Capítulo Cinquenta e Dois

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Com as pernas abraçadas ao meu peito, eu me encolhi em um banco destruído pelo Kalifera na igreja e assisti os meninos "limparem". A casa de Bancroft provou ser muito pequena para todos eles andarem e brigarem, e ninguém responderia às minhas perguntas. Ayden acendeu todas as velas com um chicote de fogo do seu pulso, o brilho cintilante acabando com a escuridão até mesmo nos cantos mais profundos.

Blake sacudiu a cabeça para os restos despedaçados das portas da frente. Quando ele acenou com as mãos, como um maestro, estilhaços e pedaços de madeira caídas dançaram com vida. Eles se reuniram no batente da porta quebrada e com uma confusão estavam juntos de volta para as anteriores peças impressionantemente esculpidas artisticamente.

Ele passeou pelos corredores e os bancos quebrados e tortos se sacudiram para trás juntos e no lugar. Peguei a parte de trás do meu quando ele pulou como um cavalo, antes se estabelecer e fiquei maravilhada quando ele passeava reabastecendo pedaços de pedra faltando, consertando rachaduras, e colocando estátuas e vitrais de volta no lugar.

Atrás de Logan, vários minitornados o seguiam como cachorrinhos. Os redemoinhos coletavam sujeira e detritos, em seguida, pulavam para o ar e iam pairar sobre uma lata de lixo para jogar o conteúdo, antes de iniciar o processo novamente. Eu espirrei por causa do pó.

Jayden abriu a torneira na cozinha e voltou com água se arrastando atrás como um tubo de dois metros invisível enquanto ele passeva. Fluindo através do ar como uma serpente, ele chicoteou sobre o chão recém-varrido e quaisquer superfícies abrigando camadas de poeira. A água suja jorrou pela porta lateral para então ser absorvida pela paisagem.

— A conservação é fundamental — disse Jayden.

Um cheiro de queimado saturava o ar enquanto Ayden trabalhava no corrimão de ferro quebrado, várias arandelas de metal e dois elaborados lustres de teto que tinham caído no chão. Com um silvo, suas mãos lançaram chamas brancas e azuis. Metal amoleceu em suas palmas quando ele esculpiu o material de volta no seu lugar.

De forma tranquila, Matthias se sentou nos degraus do altar, com uma tapeçaria rasgada estendida sobre os joelhos e várias agulhas com várias linhas coloridas dispostas ao lado dele. Costurando. Mais uma vez.

Debruçado, ele mordeu o lábio e habilmente empurrou a agulha dentro e para fora, dando um puxão suave no final de cada ponto. Ele fazia pausas para estudar a obra ou para morder o fio e amarrar no fim antes de escolher uma próxima cor, a habitual raiva tensionada em seu rosto se suavizou pela concentração satisfatória. Até que, sem olhar para cima, ele rosnou — Pare de olhar.

Eu tentei, mas eu assisti minha avó o suficiente para saber que ele era bom. Eu queria perguntar se sua mãe havia lhe ensinado, mas preferi manter a cabeça ligada a meus ombros. Em vez disso, eu disse — Por que os Kaliferas são perigosos?

— Eles são fascinantemente letais. — Jayden se abaixou sob a água que fluía através do ar. — Os melhores assassinos no mundo dos demônios com uma mente absolutamente limitada e nenhum medo da morte. Solo sagrado os mata como a qualquer outro mal, mas os Kaliferas possuem uma imunidade parcial que lhes permite entrar no território sagrado. É por isso que esse podia entrar na igreja sem morrer imediatamente. Seu prazo é limitado, já foi fatalmente infectado assim que ele cruzou a porta, mas ele teria tido tempo suficiente para estripar você antes de morrer.

— Como uma espécie de suicida. — Limpei as palmas das mãos de repente suadas na minha calça.

— Quem o mandou? — Disse Matthias, sua voz abafada por morder uma linha.

Jayden passou os dedos pela água, criando uma linha de mini cordas. — Não há forma de dizer.

— Logan, cara, você acertou um Kalifera. — A admiração de Blake deixou Logan escarlate. — Você é uma estrela do rock.

#1 - Demons At Deadnight (Divinicus Nex Chronicles) Onde histórias criam vida. Descubra agora