A história mais esperada da série.
Os gêmeos Jonathan e Cristal Alcântara, os filhos mais do que esperado do casal Ana Júlia e Luís Renato Alcântara chegou.
Dois jovens em seu mundo estudantil.
Jonathan Alcântara, é um jovem de dezoito anos, que...
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Sete anos depois...
Piloto a minha moto sentindo o leve toque das mãos da doce Maitê em minha barriga. Estamos indo ao colégio Mont Serrat... Onde estudamos a vida toda. Ao contrário dos nossos pais que íam de carro. Eu e os meus irmãos vamos de moto mesmo, cada um leva uma garota na sua garupa. É mais prático. Mais rápido. Mais eficiente também. Confesso que me aproveito muito disso... Não que eu e a Maitê não sejamos próximos, somos próximos até demais. Mas, é mais um momento que eu ganho com a sua presença. A parte ruim é quando chegamos ao colégio... É cada um por si. As gêmeas vão ao encontro das amigas e nós... Vamos ao encontro dos amigos. Bufo internamente. Salas diferentes. Amigos diferentes. Só nos veremos durante o intervalo ou na hora de ir pra casa. _Obrigada Alan!_ Ela diz me beijando calmamente a minha bochecha. O beijo cálido me faz sentir algumas sensações. Eu apenas suspiro baixinho. Somos primos certo? Mas por isso não podemos ter algum tipo de envolvimento? Tenho vontade de virar o rosto na hora do beijo... Só pra ver a reação dela. Mas sou covarde demais e não faço. _Acorda babaca._ Arthur diz em tom de deboche._ Quando você vai se declarar pra sua gêmea preferida?_ Inquire com deboche. Pra ele é bem fácil falar, Arthur e Lorena assumiram o namoro mês passado e desde então eles não se largam mais. A situação do Alisson com a Jade é bem diferente... Eles estão namorando colegas de sala de aula, embora seja notória a atração que ambos setem um pelo outro. Depois que crescemos um pouco, perdemos mais a mania de levar as garotas até a porta da sala... Na verdade, elas pediram por isso. _ Maitê não pensa em namorar agora._ Respondo desviando o olhar da garota e encarando o meu irmão. _Como sabe? Dou de ombros. _Eu só sei tá bom?_ Rosno começando a ficar irritado. _Se quiser posso me passar por você e... _ Pode parar Arthur. _O corto com irritação na voz._ Isso nunca daria certo com Maitê. Ela notaria logo. Ele rola os olhos... _Queria saber, como elas sabem._Diz com um sorriso largo no rosto. Dou de ombros mais uma vez. _ Do mesmo jeito que nós sabemos sobre elas. Sei quem é a Maitê de longe. _Sorrio. Ele sorri. _Verdade... A Lorena é inconfundível. Assinto. Admiro essa conexão que temos desde criança... É algo intrigante. Entramos na sala de aula e quando o professor assume a sala, a conversa termina por aqui.
Hora do intervalo.
Quando chego ao pátio, onde os alunos se reúnem antes da hora do almoço, encontro Arthur aos beijos com Lorena em uma mesa comprida, Alisson está no maior amasso com a Carla - uma garota da aula de literatura - e Jade se aproxima de mãos dadas com Felipe - um carinha do time de futebol do colégio. Há... Claro, não posso me esquecer de mencionar, que somos jogadores do time e assim como o meu pai Mikael, que é um clássico dos comentários aqui no colégio, temos posições importantes no time. Meus olhos varrem o lugar a procura de Maitê e não a vejo em lugar nenhum. _Se está procurando a minha irmã, ela está do outro lado da quadra com o kaynã. _O que ela faz com aquele imbecil?_ Inquiro em um tom ríspido. A garota dá de ombros se aconchegando no namorado. _Quando estávamos saindo da sala, ele a chamou para conversar. _Do outro lado da quadra? E você deixou?_ Não espero a sua resposta. Saio pisando em direção a quadra do colégio. Kaynã é um carinha descendente de alemãs, ele começou a estudar aqui a uns três meses e é o nosso melhor goleiro da temporada. O cara é um filho da puta sem desclassificado, um mulherengo que gosta de falar mal das garotas que costumam ir pra cama com ele... Ou seja, é um filho da puta. Atravesso o campo a procura dos dois, o coração quase saindo pela boca. Estou quase desistindo quando vejo um movimento atrás das arquibancadas. Olho com mais cuidado. Eu não acredito no que estou vendo. O filho de uma égua sem mãe, está se insinuando pra ela? Sem pensar duas vezes ando a passos largos na direção do dois e em um rompante eu o puxo de perto da Maitê e esmurro a cara de almofadinha com o punho fechado. _ Tá maluco Brow?