Júlia ficou abismada ao saber que Molly nunca havia andando de metrô antes, mas não era uma experiência desejável. Ainda assim foi engraçado ver Molly lidando com a catraca. Para o crocodilo aquele ambiente era totalmente novo, Molly ficou olhando uma leoa com três filhos, um deles tinha uma linda heterocromia, um olho azul e outro amarelo alaranjado, ele mascava um chiclete, Molly ficou olhando o garoto, mesmo após ele sair do metrô, ela ficou olhando o mesmo lugar no banco. A saída do pequeno leão deixou Molly um pouco triste e sem sentido, de modo que ela quase tropeçou no próprio pé, Julia a salvou de cair no chão.
Na saída Molly se atrapalhou novamente com a catraca, isso chamou a atenção das pessoas ao redor, o que deixava Molly mais nervosa, após pagar mico eles foram para um supermercado comprar alguns doces. No caminho Julia sente uma gota cair bem na sua cara, a primeira gota da chuva caiu exatamente em uma gata, o céu que já estava nublado começou a ficar escuro, a chuva caia conforme corriam para dentro do supermercado. Enquanto faziam compras a chuva ficava mais forte, era possível ver os clarões de luz dos raios. Como ficaram ilhados pela chuva, acabaram comprando mais coisas do que deveriam, ainda assim a chuva não parecia que pararia logo. Julia ficou na fila do caixa rápido, de um lado uma prateleira com pães, do outro um urso pardo que vendia mel, Julia ficou brincando com os saches de mel, o urso pensou que ela queria comprar alguma coisa. Isso frustrou o urso, depois de um tempo a fila não andou, ela se sentiu culpada por ter chamado atenção a toa, e então perguntou o preço de alguma coisa, mas o urso não ouviu, Julia não teve coragem de falar de novo, só ficou la na fila esperando os demais chegarem, enquanto olhava os relâmpagos.
Kaike já queria ir mesmo na chuva, mas Julia se recusava a ficaram esperando até o céu se abrir. Quando se deram conta já passaram uma hora la dentro, até que a chuva ficou mais branda, e com alguma insistência finalmente saíram do supermercado.
Na floricultura Maria estava preocupada, onde estaria a filha após uma tempestade dessas. Ela se acalmou ao ver o quarteto se aproximando, ela já conhecia Kaike e Márcio, mas Molly era uma figura totalmente nova, isso deixou Maria um pouco nervosa, mas que ela não pudesse lidar.
- Olá filha, trouxe uma amiga nova.
- Essa é a Molly.
- A sua floricultura é muito bonita. Diz Molly.
- Obrigada, entre por favor. Maria ainda um pouco nervosa mostra a loja, ela ainda tenta fazer Molly comprar algumas plantas. No fim Molly se compromete a comprar uma orquídea.Molly percebe que as plantas tem uma plaquinha com o nome científico e a família da planta, provavelmente foi Júlia que deu a ideia, havia uma flor, ela era especial, ela era única do fragmento de área verde do campus universitário, tinha finas pétalas brancas que se afunilavam, sua beleza estava no fato de ser tão fina e ao mesmo tempo comprida, Molly por curiosidade olhou o preço da flor, eram três dígitos, para a família dela não era muito, mas Molly perguntou sobre ela para Júlia, ela respondeu que foi muito difícil fazer aquela planta ser cultivada em outro ambiente, Júlia tentou diversas vezes, Molly lembrou que por algum tempo a quantidade daquelas flores diminuiu um pouco. Foi Maria que finalmente consegui fazer uma primeira muda. Molly pensou em levá-la, mas isso ultrapassava seus gatos mensais, até a saída ela ficou olhando ligeiramente para a flor.
Júlia após mostrar a loja, eles sentaram em uma mesa, Maria se ausentou para ir cuidar da estufa dos fundos.
A tétrade foi jogar UNO, perfeito para destruir amizades, Molly ficou entre Júlia e Kaike, em uma partida foram se somando cartas de mais dois e mais quatro, quem compraria tudo aquilo seria Molly, mas Júlia por debaixo da mesa deu uma carta para Molly, após a contagem de cartas a se receber Kaike desistiu da roda, e disse que ia fazer chá de canela, na verdade ele foi fumar.
Ficando os três na mesa, Márcio abriu o pacote de doces, ele era o tipo de pessoa que comparava refrigerante zero só para colocar açúcar, a os avós dele já tiveram diabetes, então ele queria aproveitar o quanto podia. Márcio falou novamente sobre o show. Márcio era o mais velho, apesar da má fama dos coiotes ele era alguém com que se podia contar, na maioria da vezes, sua aparência não condizia com a postura. Certa Márcio consegui a senha da internet da universidade para os amigos, quando a senha começou a se espalhar ele mesmo mudou a senha e a escola ficou sem sistema por dois dias, por sorte ninguém descobriu.Os quatro ficaram o resto da tarde conversando, falaram sobre profissões, com isso descobriu se o quão bem nascida era Molly, o pai dela não era só médico, mas também dono de um hospital, Júlia sentiu que Molly já tinha a vida ganha. Já a gata iria demorar até conseguir um emprego, talvez ela sequer conseguisse, mas ela nunca se preocupou com isso. Márcio disse que se se tornasse político faria os amigos ministro, ele tinha muitos sonhos, até sonhava em ser um hacker, mas não era bom em programação, ele provavelmente trabalharia em uma loja de informática junto com Kaike.
Quando se deram conta já eram oito horas da noite, Molly foi a primeira a ir, ela acabou levando aquela flor branca. Márcio aproveitou para pedir uma carona.
Kaike ficou para ajudar Júlia, e fechar a loja, geralmente só havia algum movimento pela manhã, ninguém procuraria flores após aquele horário.
Quando Júlia terminou de arrumar tudo e se despedir, ela trancou a porta e subiu as escadas, procurou pela mãe, foi na estufa, encontrou Maria dormindo na cadeira, Júlia deixou a mãe naquela posição, e foi arrumar a casa, algumas bolas de pelo pelo caminho e a louça suja, a filha não era tão corajosa quanto Maria, mas era Júlia quem tinha mais disposição.Após acordar a mãe Júlia foi para o quarto ficou no Instagram até umas 23 horas, quando finalmente dormiu.
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Flores e Lembranças Melancólicas
General FictionJulia é uma, e estudante de bilogia na universidade Westwood, ela vive com a mãe, Maria, que tem uma pequena floricultura na cidade. Julia tenta viver sua vida, mas ainda há muitos fantasmas do passado que a tocam constantemente. Julia está no meio...