livro está ficando uma bosta, mas toda vez que eu vou escrever minha casa fica cheia de pessoas (crianças catarrentas do diabo, e adolescentes também, tutupom) e fica difícil me concentrar.
Juro que vou tentar fazer uns capítulos melhores, mas até lá vocês precisarão aturar esses meia boca, porque não posso matar todos de uma vez, porque eu seria pego pela polícia!
TÔ BRINCANDO
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KARAN
Passei a manhã inteira na feira junto com a Malu, olhando o preço, perguntando sobre a procedência e o visual de todas as frutas e legumes que nós iriamos comprar. Eu sempre amo fazer esse tipo de atividade, mas hoje eu tenho de confessar que eu estou rezando para que já acabe e eu possa chegar em casa, fazer algum pedido da Malu sentado em uma cadeira bastante confortável, onde meus pés não irão doer e inchar como eles estão agora. Mas se bem que em casa, tenho o Wesley, que é um furacão que pode devastar 5 cidades inteiras de uma vez!
- Malu, você é uma pessoa muito persistente. Pega logo isso e vamos logo para casa, porque eu estou quase morto aqui no meio deste sol escaldante! – Digo balançando o corpo para frente e para trás, em um gesto claro de impaciência.
- Fique quieto, Karan. – Ela diz e eu reviro meus olhos escutando a mesma continuar ludibriando o pobre vendedor para que ele venda as coisas mais baratas para a mesma. Gente, o senhor Damien só não caga dinheiro, porque é impossível, mas ele nem reclama se ela não pechinchar.
A mesma conseguiu o desconto com o homem da banquinha e pegou as frutas, saindo irritantemente com um sorriso presunçoso no rosto. Tudo isso apenas porque eu tentei fazer isso que a mesma fez e não consegui com que o moço me desse um desconto, mas eu nem me empenhei e isto é a coisa que me deixa mais calmo comigo mesmo. Colocamos as sacolas no porta-malas do carro e eu entrei no banco de trás, enquanto Malu e Moacir sentaram nos dois bancos da frente e seguiram o caminho até em casa conversando sobre como o preço de algumas coisas aumentaram, como o gás e as carnes.
Não prestei atenção e apenas deitei no banco, sentindo meus pés relaxarem de uma forma espetacularmente maravilhosa, me dando uma sensação tão deliciosa e ao mesmo tempo tão peculiar... solto um gemido e passei meus pés um no outro, até que meus dois tênis tivessem saído e me deixado ainda mais relaxado, coisa que eu não pensei ser possível.
- Karan, coloque esse cinto agora. – Malu fala, me jogando uma garrafinha seca de água e a mesma acertou bem no meio da minha testa. – Colocando o cinto, você está cuidando da sua vida e da nossa, que estamos aqui dentro desse carro.
- Mas Malu...
- Não tem mais, mas e muito menos outra palavrinha que você queira dizer... faça o que eu estou dizendo, porque eu sei quando eu estou certa e este é um dos momentos em que eu realmente estou. – Olho para seu rosto, que neste momento está bastante sério e fechado, nada parecido com a expressão divertida que estava estampada em seu rosto, alguns minutos atrás. Fiz o que a mesma mandou e ela virou para frente, ainda olhando algumas vezes para trás, para se certificar de que eu não havia feito nenhuma peripécia.
No momento em que viramos uma esquina, um carro veio em nossa direção em alta velocidade e por pouco não bateu em nós, porque Moacir freou o carro e colocou ele para o outro lado da pista. No momento em que isto aconteceu, fiquei bastante nervoso e com um mau estar repentino. Sinto minha mão começando a tremer e minha cabeça imaginando o que poderia ter acontecido, caso eu ainda estivesse sem o cinto, que eu havia colocado poucos segundos antes de quase acontecer um acidente muito sério e que poderia deixar algumas pessoas com ferimentos graves.
- Você está bem? – Escuto algum dos dois perguntando, mas não consegui diferenciar as vozes, pois estava tudo desconexo em minha cabeça...
