13 Tao especial

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Me coração acelera. Quem diria que Alan, amigo de Antony, seria Alan meu amigo e quase namorado?

Conheci Alan assim que saí da casa do meu pai, para cursar a faculdade.

Alan era um cara popular que andava com a turma descolada. Eu estava numa fase retraída, quieta, sentia um vazio por ter saído do aconchego dos braços do meu pai. E ainda muito mexida por um pedaço do meu coração que deixei para trás.

Passaram algumas semanas e eu já estava enturmada com umas meninas que faziam parte do fã clube do Raul, o garoto mais bonito e sonho de quase todas as garotas do campus, e por tabela, melhor amigo de Alan.

Me juntei para estudar com as meninas no gramado, eu lia uma apostila quando todos os olhares se voltaram para os rapazes que acabavam de chegar.

- Olá meninas. - todas responderam um olá Raul em coro. Quando levantei a cabeça para também responder, percebi que ele estava muito perto, me lançou um sorriso lindo.

- Tudo bem com você Margarete?

- Sim Raul, e você? - ele me emitiu um olhar lascivo, acompanhado de uma piscada, levantou e seguiu para junto dos amigos. As meninas ficaram alvoraçadas com a proximidade dele. Eu, porém, a cada investida dele nos corredores, tentava apenas ser educada.

Lembro-me de um dia enquanto caminhava para biblioteca, escutei meu nome.

- Margarete, me espera. - me virei vendo Alan vir em minha direção.

- Tudo bem, onde você vai?

- Estou indo até à biblioteca entregar uns livros.

- Eu posso te acompanhar? Queria falar com você. - eu concordei, pois sempre o achei muito simpático.

- Claro, do que se trata?

- Direta você hein? - ele sorriu me acompanhando. - Bom, eu queria te perguntar se você tem algum interesse no Raul. - Eu parei e o encarei confusa.

- Sabe Alan, seu amigo é bem grandinho para precisar mandar um amigo me sondar sobre meus interesses. E acho que já deixei bem claro que falo com ele apenas por pura educação. Se é só isso, podemos encerrar nossa conversa. - apressei o passo e não esperei para escutar sua resposta. Assim que entrei na sala, ele se sentou perto de mim, e começou a se explicar.

- Olha, desculpe ter passado a impressão errada, não vim a pedido do Raul. Acho você uma menina especial, e vejo que ao contrário das outras meninas você fica sem graça com as cantadas do Raul. - respondi sem pensar duas vezes.

- Não quero me envolver com ninguém, estou fechada para balanço.

- Entendo. E que tal ter um amigo? - ele me estendeu a mão, eu pensei um instante mas aceitei sua amizade. Ele não perdeu tempo para tentar se aproximar.

- Almoça comigo depois no intervalo? - eu respondi.

- Pode ser. - me levantei e segui para aula. Nos meses seguintes nos tornamos muito próximos e acabei encontrando nele um belo alento.

- Sabe Meg, você é uma menina tão linda, podia deixar sua luz brilhar.

- O que quer dizer Alan? - não tinha ideia do que ele queria dizer com aquela conversa.

- Não me entenda mal, mas você parece que está sempre tentando se esconder, ou não chamar atenção. Anda com a cara limpa, com tons de roupas sempre escuras, calça jeans e camiseta. - ele respirou e continuou.

- Meg, eu vejo como você olha as vitrines, sei que gosta dessas coisas. Olha, sei que seu aniversário é só semana que vem, mas comprei isso para te dar. - ele me estendeu um pacote com uma caixa, fiquei receosa para aceitar.

Os Sonhos Que Ficaram Para Traz.Onde histórias criam vida. Descubra agora