- No fim o que deu ontem depois que mandaram a gente embora? Você não deu nenhum sinal ate chegar aqui.
-Não tava afim de conversar quando cheguei em casa - Eu disse, ignorando a pergunta de Henry.
-Seus pais foram te buscar? Deve ter sido uma merda, quer dizer, é normal sua filha menor de idade beber, tipo, 17 anos sabe, ninguém liga, mas ir ate a delegacia porque um policial pegou ela bêbada não é muito interessante, eu acho. Não sei porque ele mandou a gente embora sendo que eramos os adultos responsáveis por você na hora.
- Eu pedi pra ele mandar vocês pra casa e não ligar pra ninguém. - Eu disse enquanto pegava a garrafa de vinho da mão de Adan.
-E ele concordou assim? - Perguntou Henry
-Só isso? - Perguntou Adan em seguida
-É.
-Não faz sentido pra mim. - Eu ia explodir se eles não calassem a boca ou mudassem de assunto.
Respirei fundo e disse - Problema é seu - o que acabou saindo mais alto do que eu pretendia e decidi colocar a garrafa na bancada antes que eu a derrubasse como uma idiota.
-Frank? - Puta merda Henry não percebia que eu não aguentava mais qualquer pergunta.
-Fala.
-Oque você fez?
-Como assim?
-Oque você fez pra fazer ele literalmente ir contra a lei?
-Simplesmente pedi pra ele com o rosto de uma garota arrependida e essas coisas - Quando olhei Adan já estava com a garrafa na mão de novo e não tive outra reação a não ser pega-la com as mãos tremendo porque por algum motivo eu sentia que iria querer estar segurando ela logo logo.
-Oque aconteceu Frank?
Então eu agradeci a mim mesma por ter pego aquela maldita garrafa da maldita mão do maldito Adan e virei na minha maldita boca podre.
-Ei, vai com calma - Adan disse como se já tivesse me visto perdendo a calma, eu era completamente controlada.
Comecei a sentir o meu corpo ficando cheio ate o fim e uma gota de vinho escorrer pelo canta da minha boca e ir descendo bem devagar enquanto minha sanidade ia pelos ares ate Adan tirar a garrafa da minha mão.
Senti meu cérebro dar um giro de 360 gruas dentro da minha cabeça - Puta merda aquilo tinha gosto de merda - E ao ter aquela imagem na minha cabeça de novo, finalmente, meu corpo que estava cheio de mais botou tudo pra fora no chão do quarto de Henry.
-Puta merda- Ouvi um dos dois dizendo enquanto sentia alguém levantar minha cabeça pra se certificar de que eu não iria pintar o chão de roxo com o meu estomago de novo, mas não sabia quem estava fazendo o que.
-O que?
-O pau daquele filho da puta tinha gosto de merda.
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Delírio coletivo adolescente
Short StoryIsso é literalmente sobre meus delírios noturnos e como eles formam algo que parece uma pequena cronica ridícula sem começo ou fim