A história mais esperada da série.
Os gêmeos Jonathan e Cristal Alcântara, os filhos mais do que esperado do casal Ana Júlia e Luís Renato Alcântara chegou.
Dois jovens em seu mundo estudantil.
Jonathan Alcântara, é um jovem de dezoito anos, que...
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Jasmine
Não entendo por que ele não nos deixa em paz. Porque ele insiste em nos perseguir e nos fazer sofrer assim. Cristal é o meu ícone, é o meu exemplo de força. Eu nunca a tinha visto assim tão arrasada, tão destruída e tão frágil. Tem quase vinte e quatro horas que ela não come direito e que não bebe nada. E o seu choro está me deixando desesperada. Queria poder ajudá-la de alguma forma. Meus pensamentos são interrompidos quando sinto o meu celular vibrar dentro do bolso traseiro e antes de pegá-lo, olho para todos ao meu redor. Eles estão alheios, concentrados em sua dor. Afasto-me um pouco e curiosa, abro a tela do celular. O coração dispara quando vejo que a mensagem é do mesmo número que ligou para mim horas atrás. Minhas mãos tremem e coçam querendo abrir a tal mensagem. Contudo, percebo que Max não veio a mim e me pergunto se ele não viu? Respiro fundo e resolvo ler em um outro lugar.
— Eu vou para o meu quarto — aviso, subindo as escadas imediatamente. No longo corredor leio abro a mensagem e começo a ler, parando estática no meio do corredor.
... Não avise a ninguém. Você quer o garoto de volta? Quer o seu amiguinho vivo, são e salvo? Você tem cinco minutos para sair dessa casa, Jasmine. Estou bem aqui na frente te esperando. Você tem cinco minutos. Não ouse passar disso, ou o garoto morre. Acredite, eu terei todo prazer em entregar o seu corpo dentro de um saco plástico.
Sem forças me encosto em uma parede atrás de mim. O que eu faço? Me pergunto completamente trêmula. Por que o Max não viu essa mensagem ainda? Céus, não importa! Eu tenho que salvar o Mick. Penso enquanto dou alguns passos largos para dentro do meu quarto e vou até uma janela. Do outro lado da rua vejo o mesmo carro que parou ao lado do meu no trânsito há alguns dias. É ele. Constato quase sem ar. Aflita olho para o relógio digital em cima do criado mudo. Eu só tenho quatro minutos agora. Portanto, saio apressada do cômodo e desço as escadas sem fazer barulho. Aproveito a distração de todos e vou direto para a cozinha. Dou graças a Deus por ela está vazia agora e sigo apressada para os jardins da mansão, alcançando finalmente o portão largo. A essa hora a rua está vazia e ao passar pelo portão, um homem sai de dentro do carro.
— Onde está o Mick? — inquiro assim que me aproximo dele.
— Ele não está aqui. Só entre no carro, menina! — ordena.
— Não! O Cicatriz disse que o libertaria se eu viesse! Onde está o Mick? — insisto.
— Eu já disse, ele não está aqui. Mas não se preocupe, logo ele será libertado, assim que estiver com o seu pai. Agora entra no carro!
— Como eu posso ter garantias de que irá fazer isso? — questiono com um tom firme, mesmo estando receosa.
— Não terá, menina. E então, o que fazer? — Puxo a respiração e volto a olhar para a casa dos Alcântara. Me lembro da minha amiga arrasada. Das suas lágrimas dolorosas. Suspiro e entro no carro com o coração saindo pela boca. À medida que o veículo ganha distância começo a me arrepender da minha decisão. E se ele estiver me enganando? E se ele ao invés de soltar o Mick, ele o matar? Tarde demais para voltar atrás, Jasmine. Digo para mim mesma quando o carro para na frente à comunidade. Eu olho pela janela as familiares escadas de concreto e lá no topo delas está o Marrento em pé e com os braços cruzados rente ao peito me encarando. Engulo em seco. O homem abre a porta do veículo e temerosa eu saio de dentro dele. Começo a subir os degraus com pesar. As pessoas passam por mim e me cumprimentam com sorrisos amigáveis, mas ei apenas forço um meio sorriso para elas, acenando com a cabeça e sigo direto para o meu martírio. E quando paro bem na sua frente sinto o desconforto dos seus olhos gelados sobre mim. Cenas de nós dois dentro daquele quarto, naquela noite preenchem a minha mente e eu me sinto sufocar. Os tapas violentos, os chutes e os socos. Os meus gritos de pavor, pedindo, suplicando para ele parar. A dor. Tudo vem à tona de uma só vez. Tento respirar o mais normal possível porque não quero que ele perceba os meus medos e os meus conflitos.