Capítulo 41

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Thiago

Estou no quarto das meninas, observando Eduarda dormindo, Lucinha resolveu sair da cama dela e ir dormir com a Eduarda, Socorro e Roseli dividem uma cama, e Gustavo está aqui comigo, ajudando com os bebês. A pequena no berço, e o pequeno na cama, junto com Gustavo.
Aliás Gustavo dorme feito pedra, até ronca, já eu não consigo dormir.

Cara sou pai de cinco, e já me sinto pai destes dois pequenos, minha mente ferve só de imaginar o que passaram.

Que loucura isto tudo de uma vez, Eduarda é uma garota muito forte, tenho medo de como deve estar quebrada por dentro, sem tempo para parar e consertar um pouco por vez, uma hora serão tantos trincos e cacos que tenho medo que ela desabe.

Ela esta tão cansada, dá para notar pela forma que apagou ao deitar.
Outra pessoa que admiro mais a cada dia é a Socorro, ela abraça a vida, a causa, os problemas de Eduarda como se fossem dela mesma, aliás as duas são tão cúmplices que suspeito que já chegaram a um grau de amizade ao ponto de se comunicarem por telepatia.

Começo a rir sozinho, que conclusão idiota. Mas as vezes parece, e quando Lucinha esta junto, e elas se comunicam em silêncio, dá até arrepio, são como seres sobrenaturais. Conversam e decidem tudo em silêncio, as vezes até levo susto com uma delas, já levantando e falando a resolução do diálogo "silencioso" delas, eu disse, só pode ser telepatia.

Outra menina fantástica mas sobrecarregada é a Lucinha, a primeira coisa que farei após o casamento é contratar uma babá para os menores, talvez duas, assim Lucinha fará o que ela quer, terá um tempo só para ela. Percebi que gosta muito de inglês, têm facilidade com outras línguas, um bom curso, além da dança que ela adora, é hora de ela viver, não de forma egoista, mas aprender que não é errado, não tem problema se satisfazer, cuidar um pouco de si.

Desperto dos meus devaneios, com um som de resmungo, é o pequeno Miguel.
Vou até ele, que está se remexendo na cama, assim que me vê, olha assustado para os lados, e se encolhe.

Meus olhos marejam, um bebê de dois anos, amedrontado. O que este pequeno já vivenciou, para estar com tanto medo.

- Oi bebê, eu sou seu papai, o Papai Legal ok? Sou o Thiago. E você é o menino Miguel.

Falo baixinho para ele não se assustar.

Ele se encolhe e se assusta ao reparar Gustavo ao lado dele, ele se arrasta ficando longe de Gustavo, e quase caindo da cama.

- Ei.. ei... tudo bem meu anjo, não fica com medo.. me aproximo devagar.

Ele esta com o dedo na boca, e com carinha de choro, as lágrimas já descendo dos olhos, mas quase não faz som ao chorar.

Pego na bolsa que uma mãe jovem me deu, um tipo de manta com um ursinho na ponta, é azul e bem macio.

- Aqui bebê, vêm com o papai, não vou te machucar, tenho uma mamadeira gostosa para você.

Pego ao lado na cômoda na cabeceira da cama, Eduarda já tinha deixado pronta.

Mas o pequeno não se mexeu, virou a cabecinha e olhava atento para Eduarda, então começou a jogar o corpinho para frente, ele queria chegar nela.

Fui o segurar e ele aumentou o choro, o que fez meu peito doer.

Lucinha acordou assustada, mas logo foi até o pequeno, ele não pensou duas vezes e se jogou no colo dela, parou o choro, mamou toda mamadeira.
Lucinha foi se aproximando devagar com ele no colo, ele estava interessado na manta em minhas mãos.

Mudando O Destino. CONCLUÍDA. SEM REVISÃOOnde histórias criam vida. Descubra agora