2a.Tem.Capítulo 13

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NO BRASIL




O difícil era manter a discrição. Harry era reconhecido com muita facilidade, e por ser um vôo genuinamente londrino, não era diferente o comportamento de fãs e curiosos. Tentei dormir, mas não conseguia, pois pesadelos um atrás do outro vinham me fazer companhia. Via a Mel chorando e eu não conseguia alcançá-la. E a sensação só piorou, pois eu tinha certeza que Harry sabia de algo a mais e não queria me contar, sempre desconversando quando eu o questionava.

Durante a viagem não tocamos no assunto da foto com o Nathan. E fiquei triste por não me despedir dele e de mais ninguém. Mas como Harry falou, não poderíamos nos despedir de ninguém e quando desconfiassem ou descobrissem, nós já estaríamos dentro do avião a caminho do Brasil. Até mesmo o celular, ele deixou na casa da Els devido ao localizador e, de fato ele não queria ser encontrado.

- Você vai ser prejudicado... A banda tem compromissos essa semana?

- Entrevistas, coisas assim. Mas eles mudam as datas, ou fazem sem mim.

- Harry... A banda não é completa sem você.

- E você? É completa sem mim?

- Não muda de assunto...

- Não estou mudando de assunto... E os rapazes vão compreender e dar um jeito. Mas, responde minha pergunta. - eu mantinha os olhos na rodovia, já estávamos bem próximos do hotel do senhor Peterson.

- Depois conversamos, está bem?

- Está bem... Mas lembre-se, eu não sou completo sem você e estou disposto a tudo para não te decepcionar mais. – assim ele me abraçou e beijou meu rosto.

Claro que era bom ter ele comigo, principalmente porque eu não saberia o que fazer se eu voltasse ao Brasil sozinha, principalmente numa condição dessas. E melhor ainda, eu não precisei pedir, ele decidiu por si.

- Chegamos.

- Será que a Karina está ai?

- A gente pergunta na recepção. – ele disse pagando o táxi e pegando nossas bolsas.

Logo na recepção, notei que era Raphael quem fazia os registros dos hospede e fui falar com ele.

- Raphael...

- Sim... Em que posso ajudar? – ele disse ainda de cabeça baixa conferindo algo no monitor à sua frente.

- Não se lembra mais de mim?

- Sandra! É você mesmo menina? – disse surpreso – Que saudade garota! – ele disse já me abraçando por cima do balcão – O que faz aqui?

- Vim ver minha família... – preferi não falar muito principalmente depois da cara que ele fez ao ouvir isso, pois não foi das melhores.

- Oi... – Harry se pronunciou – Precisamos de um quarto, por favor.

- Uma cama ou duas?

- Uma, de casal.

- Suíte 1011 está livre. Depois faço a ficha de vocês.

- Obrigado. Mas se possível, não registre nossos nomes. Não quero ser descoberto aqui.

- Como assim? Sequestrou a San e está fugindo?

- Nada disso seu bobo... – eu falei sem muito animo – depois eu te explico.

- Mas posso avisar ao senhor Peterson que vocês estão aqui?

- Claro que pode, e a Karina, está por ai?

Fic Foi o seu sorriso! - ConcluídaOnde histórias criam vida. Descubra agora