Capítulo Sessenta e Um

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Deitada no chão. Nos braços de alguém. Eles me balançaram. Primeiro suavemente, depois com mais força.

— Aurora — Ayden. Preocupado. — Vamos, Aurora, vamos lá. — Sirenes soaram, pessoas gritavam, muita comoção, uma fina camada de chuva caia no meu rosto.

— Ela não vai acordar, certo? — A voz de Tristan aumentou bastante.

— Babe pediu para você fazer isso. Ela tinha um plano. Ela vai acordar. — Mas a ansiedade tingia o tom confiante de Blake.

— Eu completamente arruinei a operação DDHK. Que cavaleiro eu sou. Eu coloquei a donzela em perigo!

— Aurora não é uma donzela. — A voz de Matthias soava apertada, perigosa. — Mas já passou tempo o bastante. Traga os paramédicos.

Eu dobrei meus dedos. Uma mão agarrou a minha.

— Ela está acordando! — Ayden disse.

Minhas pálpebras abriram e piscaram para manter afastado o borrão. Ayden me esmagou contra seu peito. Por cima do ombro, a cor fluía para a palidez fantasmagórica de Tristan quando ele praticamente dançou. Dando tapinhas nas costas e sorrindo ao redor. Até mesmo Matthias.

— Oh, meu Deus — eu disse com a voz rouca. Todos congelaram. — Você tem covinhas!

O resto dos caras sorriu para a Austrália, que colocou a mão sobre sua boca para ajudar a cobrir as adoráveis covinhas proeminentes em cada bochecha. Ele apontou para nós e disse — Parem com isso — mas por trás de suas mãos soou mais como palem cum isso. Nós rimos mais ainda. Ele desistiu e se virou num acesso de raiva, mas as covinhas foram mantidas.

Ayden me ajudou a levantar. Eu poderia ficar de pé sozinha, mas ele manteve um braço apertado em volta da minha cintura. Eu o deixei fazer isso. O céu estava nublado e uma leve garoa molhava.

— Quanto tempo eu estive fora?

— Dezesseis minutos — Jayden limpou os pingos do seu relógio. — E três segundos

Ayden sorriu. — Não é que ele estivesse contando.

— Eles não têm chá, então eu peguei café. Creme, e três açúcares. — O copo de plástico balançou na mão de Jayden. — Como você está se sentindo?

Eu balancei a cabeça. — Bem. Um pouco fraca, mas sem dor.

Tristan suspirou de alívio. O café que eu tomei de Jayden derramou algumas gotinhas em minha mão, mas eu percebi que era alguns nervos. Eu bebi um gole para cobrir nervosismo.

Matthias olhou para mim, suas covinhas tinham ido embora. — Onde está Echo?

Eu esfreguei meu rosto e cheirei a fumaça, mas o cheiro do Mundo em Espera não permaneceu.

— Se ele estivesse me tocando, eu percebi que Echo e eu iriamos para o Mundo em Espera juntos. Como Bubbles.

— Foi assim que Bubbles perdeu - — As mãos de Matthias em concha na parte de trás de sua — Você é inacreditável. — Não soou como um elogio.

Blake deu um tapa. — Eu disse que ela tinha um plano. Quem está com fome?

Apertei os olhos. — Blake, você tem dois olhos negros?

Blake fez um sinal para Matthias e Ayden. — Eles ficaram um pouco irritados.

Tristan perdeu o entusiasmo e gritou — Você me fez te deixar em coma por um palpite? E um bicho de pelúcia!

— Ornitorrinco — Matthias e eu dissemos ao mesmo tempo.

Eu sorri.

Ele olhou para mim. — Como você saiu?

— Matthias, dê uma pausa. — Logan abriu passo. — Você está bem?

— Não posso morrer depois que você me salvou de um Kalifera.

Logan corou. Blake lhe deu um empurrão suave. Bom, suave para Blake. Logan quase caiu, mas se estabilizou e o empurrou de volta.

Eu olhei para os meninos, todos os seis deles, e entrei em pânico. — Luna, Danica...

O braço de Ayden apertou quando eu me mexi. — Relaxe. — Todos olharam para seus relógios — Ainda com os paramédicos. As guardiãs ficaram olhando.

Eu bufei. — Se todos forem como Pearl...

Ayden deu de ombros. — Ela gosta de Luna. É com você e seus hábitos perigosos que ela tem problema.

— Engraçado.

Um helicóptero atingiu os telhados e deslizou para um espaço aberto perto, o vento deixando todo o meu cabelo em um frenesi selvagem até que Logan acenou e se levantou.

Quando a porta se abriu, as luzes mostraram vários corpos pulando. Um deles parecia... não podia ser.

— Papai?

Eu o ouvi gritar meu nome e o de Luna enquanto corria pela rua, às vezes deslizando no asfalto molhado, mas nunca caindo.

— Pai! — Eu gritei.

Momentos depois eu não conseguia respirar. As costeletas de karatê Lahey podiam não serem lendárias, mas os abraços eram.

#1 - Demons At Deadnight (Divinicus Nex Chronicles) Onde histórias criam vida. Descubra agora