Violação dos direitos humanos.
A dignidade sendo quebrada...
Membros sujos de carne perecível
Invadindo o corpo de outra pessoa, sem permissão.
Lágrimas queimam os olhos de quem não tem voz
Não adiantou gritar, doce menina... É, eu sei e eu entendo quão pungente é tua dor e indignação...
E quem viu, continuou andando... ninguém parou.
Você, sozinha, sangrando e com fortes dores...
E nas manchetes tu te torna mais uma nas estáticas.
Guria, mais uma guria violada e duramente invadida, ferida, sem possibilidade de defesa e sem alegria de viver... Psicológico para sempre abalado... E atribuíram-lhe a culpa, não foi?
Falaram da tua roupa, do teu batom, dos teus horários?
Culparam você por ter sido violentada...
A sociedade está doente e ninguém faz nada efetivo pra mudar isso... ninguém faz a dor e o sangramento pararem!!!! Até quando não poderemos mais sair tranquilas na rua? Até quando conviveremos com o medo de sofrer um ataque por algum maníaco?
Até quando seremos vistas como pedaços de carne?
Fontes de prazer para instintos primitivos e cruéis?
Somos donas de nossos corpos e estamos sedentas pela justiça!!! Queremos penas mais severas para homens que não sabem respeitar as pessoas e controlar os próprios desejos. Nossas vidas importam. Nossa liberdade e segurança são sagradas.
Façam alguma coisa!!!
Que a grande Mãe nos envolva hoje e sempre...
Para todas as mulheres... cis e transexuais, para todas as travestis, para as bichas afeminadas.
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Tudo aquilo que não foi dito
PoetryA poesia de uma jovem amargurada, impopular, com múltiplas personalidades e paranóias. Em cada poema há um pouco da minha dor, essa é a minha voz, mesmo que queiram ainda me silenciar. Para todos que estejam dispostos: Tudo Aquilo que não foi dito...