Protetor

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Acordei com o barulho da porta batendo, abri meus olhos que deram de cara com o teto branco, me sentei na cama e percebi que não estava em meu quarto, e sim no de meus pais.

- Que bom que acordou – ouvi uma voz na parede oposta à porta.

Olhei para a direção que vinha a voz e me peguei confuso. Quem é ele?

Um homem alto, seus cabelos pretos assim como seus olhos, ele está de pé encostado na parede, vestido formalmente.

- Quem...é – não consegui terminar a fala, minha garganta ardia igual quando se engole algo muito quente, meus olhos começaram a lagrimejar pela ardência que se fez presente.

Reparei em uma bandeja no criado-mudo ao meu lado, com um copo de suco e frutas frescas, me curvei um pouco e peguei o copo.

- Suas cordas vocais ainda estão inflamadas. – Disse andando pelo quarto logo sentando em uma poltrona que meu pai costumava se sentar, que fica em frente à cama.

- Então você não sabe quem sou? – Me perguntou, tanto ele quanto eu, nós dois estamos confusos.

Neguei com a cabeça.

- Você que me invocou. – Franziu o cenho e fiquei ainda mais confuso. Como assim invoquei ele? Por acaso ele é um demônio?

- Sim – Respondeu do nada, arregalei os olhos enquanto o suco descia pela minha garganta.

Ele leu minha mente ou é só paranoia minha? Demônios existem mesmo? Afinal, o que aconteceu? Talvez eu morri e estou no inferno, essa é a conclusão mais plausível.

- Sim... sim demônios existem e não você não está no inferno.

Se fosse possível meus olhos se arregalariam mais. Engoli em seco, com medo e suando frio.

- Não precisa ter medo. – Se levantou e veio em minha direção, cada passo que ele dava eu me encolhia mais na cama. – Aliás, meu nome é Jeon Jungkook. Prazer Jimin – ele estendeu sua mão em minha direção, o que demorei um pouco para entender, porém, estendi mesmo assim.

O homem denominado Jungkook se sentou na beira da cama, onde ficou me olhando perplexo.

- Tem certeza que não me chamou?

Sim? Você é um demônio mesmo?

Perguntei mentalmente, já que percebi que ele consegue ler meus pensamentos e se for um demônio como diz ser, é provável ter essa habilidade.

- Estranho, vim parar no seu quarto ontem. Sim sou um demônio, quer que eu prove? – Sorriu maldoso ao pronunciar a última frase.

- Toma, usa isso. – Jeon me estendeu um anel, que até então estava em seu dedo. – É para eu não ler seus pensamentos, você está muito desconfortável depois que percebeu.

Peguei o anel e o coloquei em meu dedo anelar. É um lindo anel, fino e com uma simples, porém, bela pedra vermelha no meio, parecia ser rubi mas tinha outra tonalidade.

O que Jeon falou é verdade, desde que tomei conta que ele supostamente podia ler meus pensamentos, fiquei desconfortável e querendo espantar alguns pensamentos.

Desde criança fui ensinado a rezar pelos deuses, tantos os novos e os antigos, mas nunca fiz isso por querer, não é como se eu fosse todo religioso, apenas rezava quando me pediam. Houve uma época em que presenciei um exorcismo na igreja local e rezava todos os dias, até antes de comer as refeições, com o tempo pensei que era atuação para conseguir fiéis e parei de rezar.

Mas acho que foi um erro parar de rezar, se demônios existem como Jungkook falou e disse ser um, então existem os deuses pelos quais pregam.

[...]

Protective Demon - pjm + jjkOnde histórias criam vida. Descubra agora