_ Inquire caído no chão e levando a mão a boca. _O que você pensa que tá fazendo seu imbecil?_ Esbravejo indo pra cima dele. _Alan? Pare!_ Maitê pede nervosa. Eu seguro o imbecil pela gola da camisa e o levanto do chão possesso. _Eu não sabia que ela era a sua namorada cara. A mina não me disse nada. Eu o encaro arredio. _ Mesmo que não fosse, você está proibido de tocar em qualquer uma das gêmeas. Elas não são pro seu bico idiota. Se eu pegar, arrebento com a sua cara bonitinha._Rosno ainda irritado. _Alan por favor!_ Maitê pede. Ela está nervosa e com os olhos cheios de lágrimas. Eu o solto o kaynã e vou até ela a puxando para os meus braços. O carinha sai correndo. Covarde da porra! _Você está bem?_ Pergunto a apertando em meus braços e apreciando o seu cheiro adocicado e suave. _Estou..._ Diz erguendo a cabeça e encarando os meus olhos. Sou arrebatado pela escuridão dos olhos cor de jabuticaba. Estou tão próximo do seu rosto que consigo sentir o cheirinho mentolado no seu hálito. Queria perguntar o que ela fazia aqui com kaynã, mas não quero estragar o que eu penso que está rolando aqui... De verdade, estou torcendo para que não seja apenas uma idealização da minha cabeça. Maitê tem os olhos pesados e fixos em minha boca. Automaticamente olho para a boca pintada em um tom rosado, com um tipo de batom brilhoso. Os olhos escuros me encaram os meus e as mãos se arrastam pelo meu peitoral indo para minha nuca, acariciando o pé do meu cabelo crescido e cheio. _Me beija Alan. _Pede em um tom rouco. Cacete! Com um pedido desse, não tenho a menor dúvida do que está acontecendo aqui. Seguro firme a sua cintura. Inclino a cabeça alcansando a boca da baixinha e a tomo em um beijo calmo e preguiçoso. Aprecio a maciez. O doce da menta em sua boca invade a minha e eu me empolgo aprofundando o nosso beijo. Há uma mistura de sensações dentro de mim. As mãos apesar de apertar firme a cintura fina, estão trêmulas e suadas. Os batimentos cardíacos vão além do normal. E uma ansiedade de ter mais dela é muita forte. Fico estasiado ao sentir a língua invadir a minha boca. Caralho! Eu a chupo com todo o prazer. Meu corpo guia o corpo pequeno para o muro da quadra e eu a prenso ali mesmo... Meu corpo se colando ainda mais ao seu de um modo frenético. Ela solta um delicioso gemido em minha boca e eu me perco inteiro nessa boquinha. Quando o beijo para, estamos quase sem fôlego. Encaro os olhos negros que estão fixos nos meus agora. Procuro algum sinal do seu arrependimento, mas ao invés disso recebo um lindo sorriso satisfeito. Abro um sorriso tímido. Não sei o que dizer pra ela. Porra é muito chato ser tímido! E eu não devia ser tímido com ela certo? Nos conhecemos tão bem. Somos muito amigos desde sempre. Mas eu me sinto perdido agora. _Você beija bem. _Ela diz. Arqueio as sobrancelhas surpreso. _O que fazia aqui com ele?_ Pergunto mudando o assunto. Não era o que eu queria, mas preciso saber. _Sabia que você viria se soubesse... Por isso aceitei o convite dele. _Diz sem jeito, as bochechas corando. _Fez isso..? Ela puxa a respiração de modo audível. _Alan, eu sou a fim de você a muito tempo. Mas você não me dá espaço, não me dá nenhum sinal de que sente o mesmo por mim... Eu... Porra..!! Ela fala e fala e eu ainda não acredito no que estou ouvindo. O peito infla de tão grande a felicidade que estou sentindo agora. Eu calo a boca nervosa com mais um beijo e dessa vez é um beijo tão íntimo, tão intenso, tão gostoso. Os amassos são inevitáveis. Não sei quanto tempo passamos ali, entre beijos e amassos gostosos encostado no cantinho do muro. Mas quando voltamos ao pátio, o segundo horário de aula já se foi... É hora de irmos pra casa.