A história mais esperada da série.
Os gêmeos Jonathan e Cristal Alcântara, os filhos mais do que esperado do casal Ana Júlia e Luís Renato Alcântara chegou.
Dois jovens em seu mundo estudantil.
Jonathan Alcântara, é um jovem de dezoito anos, que...
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Mick
Momentos antes da conversa com Cristal...
Dormir com a cabeça cheia de imagens que você não quer ter é um inferno. Portanto já se pode imaginar como foi a porra da minha noite. Sem sono, cheia de raiva e de ansiedade. E por mais que eu queria apagar a imagem daquele maldito beijo eu simplesmente não consigo. São sete e quarenta da manhã e eu ainda estou deitado na minha cama sem ânimo e puto da vida. Porém, me arrasto para o banheiro e tomo um banho demorado, visto uma roupa qualquer e passo os dedos pelos cabelos agora mais cheios. Faço um lembrete de que preciso cortá-los. Depois da higiene pessoal saio do quarto e vou direto para a cozinha da casa. Um lugar aconchegante, bem equipado e grande, grande demais para Madeleine tomar conta, mas ela faz questão de dominar esse reino sozinha. Madeleine é a nossa cozinheira e foi a mulher que mais me deu mimos nessa casa. Não que os meus pais não tenham feito isso. Eles são ótimos pais! São presentes, carinhosos, amáveis e bons conselheiros. A verdade é que Madeleine me mimava com doces e guloseimas quando ela não devia. Coisa que os meus pais como bons dentistas que são evitavam ao máximo me dar. Então sempre que eu queria fugir à regra, era pra essa cozinha que eu corria. Entro no cômodo e de cara encontro a mesa posta. Em uma ponta está o senhor Armando Serrano, o meu pai. Um homem aparentemente jovem para a sua idade. Ele tem os cabelos e olhos claros como os meus, porém, eu me pareço mais com a minha mãe, a Senhora Lisa Serrano que está na outra extremidade da mesa. Uma bela morena de cabelos escuros e curtos, e de olhos castanhos tão escuros quanto as suas madechas. Quando me veem entrar no cômodo como sempre abrem seus sorrisos e eu me esforço para retribuir da melhor maneira possível. Em silêncio eu me acomodo em uma cadeira, mas sei que seus olhares especulativos estão sobre mim.
— Você não vai para o colégio hoje? — Mamãe é a primeira a quebrar a lei do silêncio.
— Não — respondo sem olhá-los nos olhos e enfio um pedaço de pão na boca.
— Por que não? — Ela inquire e eu bufo.
— Porque não estou a fim! — resmungo dessa vez a olhando dentro dos olhos.
— Está tudo bem, filho? — Papai procura saber, mas dou de ombros e beberico um pouco de suco de laranja. Pego uma torrada e passo um pouco de manteiga de amendoim nela. Depois, sirvo uma xícara de café puro e tomo um gole em seguida.
— Eu estou bem, pai! — respondo finalmente.
— Então por que faltou a aula hoje? — Dona Lisa insiste. Impaciente largo a torrada no prato e deixo a xícara de café, me levantando da cadeira em seguida.
— Porque eu não quero ir! — rosno ríspido.
— Mikael! — Meu pai me repreende, mas simplesmente o ignoro e volto para o meu quarto, me jogando na cama. Minutos depois o meu celular toca e eu para o olho o visor, o atendendo em seguida.
— Fala, Rute!
— Mick, oh querido, eu estou ligando pra saber como você está? — Suspiro de maneira audível.