Capítulo 4 👑

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⚠Atenção . Esta história contém cenas de sexo e violência, o que não são indicadas para menores de 18 anos🔞. Não é permitido nenhum tipo de plágio. Não se esqueçam de votar, comentar e partilhar!
Boa leitura.

♤♤♤

— És linda, sabias?

Não precisei agradecer ou sorrir, só fiquei em pé imóvel, congelada e levanto de novo as mãos para tocar as dele que agora dedilham a pele da minha nuca eriçada. Traço o olhar também para seus lábios, e rosados e macios, estão entreabertos e pertos demais. Atentadores demais. Harry roça de leve o seu nariz em mim e sinto a respiração quente em meus lábios. O cheiro que vem dele é uma mistura doce de menta. Fecho os olhos e sinto seus lábios macios como pétalas puxarem de leve o meu lábio superior. Necessito mais dele naquele momento, entreabro os lábios e mordo seu lábio inferior. Sem pensar muito, sugo com mais intensidade seu lábio inferior e uma das duas mãos segura meu cabelo com força.

Isso cativa ainda mais a excitação que eu já experimento e sinto uma vibração familiar entre minhas pernas, a sensação excecional que eu não sentia há muitos meses. Sinto sua língua em meus lábios e abro ainda mais a boca para provar do melhor beijo já experienciado em toda a minha vida. Ele intensifica -se e perco o equilíbrio por uns segundos dando uns passos para trás com Harry ainda em meu encalce. Seu gosto de menta é o paraíso. Afasto meu rosto do seu com medo de cair e olho para trás. A parede está a um metro de nós. Minha respiração está tão ofegante que eu solto- a em golfadas. Minhas mãos vão até seu ombro e viro de novo. Seus lábios são a primeira coisa que me chamam à atenção. Seus olhos escuros carregam forte atração e imagino o que meus tanto refletem. Ele parece sedento em fazer isto.

— Não devíamos... — Sussurro a vacilar e mordo de leve os meus lábios ainda molhados da saliva dele. Ele parecia a perfeição em pessoa. Parecia paciente. Como um verdadeiro Deus — não devíamos estar a fazer isto.

— E qual a razão disso? — seus braços avançam para baixo e seguram minha cintura mantendo - me presa ao seu corpo tenso, ele abaixa- se um pouco para ficar à minha altura — se não queres, é só dizeres.

Sem avisar, ele junta nossos lábios de novo e fecho os olhos faminta por ele e seu sabor. Subo minhas mãos até seu cabelo, enquanto seus lábios experientes e quentes exploram minha boca de novo. Sentia mesmo a diferença entre seus lábios e outros que já beijei. Não acredites em tudo o que dizem sobre mim por aí. Era bem melhor do que aquilo que eu já ouvi antes. Puxo seu cabelo com força de forma a separar -nos. Meus lábios formigam famintas e ele olha confuso para mim, de novo. Eu não quero partilhar o Harry com dezenas de outras mulheres que o visitam todas as noites no clube dele. Por fim, seguro em seus braços para fazê - lo soltar -me.

— Por favor, me solta— sua fronte fica franzida e ele acaba por desenvencilhar seus braços de mim e sinto como se estivesse nua sobre seu olhar. — Leva-me para casa.

Peço aflita para ele se afastar de mim e isso o faz recuar um passo atrás com o rosto aborrecido, dececionado. Eu não quero fazer isto, não quero compará-lo a alguém como o Max, mas eu mal o conheço. As coisas não podem ser assim. Ele pode não compreender, mas eu posso apenas abaixar a minha cabeça e deixar passar. Assim como fiz com meus irmãos quando saíram de casa, com a minha mãe quando trocou- nos pelo alemão e com a Maya nos momentos de frustração incansável.

— Está tudo bem, Jane? — Nego com a cabeça e desvio o olhar para tudo o que é canto. Ele não perde tempo, aproxima - se de mim de novo e fico zonza desta vez. Suas mãos me tocam de novo. Em meus ombros, em minhas bochechas e ele soletra meu nome. Tudo nele parece íntimo para mim — Jane.

Posso amar a forma como o pronuncia, como se ele tivesse enraizado a originalidade do termo e a entoa como um treino ... Recuo dois passos para livrar de suas mãos e de seu maldito cheiro. Preciso deixar as coisas como estão. Pelo bem dos dois. — Apenas deixa - me em casa, por favor.

Eu não quero ir parar na sua cama. Se alguma vez eu tivesse desejado algum momento com ele, teria que ser bem diferente deste, um contexto tão distinto para os dois. Quase fecho os olhos ao imaginar tudo. Um quarto que ele divide com suas clientes deve ser grande, uma cama king size de lençóis de seda claros, quarto largo acoplado de luzes vermelhas à volta e todo aquele material que ele usa como dominador em suas amantes. Não preciso ser uma idiota para visualizar tudo isso.

