30. Cristal

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Cristal

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Cristal

Eu não posso, simplesmente não posso perdoá-lo. Não quando que as imagens de Mick amarrado naquela cadeira, com aquele olhar assustado ainda me assombram todas as noites. Não quando penso que quase morri ao vê-lo praticamente morto em meus braços e definitivamente não, quando lembro que a sua traição por pouco tirou de mim duas pessoas que amo muito nesse mundo. Eu imagino que não foi e que não deve estar sendo fácil para ele. Por tudo que viveu e está vivendo agora, mas acredite, para mim também foi bem complicado e eu não fodi a vida de ninguém por isso. Cada maldita lágrima de desespero que derramei, cada maldita noite em claro sempre com medo dos minutos seguintes, cada momento de pânico e de dor. É algo que vou levar comigo para vida toda. Então, não acho que estou sendo egoísta quando digo não para o seu perdão. Talvez com o tempo, em outra oportunidade. Talvez, e só talvez eu consiga perdoá-lo. Com essa mágoa ardendo dentro do meu peito o observo se levantar da cadeira e caminhar trêmulo para a saída da lanchonete. No fundo, estou torcendo por ele e espero que encontre a sua felicidade, alguém que lhe devolva a perspectiva de vida. Respiro fundo e peço uma porção extragrande de fritas, e uma barra de chocolate meio amargo. Preciso comer coisas que me deixem alegre quando me sinto profundamente irritada e nervosa demais. E enquanto aguardo o meu pedido o meu celular vibra dentro do meu bolso traseiro. É uma mensagem. Constato e um sorriso se abre porque penso que seja o Mick sentindo a minha falta na mesa. Ávida, pego o aparelho, porém, vejo tudo vermelho na minha frente quando a imagem do meu namorado beijando a puta da Rute surge diante dos meus olhos.

— Mas, que filho da puta! — rosno baixo, porém, irritada ao extremo e me afasto do balcão como um rolo compressor estraçalhando tudo pela frente. Seus olhos encontram os meus e o seu sorriso se encolhe quando percebe a minha fúria dentro dos meus olhos. Mick parece Ele confuso agora. Ah, mas você vai ter que esclarecer essa merda toda para mim. Ah, si vai! Ou ele me dá uma boa explicação, ou arrancarei aquela juba dourada de Leãozinho sedutor em um piscar de olhos! — Mikael Serrano pode me explicar isso? — rujo baixo, porém, intimidadora o suficiente para o garoto empalidecer.

— Calma, Cristal eu posso explicar, amor! — retruca nervoso. Ah eu tenho certeza que sim. Penso irada, cruzando os meus braços rente ao peito e penetro as suas retinas com os meus olhos em chamas. — Essa foto não é o que você está pensando. — Sério, que ele vai usar essa frase clichê comigo? — Eu fui ver o Flint — Apenas balanço a cabeça positivamente. — E a encontrei no caminho. Nós conversamos um pouco e ela. — Mick respira fundo e com um gesto impulsivo de sobrancelhas peço para continuar. — Ela me pediu um abraço.

— Ah, ele te pediu um abraço. — Não pensei que a minha raiva pudesse aumentar ainda mais. — E você a abraçou?

— Eu juro que foi só isso. Um simples abraço.

— Um simples abraço — repito pressionando os meus dedos nas palmas das minhas mãos. Sangue nos olhos é pouco! Penso por um fio de explodir. O filho da puta deu um abraço naquela cachorra dos infernos? Esbravejo internamente. — E, claro que você deu o maldito abraço nela. — Nervoso, Mick solta um pigarro e puxa a respiração.

10. Me Apaixonei e Agora? - RETIRADA 1° DE SETEMBRO Onde histórias criam vida. Descubra agora