- Eu acho que sim! Eu acho... – Digo respirando fundo e tentando me acalmar. Minha vista havia ficado turva de uma hora para outra e meu coração estava batendo acelerado de uma forma que nunca o fez antes. Quando minha vista normaliza e eu já consigo visualizar os dois na minha frente me olhando com preocupação, dou um sorriso tentando acalma-los... se eu não tivesse colocado o cinto, com esse freio que Moacir teve de dar para que não batesse o carro, eu teria voado pra frente.
Depois de algum tempo parados e algumas pessoas terem se amontoado perto do carro para ver alguma coisa, demos a partida no carro e seguimos em direção a nossa casa, claro que entre aspas, porque não era nossa mesmo. Passamos pela guarita dos seguranças depois de uma revista no carro, para saberem se éramos nós mesmos e não alguém em nosso veículo... o carro estacionou na frente daquela mansão esplendorosamente grande e que agora eu observo bem. A pessoa mora aqui há 2 séculos e nunca reparou na arquitetura da mesma!
Pegamos nossas sacolas que estavam lotadas de frutas e legumes e fomos entrando em direção a cozinha, pela porta dos fundos, para que não corresse o risco de sujar a casa que as meninas tinham limpado e... caramba, eu sei como é ter que limpar mais uma vez algo depois de você já ter limpo e a sensação não é nada agradável. Ainda mais para alguém que não gosta de limpar nada, como eu. A pessoa aqui prefere sujar, mas limpar? Deus me livre! Prefiro fazer coisas relacionadas a comida, porque dá um trabalho razoável e é muito bom ver que você conseguiu fazer algo que o paladar de outra pessoa aprovou!
Tenho de confessar que é um pouco sem sentido isso, já que você irá ter algum tipo de trabalho apenas para uma pessoa gostar do que você fez, e você ficar alegre com isso. Mas não nego que quando alguém repete, eu fico tipo... come mais, seu demônio, não tá gostoso não? E também empurro mais comida pra pessoa, até ela ficar com uma barriga que parece que está lotada de vermes, de tão cheia que ela fica. Uma comparação muito nojenta, porém, é o que temos para hoje!
Assim que terminei de arrumar todas as coisas na geladeira, fui até o quarto do Adriano para que eu pudesse tomar um banho bem relaxante e tirar os resquícios de suor que tinham grudados em meu corpinho e também os resquícios do susto que eu passei ainda mais cedo e que eu acho que borrei minha cueca um pouquinho. Quando terminei o banho, me arrumei com uma roupinha leve...
Uma coisa que eu notei quando estava no banheiro é que eu estou lotado de celulites e estrias por toda a extensão da minha bunda. Gente, isso é tão estranho... tipo, eu não sou uma pessoa que fica tão louca por conta de padrões de beleza, mas eu acho estrias bonitas nos corpos de outras pessoas, mas no meu é outro negócio.
Será se o Adriano liga para isso?
Será se ele vai ficar chateado se descobrir que eu estou com estrias e celulites?
Se bem que ele me falou uma vez que não tem nada haver as pessoas ficarem com essas coisas assim nas cabeças, mas ele ver em outro corpo que ele não quer tocar é uma coisa, mas em mim, que ele diz querer tocar já é outra coisa.
Mas também ele não tem o que dizer nada, porque o corpo é meu e se ele não gostar, problema dele.
Ninguém é perfeito o tempo todo e isso é algo normal. Não é?
Calma.... eu estou pirando um pouco! Não tem motivo de eu ficar assim tão nervoso e ainda colocar palavras na boca dele.
A casa hoje está bastante silenciosa... Wesley deve estar dormindo ou deve ter saído com o senhor Damien para fazer alguma coisa. Se bem que na última vez que os dois saíram, meu irmão voltou para casa com coisas tão caras, que podem pagar o aluguel de umas 30 famílias durante 2 meses. Mas eu também não estou ligando muito para isso, até porque eu não estou pagando mesmo e se ele quer gastar o dinheiro dele, que ele ganhou suando com seu próprio esforço, não tenho no que me meter.
Eu só não esperava ter aquela surpresa!
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O destino de um amor (Romance Gay)
RomanceLIVRO 3 Karan e Adriano se conheceram e rapidamente já engataram um romance. São do tipo de pessoas rápidas e que não pensam muito na hora de fazer, só pensam depois que fazem. Gente, esse livro é baseado em uma história real. Menos a parte da mort...