Capítulo 2 - "A mais bela das mulheres..."

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Phillip Adams

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Phillip Adams

Tradições... Esse era o lema da família.

Seguir o legado sempre nos fora ensinado desde muito jovens, o que para mim não foi nenhum sacrifício visto que amo o que faço.

Minha família vem de uma longa linhagem de gerenciadores de pubs e cafés na capital britânica. A "Adams Coffee&Beer" é sem dúvidas o grande orgulho de meu pai, passada de geração em geração há mais de cinquenta anos, e cabe a nós, Claire, Peter e eu, seus filhos, continuar com o legado da família.

Tudo seria perfeito no tão sonhado 'mundo' de meu pai, se não fosse o desprezo de Peter pela família. Peter fora adotado por meus pais – Arthur e Elizabeth – após o trágico acidente de carro envolvendo seus pais, James e Beatrice, sendo esta, irmã de minha mãe, ao qual perderam suas vidas.

Peter tinha apenas cinco anos quando o ocorrido, contudo, mesmo após anos e acolhido como um filho, não se achava digno de partilhar dos negócios da família de meu pai. Hoje aos vinte cinco anos, vive uma vida sem limites, em torno de festas, bebidas e intermináveis noites fora de casa.

"— Peter, onde esteve? — diz minha mãe exasperada.

— Por aí... Com amigos... — ele a responde, seco.

— Tenha mais consideração ao falar com sua mãe Peter, sabe há que horas ela foi se deitar preocupada com você? Não acha que deveria ao menos ter atendido nossas ligações? — diz meu pai, atordoado.

Não pedi que alguém me esperasse acordado, quantos anos acham que eu tenho? Cinco? — diz ele com deboche.

Não irmão, pelo contrário, tem idade suficiente para agir como um homem! — digo, adentrando na discussão.

— Ora ora ora, se não é o filho pródigo! — Peter diz com desdém, seguindo para as escadas que levavam aos quartos — Não tente me fazer ser como você Phill, não vai rolar!

— Peter! Esta mais do que na hora de você assumir seu lugar na empresa! Até quando vai agir como um garoto irresponsável e imaturo? — diz meu pai.

— Meu lugar na empresa? Não sejamos hipócritas! Todos nós sabemos que eu não tenho direito nenhum a empresa! — Peter diz dando as costas.

— Não diga bobagens garoto! Você é nosso filho, como não teria direito aos negócios da família? — diz meu pai em uma explosão.

Vejo-o subir as escadas, e antes que a chegasse ao patamar, o silêncio que se instalou a pouco, é quebrado com a voz embargada de minha mãe.

— Peter, sei que sente falta dos seus pais, assim como eu também sinto! — ela suspira por alguns segundos — Beatrice era a minha única irmã, e eu prometi a ela e a mim mesma que cuidaria de você como um filho, e daria todo o amor que ela foi privada em lhe dar. Sou capaz de dar a minha vida por você Pet, e sabe por quê? Por que em meu coração você é meu filho, pode não ter saído do meu ventre, mas continua sendo o meu filho, a quem criei com muito amor e carinho, e não me arrependo em nenhum momento ao tê-lo adotado, pois eu te amo! — diz por fim, com as lágrimas deslizando em seu delicado rosto.

 Amor sem escalas - EurasiaOnde histórias criam vida. Descubra agora