Capítulo 8 - Desequilíbrio
Se passou uma semana desde todos os acontecimentos com Elizabeth e Maxwell.
É uma segunda-feira nublada e Maxwell estava voando pela cidade vestido como "Hope", até que ele para em um prédio e se senta na beirada. Ele observa se há algum incidente ocorrendo pela cidade.
Há um assalto ocorrendo há algumas quadras do local onde Maxwell estava. Ele escuta tudo mesmo há alguns quilômetros de distância e rapidamente vai até o local. Alguns criminosos estavam assaltando uma loja de conveniência, eles haviam feito todos que estavam no local de refém e também estavam fortemente armados. Maxwell aterrissa no chão, pouco atrás de um dos assaltantes que está vigiando a porta da loja. Ele se aproxima do criminoso e avança para trás do mesmo em uma velocidade ameaçadora. Ele segura o homem pelas costas e o arremessa com muita força em direção à vidraça da loja. O vidro se quebra com o impacto, despertando a atenção dos assaltantes e reféns dentro da loja.- Mas que merda! É aquele cretino fantasiado da televisão! - Diz um dos assaltantes enquanto olha para Hope.
- Acho que o nome dele é "Fope" ou alguma merda assim. Vi umas histórias sinistras desse cara, ele quebrou a clavícula de um amigo do meu primo que tava roubando um carro. - Diz outro assaltante.
- Pouco importa quem esse filho da puta é, a gente tem um monte de arma, tu acha que esse otário aguenta tanto tiro?
- Ele parece ser bem resistente cara, o maluco consegue andar em meio ao fogo mano! É coisa de cinema, tô falando.
- Pra mim parece só mais um retardado com fantasia.
Enquanto os criminosos conversam, Hope se aproxima lentamente da vidraça quebrada. Após notarem a aproximação do herói, os criminosos deixam de conversar e impiedosamente começam a atirar na direção do herói.
Os disparos deixam o ambiente cheio de fumaça de pólvora, mas quando a fumaça abaixa os assaltantes ficam em choque: As balas não fizeram um único arranhão em Hope que logo demonstra uma expressão de raiva e começa a falar com os assaltantes:
- Vocês são loucos? Tem pessoas inocentes aí dentro, vocês poderiam ter as matado! Seus desgraçados! Vocês são piores que lixo! - Após dizer isso, Hope em um surto de raiva vai até os criminosos e os espanca. Um dos criminosos é socado diversas vezes no estômago, a ponto de vomitar e cuspir sangue.
Hope bate a cabeça do segundo assaltante contra uma bancada de metal, o mesmo desmaia e seu rosto é coberto por sangue. Ele derruba outro dos criminosos e o joga na rua. Todos que foram salvos aplaudem Hope, mesmo estando um pouco chocados após verem a forma com que ele lidou com aqueles criminosos.
Hope sai do local e voa pela cidade. Após algum tempo, ele volta para casa, onde volta a ser apenas Maxwell. Ele entra por uma janela em sua casa discretamente e quando entra para dentro, retira seu uniforme.
Maxwell vai até o sofá de sua casa e liga a televisão.
Ao ligar a televisão, ele se depara com algo que o surpreende. Era uma declaração do Prefeito da cidade: Ele dizia que queria conversar com o herói Hope ao público na próxima semana, justamente no dia do aniversário da cidade. Seria um evento muito movimentado e segundo o prefeito "uma boa hora para o herói Hope revelar suas intenções para todos da cidade".
- Então o prefeito quer me encontrar? Pode ser uma boa ideia para expandir mais ainda minha imagem e fama. Isso pode ser bom, as pessoas terão uma imagem positiva de mim e tudo, tudo, sairá como eu planejo.Maxwell vai até o banheiro, onde ele encara o espelho e em um surto de raiva e ódio, soca o vidro do espelho, quebrando-o e espalhando cacos por todos os lados. Maxwell olha para sua mão, que estava intacta, sem um único corte ou arranhão.
- Eu não posso sentir nem dor. Eu nunca senti dor, e não faço ideia de como é a sensação e tenho certeza que nunca vou saber. Mundo estúpido. As pessoas são frágeis, como papel, mas mesmo assim insistem em serem cruéis, egoístas e impiedosas umas com as outras, é da natureza desses malditos. Eu mostrarei para eles o que é ser governado por alguém verdadeiramente bom e honesto, alguém que pode equilibrar esse mundo e deixar os humanos onde eles deveriam estar desde o princípio.No dia seguinte:
Maxwell vai até o depósito onde ele trabalha, ao chegar lá, ele vê que o dono do lugar estava no local. Ele se aproxima do dono do depósito e o cumprimenta e o dono logo começa a falar.
- Oi Maxwell, tem trabalhado muito?
- Tenho sim, mas como demoram duas semanas para a semente de Tagzol crescer eu venho aqui poucas vezes.
