Cuidado com rosas pretas!
Elas são extremamente raras, exóticas e donas de uma beleza inimaginável. Mesmo que seja tomado o devido cuidado com seus espinhos, também é preciso saber que elas serão sua morte. Exatamente como Alexandra Laurent. Gu...
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— Maman? — eu gritava desesperado e com medo — Mamãe? O que está acontecendo?
— Shhh! — ela chorava e acariciava meus cabelos com ambas as mãos. — Tout ira bien, mon coeur... Tudo vai bem!
Os barulhos na porta não paravam.
Thump!
Thump!
Thump!
Eram cada vez mais fortes e mais rápidos. Eu chorava em desespero e minha mãe também. Mesmo assim, ela me abraçava e sussurrava promessas que nunca seriam cumpridas no meu ouvido. O cheiro de madressilva, aqueles olhos de avelã... eu tinha a sensação de que não os veria nunca mais.
Thump!
Thump!
Os barulhos não paravam! Não paravam nunca!
— Maman! — gritei uma última vez.
Completamente banhado por suor, acordei com o barulho alto e exasperante do despertador ao meu lado. As luzes verdes fluorescentes brilharam sem parar e o barulho continuava incessantemente irritando os meus ouvidos. Eu ainda estava olhando para frente, sentado e tentando normalizar a minha respiração. Passei a mão pelo rosto, enxugando o pouco de suor, e me deitei novamente. Coloquei um braço sobre os olhos, tentando tirar aquelas imagens horríveis da minha mente!
Maman! O que está acontecendo? Maman!
Rolei de lado e desliguei o despertador. Depois, apoiei os braços nas minhas pernas e passei a mão pelo cabelo já estava quase na altura dos ombros e totalmente repicado. Eu realmente precisava cortá-lo. Eu realmente precisava fazer muitas coisas.
Tomando um fôlego maior, arrastei-me até o banheiro e tomei um banho frio para me despertar para a realidade, para o mundo em que diamantes valiam mais do que a vida de pessoas queridas. Quando eu desci para o andar inferior, o dia já tinha começado agitado mesmo no meio da manhã de inverno.
— Você não consegue sequer parar para conversar?!
— Eu já disse que estou ao telefone! — gritou minha madrasta.
Mal cheguei ao final da escada e pude ouvir as vozes ficando mais altas. Cumprimentei os peixes da pequena lagoa iluminada em baixo da escada, como se cada um deles fossem os únicos que me escutassem naquela casa, e passei direto pela sala de estar, deixando um rastro de água no chão que pingava do meu cabelo. Enquanto via as correspondências deixadas em cima da mesa de vidro, ouvi a briga com nenhum interesse.
— É por isso que devia ficar em casa!
— Ficar em casa para ver você tirar cada segundo de sossego que nós temos, vangloriando-se a todos que, enquanto a burra aqui está trabalhando duro pelo relacionamento, você pouco faz questão disso já que não hesita em levar para cama sua secretária que tem idade para ser sua filha?! Non, merci!