Preferi-não olhar os textos logo que eles vieram a este mundo. Uma ética de prudência, afim de que não houvesse uma morte-prematura do processo de invenção. Escrevi e deixei ser. Depois de escrito, um texto tem dessas coisas, ele é, já não está mais em devir. Desconfio que quando me lês, ele volta a devir. Isso no processo de leitura. De "escrileitura" (CORAZZA, 2010). Por isso o texto é e devém. Isso pode fazer algum sentido?
Prefiro-não engordar tanto o texto, a nossa conversa, de conceitos. Apesar de muitas vezes eles saltarem aos olhos enquanto digo essas palavras. Notaste? Eles já estão aqui. Assim como prefiro-não citar diretamente agora. Quem sabe mais tarde?
Parece que de certa forma esgoto as possibilidades de preferir-não. Parece ainda que há muitas possibilidades por-vir de experienciar prefiro-não, mas prefiro não as esmiuçar agora.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Sem título & com muitos nomes - Ômega
Non-FictionDissertação Mestrado em Educação e Tecnologia do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) Mestranda: GUEDES, Tamires Orientador: DE ARAUJO, Róger Albernaz Pelotas, 2020 Imagem: aquarela com nanquim "Ponto no caos" por Cristiane Aldavez