Capítulo 9 - Parte 1 de 2.
No dia seguinte dos acontecimentos do Capítulo 8:
Elizabeth está trabalhando no jornal, procurando pistas ou qualquer prova contra Maxwell, e é nesse momento que o Editor-chefe entra na sala e fala com um parceiro de trabalho próximo de Elizabeth:
- Pete, tem uma manchete para você. Assassinato brutal em um beco perto da rua 5, tá cercado de policiais, pelo que parece foi um assalto com final ruim.
- Latrocínio? Não é tão incomum aqui na cidade. - Diz o parceiro de Elizabeth, Peter, tirando os óculos e olhando para o Editor-chefe.
- Esse é o ponto interessante, quem foi morto não foi a vítima, foi o assaltante. Bom, pelo que soube haviam dois assaltantes e um deles foi levado para o hospital, ainda com vida. Estão falando que foi algo feio, como um "filme de terror". Vai lá dar uma checada na cena e tenta fazer uma exclusiva no hospital.
- Certo chefe.
- Eu posso ir junto? - Diz Elizabeth, enquanto olha para Peter e o Editor-Chefe.
- Ahn.. não é bem sua área Elizabeth, se não tiver um estômago forte você pode.. - Elizabeth, interrompe seu chefe e começa a falar:
- Eu aguento.. Só pra dar uma variada, posso ajudar o Pete estando na cena.
- Se você realmente aguenta, pode ir, mas não vai vomitar na cena do crime, já aconteceu com jornalistas antigos daqui e a polícia não gostou nada.
- Pode deixar.
Elizabeth e Pete vão em direção a uma van do Editorial e seguem caminho para a cena do crime. Desde o começo Elizabeth quis ir até a cena pois pensou ter alguma relação com Maxwell, era algo parecido com algo que ele já fez antes.Ao chegarem perto do local informado, Pete para a van alguns metros atrás do beco e Elizabeth se surpreende. Aquele beco fica a poucas quadras da casa de Maxwell. Ele realmente teria alguma ligação com o que quer que tenha acontecido alí?
Elizabeth e seu companheiro de trabalho seguem a pé até o beco e ao chegar no local vêem toda a cena sangrenta que havia ocorrido na noite anterior. Vários policiais e jornalistas estavam no local e uma movimentação impede que Peter e Elizabeth se aproximem muito do corpo que estava no local. Eles conseguem uma brecha e passam por alguns policiais e logo presenciam de frente uma cena que parece ter saído de um filme de horror e um tanto quanto surreal. Havia alí o corpo de um homem, sem um dos braços e com a perna aparentemente quebrada. Um médico legista se aproxima de Elizabeth e seu parceiro e começa a conversar com eles:
- Morreu de hemorragia. Como podem ver, o braço foi retirado do corpo, mas a dúvida mais frequente que estamos tendo aqui é: Como?
- Alguém pode ter arrancado o braço dele? - Diz Elizabeth.
O legista a encara com uma expressão séria e logo em seguida solta uma gargalhada.
- Acho muito difícil, nenhum ser humano normal tem força suficiente para algo assim. Talvez tenha sido uma máquina ou coisa do tipo.
- E se não estivermos falando de um humano normal? - Elizabeth faz tal pergunta enquanto encara o legista, que agora a encara de volta com uma expressão de estranhamento.
- Ahn.. algo como.. Aquele herói? Hope?
- Exatamente isso.. Talvez, possa ter sido algo assim.
- Elizabeth.. Deixe os profissionais trabalharem. - Diz Peter.
- Ah, sinto muito. Foi só uma idéia estúpida minha. Vou deixar você fazer seu trabalho.
Peter conversa com o legista e começa a anotar algumas informações em uma planilha. Elizabeth se vira e observa a cena do crime e repara algo no mínimo estranho:
-Há uma distância entre as marcas de sangue.. Como se quem quer que fez isso tudo, primeiramente pegou um dos assaltantes e logo em seguida foi em direção do outro que talvez.. Estivesse tentando fugir?
Pete termina de anotar as informações em sua planilha, agradece o legista por repassar algumas informações sobre o acontecimento e coloca a mão no ombro de Elizabeth.
- Vamos para o Hospital. Pelo que parece, o outro assaltante está acordado e lúcido. Já tem alguns repórteres e jornalistas por lá, mas liguei para o assessor do jornal e ele conseguiu uma passagem livre para nós falarmos alguns minutos com o cara.