- Bom, receio que tenho más notícias. - O dono do depósito e também chefe de Maxwell, encara um documento em sua mão e em seguida volta a olhar para Maxwell.
- O que é?
- A procura por Tagzol decaiu muito nas últimas semanss.. Nossa receita bruta não tem rendido tanto quanto queríamos. Então eu e meus associados decidimos mudar um pouco os negócios. Sem mais Tagzol aqui.
- Como assim? Minha especialidade é cultivar Tagzol, fui ensinado a fazer isso desde que entrei aqui no depósito, você não pode fazer isso, eu nem fui informado a princípio de conversa.
- Sinto muito, mas não mais, Tagzol acabou por aqui. Se quiser posso te colocar como repositor de caixas ou te considerar para entregador.
- Quer saber? Eu não preciso disso. Dessa merda de depósito e dessa merda de fruta idiota. Foda-se você, seu careca imbecil. - Após dizer isso, Maxwell se vira e vai embora.
- Como é?! Volte já aqui! Maxwell?! - Grita o Dono do depósito.Maxwell sai do depósito e vai a caminho de sua casa à pé. Começa a chover. Ele observa a rua e continua caminhando lentamente. Ele vê do outro lado da rua um casal se beijando, ele apenas observa a cena e continua o caminho para casa. Poucas ruas de distância de sua casa, ele é abordado por dois homens com o rosto coberto por um capuz. Eles estavam com facas na manga das blusas e pediam para que Maxwell os acompanhasse até um beco e ficasse em silêncio. Maxwell não demonstra expressão alguma e sequer fala algo, ele apenas segue os homens que ao chegar no beco vazio, pedem para que Maxwell passe todos os seus pertences.
- Passa tudo seu otário!
- Vai logo, tu ouviu ele! Passa a grana, celular, qualquer coisa que tu tiver de valor aí.
Maxwell fica quieto e apenas encara os homens com uma expressão vazia no rosto.
- Você tá surdo seu bosta? A gente tá falando pra passar tudo o que você tem aí! Tu quer morrer?
- Vai logo seu filho da puta! - Diz um dos homens gritando.
Um dos homens se cansa de esperar e tenta atacar a barriga de Maxwell com uma faca. Maxwell segura o braço daquele homem, que imediatamente solta a faca e começa a gritar de dor.
- Argh! Me solta! Você vai quebrar meu braço!
Um dos homens tenta segurar Maxwell por trás, mas Maxwell solta o homem que estava segurando e consegue desviar.
- Esse cretino quer morrer! Ele quase quebrou meu braço! Vamos dar a ele o que ele merece.Os dois assaltantes avançam em direção a Maxwell, que em um piscar de olhos desaparece. A chuva se intensifica e um raio cai, iluminando todo o lugar. Maxwell no mesmo instante que o raio apareceu, subitamente aparece na frente de um dos homens novamente, mas dessa vez com uma expressão aterrorizante. Ele possuía um sorriso em seu rosto e seus olhos agora estavam vermelhos como sangue.
Ele segura o braço do homem que começa a gritar desesperado.
Maxwell em poucos instantes arranca fora o braço do homem como se estivesse brincando com um boneco frágil e de plástico. Sangue começa a ser despejado por todo o chão e os gritos daquele homem se intensificam. O homem cai no chão sangrando e aterrorizado e Maxwell pisa em uma de suas pernas, a quebrando no mesmo instante. O comparsa daquele homem tenta fugir, mas Maxwell o alcança e o joga no chão.
- Pelo amor de Deus cara! Me deixa ir! Eu não roubo mais ninguém, eu juro!
- Você jura?
- Sim cara! Eu prometo!
- Jurar não é o bastante.
Maxwell segura o homem contra a parede e o sufoca. Com força totalmente bruta, ele segura as mãos daquele assaltante e as puxa contra seu corpo, arrancando as mãos daquele homem com uma facilidade e brutalidade terrível. O homem começa a gritar e o sangue de suas mãos é despejado por todo o chão, deixando-o em uma tonalidade vermelha.
- Minha mão! Argh! Seu maníaco! Você é um demônio!
- É você quem rouba as pessoas pela rua e eu que sou um maníaco? Eu? Pessoas como você merecem a morte.
- Pelo amor de Deus cara! Me deixa ir! - O homem começa a chorar e gritar.
- Cala essa boca. Após dizer isso, Maxwell bate a cabeça daquele homem inúmeras vezes contra a parede, que agora estava encharcada de sangue. Por fim, Maxwell solta aquele homem no chão, limpa suas mãos na camisa daquele homem e segue seu caminho para casa.
Fim do capítulo 8.
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Ureel, O Desespero
General FictionE se você tivesse o poder de mudar o mundo e acabar com ele? Confira a história de Ureel, também conhecido como Maxwell. Continuação de parte dos eventos de "Samuel e o artefato". Atenção: Classificação indicativa: Adultos. Essa obra é recomendada...