Ureel, o desespero - Capítulo 1: Prólogo

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Ureel, o desespero - Capítulo 1

Um bebê se move rapidamente entre os diversos universos e multi-versos existentes, sua velocidade é relativamente próxima a luz, senão igual, mas na percepção do bebê, quem está rápido não é ele, mas sim tudo ao seu redor. Ele está protegido, em uma espécie de nave-bolha, tal objeto se parece com uma pequena cúpula, algo gosmento, porém que protege e cobre todo o corpo da criança. O pequeno bebê observa as luzes rápidas e piscantes que passam rápido ao seu redor, sem entender o seu significado. Tal criança se chama Ureel, é irmão de Samuel e filho de Natasha. Ureel acabou de ser enviado entre o vácuo das dimensões para um lugar distante, tão aleatório, que mesmo a pessoa que o mandou para lá, desconhece. A pequena nave-bolha, que contém o pequeno garoto dentro, após uma longa viagem entre universos, acaba por diminuir a velocidade ao se aproximar de um planeta, coberto de água e com planícies de terra verde. Tal planeta a partir de agora será o novo lar de Ureel. A nave entre na superfície do planeta e por acaso, cai em meio a um matagal próximo a uma casinha periférica e pequena, no condado de WaltMont, nos Estados Unidos da América, um dos vários países do planeta conhecido como terra.
Um casal escuta o barulho e mesmo sem saber acha a criança em meio a mata.
- Mas que coisa é essa? -Diz um homem grande e rechocundo enquanto olha a nave-bolha em que a criança está.
- Parece uma bolha, acho que tem alguma coisa dentro, o que será? -Diz uma mulher de altura média e ruiva.
- E eu lá vou saber? Tenho cara de vidente? Coloca a mão aí e descobre por si mesma sua idiota. -Diz o homem com um tom raivoso.
- E se for algum bicho? Não vou colocar a mão aí.
- Larga a mão de ser fresca! -Após dizer isso, o homem empurra a mulher que cai de joelhos próxima aquela estranha bolha.
- Coloca a mão aí, tô mandando.
A mulher, sem escolhas acaba por colocar a mão dentro da bolha e se surpreendendo quando retira sua mão, agora segurando um bebê.
- É uma criança!
- E tá viva?
- Sim, mas está dormindo, o que estava fazendo aqui e dentro dessa coisa?
- E eu lá vou saber? Essa coisa deve ser de outro mundo.
- Pra mim parece um bebê normal, talvez os pais abandonaram ele aqui ou planejavam fazer algo pior com ele e desistiram, nós podemos ao menos ficar com ele por algum tempo, e entregar ele para polícia quando ele estiver bem?
- Tá ficando doida? Essa coisa saiu de uma bolha estranha e tava no meio do mato. Isso aí deve ser uma aberração. E se isso me devorar enquanto eu durmo ein?
- Ele não vai te devorar, e se fizesse isso faria um favor.
- Olha como fala sua..
- Você quer mesmo ficar com a consciência de que abandonou um bebê indefeso no meio do mato Frank?
- Esse bebê nem é meu! Ele já tava aí, azar o dele!
- Ele está indefeso, um animal poderia ter pego ele!
- Quer saber? Leva essa coisa, faz o que quiser, mas não espere que eu dê apoio ou qualquer ajuda, você vai se virar com essa aberração, e se ele fizer qualquer coisa anormal, eu acabo com ele.
- Você não vai acabar com nada, é só um bebê. Eu irei cuidar sozinha dele Frank, e quando ele estiver bem eu o entrego para as autoridades.

O casal volta pra casa com o bebê que agora mal sabia, mas tinha um lar, pequeno e desaconchegante mas ainda sim um lar. Após alguns dias, Samantha, a mulher que achou o bebê junto com seu marido Frank, logo passa a ter muito carinho pelo bebê e decide cuidar dele como uma mãe, mesmo sabendo que não terá apoio algum do marido.
Os anos se passam e o bebê cresce gradualmente, ele se torna um bom garoto, sempre ajudando sua mãe adotiva, Samantha. Frank, o marido de Samantha ao contrário de sua esposa, despreza a criança e o trata de forma repulsiva, não só trata mal o garoto, como também trata mal Samantha, a ofendendo diariamente e até mesmo a agredindo no pior dos casos.
Frank trabalha parte do dia e bebe no restante, quando chega em casa, ofende a todos e se comporta como um animal.
Como é chamado agora, Maxwell, a criança que foi encontrada dentro daquela estranha bolha, agora tem 11 anos de idade e tem que trabalhar duro para ajudar com a casa. Samantha, sua mãe adotiva, está doente, mas Maxwell está fazendo o possível para ajudar. Frank, seu pai adotivo chega em casa, bêbado. Como sempre, ele age de forma ignorante e xinga todos.
- Olha só, a aberração ainda está aqui. Além do mais, eu tenho uma mulher que prefere uma aberração do que o marido!
- Frank, pare com isso! -Diz Samantha tossindo.
- Não! Você sabe que ele é uma aberração, mas ainda assim defende essa coisa.
- Se você fosse um marido melhor, eu te trataria da forma que merece!
- Um marido melhor? O que quer dizer com isso ein? Eu te sustentei por 16 anos! Quando ninguém mais estava lá pra olhar para essa sua cara feia, eu tava! Você não passa de lixo.
- Não passo de lixo? Como você ousa? -Diz Samantha do outro quarto.
- Você ouviu bem, sua idiota.
Maxwell se sente mal por dentro, um ódio de Frank já antigo volta a despertar nele.
- Quer saber? Quero ver tu falar que não sou um bom marido na minha cara! -Após isso Frank vai em direção ao quarto de Samantha com uma garrafa.
- O que você vai fazer, Frank?
- Você quer um marido melhor?! Eu vou te mostrar como posso ser bom! -Frank quebra a garrafa enquanto grita com Samantha.
- Não! Espera! Me desculpa.
Maxwell observa da porta, enquanto sua respiração fica ofegante. Seu coração bate mais e mais forte vendo a mulher que cuidou dele em toda sua vida quase sendo morta em frente dos seus olhos.
É quando ele sente.. Algo emana dentro de si, uma força sobre-humana, algo inexplicável e incompreensível. No mesmo momento toda sua raiva é despertada e como um raio, ele corre até Frank e o golpeia pelas costas, antes que ele possa fazer algo contra Samantha. Com um único golpe Frank cai no chão e solta um grito.
-Argh! Que dor! Que porra é essa?!
O chão estava quebrado com as marcas do pé de Maxwell, que agora estava flutuando.
- Sua aberração! Eu sempre soube que você era um demônio! Você é mesmo um monstro, seu pedaço de merda, eu deveria ter te matado quando tive chance!
Sem pestanejar, Maxwell atinge um soco com toda sua força na cabeça de Frank, que já estava no chão, e continua acertando a cabeça dele continuamente, sem parar.
- Pare com isso Maxwell! - Grita Samantha, mas sem sucesso.
O chão é arrebentado e a cabeça de Frank agora era só um purê de sangue e miolos.
- Maxwell! O quê você fez?! - Grita Samantha, chorando e com medo, retraída próxima a parede.
- Acabei com seu tormento mãe.

Fim do capítulo 1.

Ureel, O DesesperoOnde histórias criam vida. Descubra agora