Final chapter part 1.

747 39 66
                                    




Passei um tempo fora, porque não senti que minha escrita estava me fazendo bem. Nada do que eu conseguia pôr no papel, me fazia sentir completa e feliz como antes. Então, dei um tempo - ainda estou dando - mas essa história eu tenho que finalizar, porque acabou virando meu xodózinho. O capitulo vai ser dividido em duas partes e talvez eu poste até domingo a parte 2. Obrigada por quem acompanhou até aqui.
ps: aconselho ler ouvindo:







As noites que se seguiram não foram diferentes das primeiras em que Waverly acordara de madrugada de duas em duas horas ou perdia o sono quando algum barulho externo a sobressaltava, fazendo ela suar frio e seu coração acelerar parecendo que ia explodir dentro do peito. Nessas noites, Waverly sentava na cama, abraçando seus joelhos e encarava o vazio escuro da sua janela. Havia se passado um mês desde que voltaram do Jardim e ela gostaria de dizer que tudo estava igual, mas nada estava como ela havia deixado. Sua cabeça não parecia no lugar que sua família gostaria que estivesse, mas Waverly fazia o que podia para disfarçar e dar o que eles precisavam dela. Nicole não voltou para Toronto um dia sequer, ela continuou o mês todo passando o tempo que tinha com Waverly e a família Earp. Waverly vez ou outra via Doc Holliday caminhando de madrugada pela propriedade, com um cigarro na boca. O assunto Jardim parou de ser mencionado, quando perceberam que nem ela, nem Doc comentaram sobre. O Jardim aconteceu e machucou todos que vivenciaram, mas ainda assim, ninguém saiu com mais cicatrizes de lá do que Waverly. Com o desenrolar do mês, toda energia do Doc foi direcionada para Wynonna e Alice, onde ele tentou restabelecer o relacionamento com a Earp mais velha e construir laços com sua filha de apenas cinco anos. Os três acampavam, Doc ensinou alguns antigos truques para a menina de sobrevivência do velho oeste, a filha ensinava sobre bonecas e filmes que gostava. Wynonna nunca excluiu Waverly de nenhum programa, entretanto, a Earp mais nova não sentia que se encaixava mais no meio da família. Ela e Wynonna ainda tinham seus vários momentos juntas, desfrutando da presença uma da outra e com o tempo, Wynonna parou de pisar em ovos perto dela e seu relacionamento voltou a ser o que era antes do Jardim. Esse era o tempo que Waverly esquecia totalmente sobre sua nova realidade e apenas ria e bebia com a irmã em volta de uma fogueira ou no bar do Shorty's, que todos concordaram que deveria voltar a ter esse nome, já que ambos estavam vivos e de volta à Purgatory. A velha placa, que Wynonna havia guardado com carinho, retornou ao seu lugar de origem. E por mais que nem Waverly ou Doc admitissem, isso dava uma sensação de normalidade para eles. Doc e Waverly voltaram a trabalhar no Shorty's, com Wynonna fazendo questão de que ambos assinassem um documento transferindo parte dos lucros da rede de bar e restaurante para o nome deles, agora como sócios da Earp mais velha. Wynonna afirmou que dessa forma, eles não precisariam se preocupar com dinheiro e ainda assim trabalhar onde acharem melhor e mesmo com reclamações de Waverly e Doc, a mais velha disse que o Shorty's sempre foi mais deles dois do que de qualquer outra pessoa.

Jeremy e Robin viviam a vida de casados que Waverly só conseguia apreciar e aproveitar o tempo com os amigos. Robin agora, bombeiro e Jeremy ainda trabalhava para a Purgatory PD, mesmo seus dons indo muito além do que a pequena cidade de Purgatory. Waverly gastou grande parte do seu também nesse último mês planejando o casamento deles, coisa que ela fazia com Nicole ao seu lado.

Nicole... Esse era o grande calo no pé de Waverly. A mulher não deixou a cidade, não deixou ela, mesmo que ela insistisse para que Nicole voltasse para Toronto e para sua vida. Nicole permaneceu, ela não iria a lugar nenhum com a ideia de ficar longe da morena de novo. A verdade é que a cabeça de Nicole estava totalmente dividida entre Waverly e Shae. Ela tinha uma noiva, uma casa e um trabalho em Toronto que era certo. Shae a amava, elas viveram bons anos juntas e se conheciam muito bem. Mas em Purgatory havia sua família e a mulher que ela tanto amou e um dia quis passar a vida junto. Entretanto, Waverly já não era mais a mesma mulher que ela noivou, tampouco ela. Agora eram duas estranhas, com velhas memórias e um velho amor guardado no peito a ponto de explodir a qualquer instante. Ainda assim, a vontade de se reconhecerem estava lá, presente a cada sorriso, cada luz de sol que refletia nos cabelos de Waverly ou cada aparição da covinha que Nicole Haught carregava quando sorria para a ex-noiva. Nicole, apesar de ainda falar com Shae pelo telefone, diminuiu consideravelmente o contato com a noiva. Tudo isso, porque ela sabia que toda vez que o seu celular tocava, Waverly abaixava a cabeça e mexia no cabelo e parecia que a realidade explodia na cara das duas, causando o estranhamento. Então, Nicole priorizou Waverly. E no fundo, ela sabia que Shae sentia isso, mas nada foi comentado nas ligações e conversas e Nicole não saberia até onde isso iria ou como terminaria. Sua cabeça estava dividida entre duas vidas e duas mulheres, mas e seu coração?

Always remeber us this way.Onde histórias criam vida. Descubra agora