— Senão eu pego um táxi — Vejo-o alcançar a porta de entrada com o olhar, e depois de um triste silêncio, ele solta um suspiro frustrado.

— Tudo bem — revela com a voz embargada e olho para sua mandíbula trincada como um vidro — continuam a enfiar coisas na tua cabeça sobre mim, Jane? Porque tu não tentas tirar suas conclusões sozinha? Porque raio tu não...

Ele cai em seu silêncio e desvia o olhar e olha para o recinto ­ — esquece. Não vale a pena.

— Eu não quero falar nisso. Tens um clube de sexo e ofertas sexo para qualquer um que lá surja. Dominas o quê? Dezenas de mulheres em uma noite? — ele abaixa a cabeça e balbucia algo que não percebo. Percebo o quanto falei rápido. As palavras tinham sido soltas. O mal estava feito. ele já estava furioso — eu não sou como elas.

E nem quero ser.

— Eu sei — Ele responde rápido e seu olhar intensifica em mim — tens vergonha de mim por causa disso. Nem sempre fui assim e eu posso provar isso.

— Eu não disse isso — digo devagar e sinto formigamento pelos meus ombros.

Ele observa- me mudo por instantes a fio, abaixa a cabeça e assente mudo. Seu olhar evidencia mágoa quando ele levanta a cabeça sem encarar - me e pergunto-me se ao acaso fui longe demais. Fiquei tão nervosa por um instante que nem avaliei o tamanho das minhas palavras. A amargura parece clara em seus lindos olhos brilhantes e ele dá- me as costas para sair da sala. Fico sozinha. E satisfeita. Não pode ser assim.

No caminho de volta, tudo é silêncio, assim como o motor suave do carro. Parece que irá começar a chover, os céus estão mais escuros com a neblina e formam nuvens espessas e enormes. Harry conduz em silêncio absoluto e eu praticamente tremo nervosa no banco de passageiro. Ainda sinto – me culpada por falar assim com ele. Ele não merece. Harry ajudou-me desde o dia que meu pai fora enterrado e ele não me abandonou em nenhum instante. Eu não tenho que ser injusta com ele.

Chegamos à cidade maior e o carro para na frente do apartamento. Harry olha para mim em esguelhas de segundos e aponta para o exterior com um semblante ainda sério.

— Já chegamos — afirma com a voz calma e firme e eu só balanço com a cabeça.

— Obrigada— sussurro e ele apenas gesticula com a cabeça olhando serio para a frente. Seguro minha bolsa e abro a porta para sair para fora. O carro move -se de repente e desaparece pela rua cantando pneus. Esfrego as mãos no rosto ainda nervosa e noto as luvas dele ainda nas minhas mãos. O dele está em mim, Meu deus. Não acredito. Não de novo. Levo as luvas até meu nariz e relembro-me de olhos fechados.

Mordo o lábio inferior a pensar no nosso beijo, no quanto foi maravilhoso e ainda a sensação do seu gosto em mim, o cheiro e a presença. Ele sabe marcar presença pelo seu jeito intimidante, os seus olhos claros e profundos, o rosto perfeito e bem desenhado e o sorriso sedutor. Deslizo a língua sobre meu lábio inferior e fecho os olhos. Lembro da forma como ele me encarou naqueles instantes, ele me deseja. Eu o desejo também. Muito. Demais até. Minha intimidade pulsa com intensidade e abro os olhos para tentar esquecer aquilo e entro para o prédio. Subo as escadas com a mão no rosto e evito encarar os vizinhos que descem. Agradeço pelas meninas não estarem em casa e caio logo na cama. Harry vai pensar na nossa conversa. Ele ficou magoado, evidente isso, mas isso passa. Lembro das palavras do meu pai: " ele é um homem bom". Tenho saudades de tudo.

♤♤♤

Ele está lá, ele não está. Meus joelhos levemente entreabertos, suas mãos deslizando entre eles e seu suspiro quente em minha nuca. Ele beija meu ombro. Suas mãos surgem de leve debaixo de meus seios, por cima do tecido, e ele segura -os para aperta - los firmemente. Massageia meus seios sem pudor e sussurra em meu ouvido: — deliciosa...

Uma mão ocupa - se com meu seio direito e a outra desce para a cueca. Atravessa a renda com os dedos e vasculha meu clitóris doloroso e pulsátil e gemo quando um de seus dedos atravessa meus grandes lábios de uma extensão à outra:— ohhh...

E outra vez estou feliz. Não demoro a dormir. O passado quer voltar à tona. Com ele, meu velho amigo. 

Love &Honey - Harry Styles Onde histórias criam vida. Descubra agora