UM TOQUE DE AMOR || ❛ Nada fica em segredo para sempre, mesmo ele sendo bom ou o pior de todos. ❜
Thranduil, era um rei frio e de um coração duro como pedra de gelo, mas após ter conhecido Alriel ele teve a sua vida de cabeça para baixo, revivendo...
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NÃO SERIA TÃO DIFÍCIL, não é ? Não mesmo, era apenas isso. Dar mais uma volta na floresta e verificar se a fronteira ainda está sob controle.
Não que eu odeie os humanos ou qualquer coisa que venha do lado de fora da floresta negra. Tirando os orcs nojentos e imundos, e as aranhas. Mas como um rei, devo manter o meu povo bem e a salvo.
Não quero começar uma guerra, não depois do que aconteceu a oito anos atrás.
— Sim, majestade — Um dos meus elfos, da guarda, concordou e se retirou, fazendo a reverência.
Respirei fundo e deixei minhas costas relaxarem no trono. Levantei minha mão a esfregando no rosto. Hoje o meu dia está muito mais cansativo do que qualquer outro. Preferi aguardar por mais alguma coisa, mas nada veio até mim, e entediado, sai do meu lugar confortável.
Meus passos pesados, mas sei que são leves, me direcionam para o corredor que leva para os quartos. Preciso descansar um pouco a mente e pensar melhor sobre o que fazer com aquelas coisas horrendas que vem deixando o meu povo a cada dia, mesmo eles sabendo que estão protegidos por bons, fortes e grandes soldados.
Mas parei. Quase na metade do caminho, parei. A desconfiança tomou conta e por conta dos meus sentidos, pude sentir algo a mais muito perto de mim, me observando, com a mais pura atenção.
Segurei firme no cabo de minha espada e olhei para trás por cima do meu ombro. Quem quer que seja, não sairá vivo. E então senti, muito leve mas senti, os seus pés pisarem e darem algumas passadas para chegar até mim.
Me virei bruscamente para frente, com a espada empunhada para frente na direção daquela coisinha.
— Abaixe a sua espada, coisa de outro mundo — Ela ordenou mirando a sua flecha na direção do meu rosto. Ela pode ser pequena, mas os seus braços estão parados sem dar uma mínima curva, em minha direção.
— Quem você pensa que é ? — A fuzilei, ainda segurando a espada próxima ao seu pescoço fino — Coisinha.
— Aquela que venho te derrotar — Disse zombateira — Então, te dou duas escolhas — Curvei os olhos e a olhei de forma superior — Ou abaixe essa espada e me entregue o que eu quero, de boa, ou ficará sem a sua testa.
— Acho que vou ficar com a terceira opção — Ela franziu o cenho.
— Não há terceira opção — Disse — Não sei de nenhuma terceira opção, majestade.
— Não sabe ? Achei que uma boa guerreira que quer dominar um reino, tivesse em mente todas as opções — Sorri e ela me encarou tediosa — Não acha, princesa ?
— Não Acho — Esticou um pouco mais o arco — Agora, me diga... Entregará por bem, ou por mal ?
— Só por cima do meu cadáver — Me preparei para atacar a minha pequena e corajosa adversária quando fui surpreendido por outro.