Elizabeth concorda com a cabeça e ambos voltam para a Van e vão até o hospital onde a segunda "vítima não tão inocente" está. Na Van, Peter questiona o por que de Elizabeth pensar sobre Hope ter alguma ligação com o ocorrido. Elizabeth entra em êxito por alguns minutos, mas se decide e conta toda a história por trás de Maxwell para Peter e até mesmo conta sobre suas recentes investigações. Peter fica impressionado e sem reação.
- Você já tem alguma prova sólida? Isso pode virar uma matéria nacional.. Não só nacional, mas mundial! Um homicida super-poderoso? Meu deus!
- Eu já tenho algumas provas. Documentos e relatos antigos, não só isso, mas manchetes de anos atrás. Meu maior receio é o que ele pode fazer..
- Ele não pode fazer nada se o mundo se virar contra ele. - Diz Peter em um tom confiante.
- Acho que tem razão..
- Enfim, quando chegarmos lá no hospital, vou te dar algum tempo antes de sairmos e você pode confiar sua suspeita. Não diga para ninguém o que vai fazer ou sequer registre, mas mostre uma foto desse tal Maxwell para a vítima e veja se ele é o agressor.
- Está bem. Mas sabe.. É bem a cara dele fazer algo assim. Ele até tentou me matar! Mas exitou pois eu blefei na hora dizendo que se eu morresse todos saberiam quem ele realmente é.
- E ele caiu nisso?
- Sim, pelo que parece ele age muitas vezes apenas por uma espécie de instinto.. Ele é.. Terrível.
- Imagino.. Bom, chegamos.Ao chegar no hospital, ambos se dirigem até o hall de entrada e pedem autorização para ir até o quarto e apresentam seus documentos. Eles esperam um pouco e são liberados para então irem até o quarto do homem que foi agredido brutalmente na noite anterior.
Ao entrarem no quarto, um médico olha para ambos e diz:
- Vocês tem cinco minutos, ele ainda está muito confuso e precisa descansar.
Ambos concordam com a exigência do médico e se sentam em cadeiras perto da cama onde estava aquele homem. Peter volta a anotar em sua planilha e faz algumas perguntas direcionadas para o homem.
- O que ocasionou.. a perda de suas mãos e esse ferimento em sua cabeça?
- F-foi.. um homem! Um demônio! Ele tinha olhos vermelhos.. Eu não sabia.. Eu não vou roubar nada em toda minha vida nunca mais!
- Esse homem foi o mesmo que agrediu seu parceiro?
- Sim! Foi ele que pegou o Paul! Ele está bem?! Ele gritava tanto cara.. Aquela coisa.. Aquele maníaco arrancou o braço dele fora! - Após o homem dizer isso, Elizabeth retira seu celular e exibe uma foto de Maxwell e logo a mostra para o homem.
- Esse é o homem que fez tudo isso? - Questiona Elizabeth, enquanto mostra a foto.
O homem fica assustado e logo começa a chorar, enquanto se lembra de tudo que ocorreu.
- Foi ele mesmo! Esse.. Maldito!
Antes de Elizabeth e Peter terminarem, polícia entra na sala, fazendo com que ambos tivessem que sair do local.
- Receio que tenham que sair. Esse é trabalho da polícia colegas.
- Nós temos permissão! Ele estava quase.. - Peter corta a fala de Elizabeth e diz para ambos irem embora.
- Vamos Elizabeth, nós já fizemos o suficiente.
Eles saem do hospital e voltam para van onde conversam sobre as provas que haviam acabado de conseguir.
- Acha que isso ajuda? - Pergunta Elizabeth.
- Já é uma evidência. E pela reação daquele homem, além de sua história ser verídica, parece que aquele herói não é tão herói assim.
- É como eu disse.. Ele é um monstro.
- Vou te ajudar nessa investigação, mas tome cuidado. Ele é perigoso e agora que sabe o que você está tramando, ele vai fazer o possível para ninguém saber da verdade. - Diz Peter.
- Se ao menos conseguíssemos revelar quem ele é, e em um lugar público.. Mas como?
Peter fica em silêncio, olha para um folheto que estava no carro e logo volta a falar, entusiasmado:
- Elizabeth! Tive uma ideia! O aniversário da cidade.
- O quê?
- Você mesma disse.. Um lugar público e lotado de pessoas. Pelo que sei, o prefeito convidou Hope para falar com o público no centro da cidade.. Justamente no evento de aniversário da cidade.
- É isso! Boa ideia Pete!Fim da parte 1.
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Ureel, O Desespero
General FictionE se você tivesse o poder de mudar o mundo e acabar com ele? Confira a história de Ureel, também conhecido como Maxwell. Continuação de parte dos eventos de "Samuel e o artefato". Atenção: Classificação indicativa: Adultos. Essa obra é recomendada...