Altora On
--Helena, Você poderia buscar um saquinho de soro para essa paciente? Logo este daqui vai acabar, então...- Pediu uma médica, que estava tomando conta de uma garotinha. - Mas, sem pressa, querida.
--Sem problemas, Doutora.-Ela diz, com um lindo sorriso, e vai até um quadro, onde havia a Planta do hospital.
Caminhando calmamente pelo hospital, ela chega a uma parte meio escura e fria, era um corredor, que dava a uma sala, que era o destino da Morena.
Enquanto caminhava, avistou um menino loiro, de olhos verdes, e muito, muito bonito. Ele era alto, usava uma blusa vinho, calça preta, um lindo tênis branco e uma bandana preta no cabelo, e é claro, um jaléco.
--Você... - Ele disse - É nova aqui?- Ele olha a menina de cima a baixo, meio bobo.
--Estou de suporte. Sou como uma ajudante, eu acho.-Ela diz, também o olhando de cima abaixo, não estava o reconhecendo, mas tinha certeza de que já o conhecia.
--Bom, é um prazer te conhecer. Me chamo Nathaniel Jhones, também sou um ajudante.- Ela o encara, de olhos arregalados.- O que foi?- Ele ajeita a bandana e se analisa pra ver se há algo estranho consigo.
--Olha, você vai ficar impressionado, mas eu Sou a Helena, da escola Avellard.-Ele arregala os olhos também.
--Quando foi que você ficou tão bonita!?- Ele deixou escapar, tapando a boca com as mãos logo em seguida, com o rosto vermelho, parecendo um pimentão e Helena só olhou impressionada e constrangida para o loiro. -Me desculpe!- Ele disse alterado, tentando andar, mas Helena segurou sua mão
--V-vo-Você poderia me mostrar a sala onde ficam os soros fisiológicos? - Ela gagueja, envergonhada, pois não esperava tal frase do loiro revoltado que a odiava. Ele assente e eles seguem o caminho até o depósito onde ficavam os soros.
Helena andava atrás, olhando para Nathaniel, tentando descobrir como alguém que gritou bruscamente que a odiava, conseguiu soltar a frase: "Quando foi que você ficou tão bonita?"
Ela não entendia. As possibilidades rodavam em sua cabeça, como um redemoinho sem fim."Talvez, ele esteja bêbado"
Foi a possibilidade que ela mais cogitou estar certa.
Os dois adentraram o depósito, onde o loiro apontou a uma prateleira:
--Ali ficam os soros fisiológicos. - Ele diz.
A Morena olha, hesitante, Mas vai até a bendita prateleira. Em uma tentativa falha de alcançar os soros, olha para o loiro.
--Você é bem baixa. Qual sua altura?- O loiro pega o soro e entrega a menor.
--Eu não sou Baixa, Tenho 1,53m de altura.
O loiro olha debochado pra menina.
--Ah, claro que não. Só parece um smurf de tão baixa.
--Ei! - Ela diz, rindo junto ao Loiro.
Antes do dono de lindos olhos verdes esmeraldas responder, um impacto não muito forte o atingiu, fazendo ele cair por cima da morena.
Ele não saiu imediatamente de cima da menina, nem ela tentou sair de debaixo dele, ao invés disso, os dois ficaram Se encarando.
--Você sempre foi bonita assim?- Ele deixou escapar, fazendo a pequena ficar mais vermelha do quê já estava,se é que isso é possível.
Nathaniel olhava cada canto do rosto da menor, tentando memorizar cada detalhe, ele também não sabia o porquê do seu comportamento, sempre ficava assim, quando visitava o hospital, mas sabia que aquela gentileza toda não duraria por muito tempo. Então, ele olhou e olhou a menina, com o rosto vermelho, mas não queria parar aquele momento por nada.
Helena estava encantada com olhos tão lindos, olhos tão verdes e profundos, que a deixavam até um pouco atordoada, e então ela começou a perceber a movimentação dos olhos esmeraldas do maior. Eles iam de suas sobrancelhas, para seus olhos. De seu nariz a sua boca. De suas bochechas rosadas, até seu queixo. De seu pescoço, ao seus seios.
Sim, ele olhou para o decote de Helena. O que fez ele ficar mais vermelho ainda, ao notar que olhou aquela parte da garota.
O Ego de Helena cresceu, não se sentiu assediada, pois no caminho para o depósito, olhou várias vezes para a bunda do loiro, mesmo tentando evitar. Ela sabia que lá no fundo, havia gostado do fato de ele ter a notado como mulher e não como a garotinha irritante que ele odiava.
Aquilo tudo era um momento de fraqueza, na gélida noite do hospital, Onde nenhum dos dois sabiam o que sentiam, mas olhavam um para o outro, sem medo do que o outro ia pensar.
Assim que ele saiu de cima dela, eles trocaram um rápido tchau e se separaram, envergonhados.
Helena entregou o soro para a doutora e saiu correndo para se encontrar com Hilary.
--Hilary do Céu! Seu filho é a Encarnação da palavra "Estranho".
--Oxe, por quê?- Ela pergunta.
--Ele não gritou pro mundo inteiro que me odiava, quando descobriu que eu era a Babá de Kate? Hoje ele foi super gentil comigo, e até falou que eu sou bonita!- A mais nova disse, indignada.
--Ah, ele sempre fica assim no hospital. Parece até outra pessoa. Fica tão doce, que até eu desconfio que é outra pessoa, no lugar dele. Mas, não se iluda. Amanhã ele volta ao normal. - Ela diz, sorrindo.
Aquela foi uma das noites mais estranhas de toda a vida de Helena.
Foi também um dos seus maiores momentos de fraqueza.
Mas, também foi uma bela e gélida noite no hospital...
♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡
Gostaram?Demorei pra postar, mas postei dois capítulos longos.
E essa autora narrando, hein? O que acharam?
Se gostarem desse tipo de escrita, talvez eu escreva mais. Mas, vocês que sabem.
Espero que tenham gostado do capítulo.
E obrigada por ler.
Beijos e até a próxima ^-^♡
♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡

VOCÊ ESTÁ LENDO
Te Ensinando A Amar...
Подростковая литератураEle não sabe o que é amar. Ela sabe até demais. Ele é arrogante. Ela é humilde. Ele é detestável. Ela é doce e completamente amável. Ele é tão rico. E Ela é tão pobre. Ela é Plebéia. E Ele é nobre. Será que essa linda e apaixonante garota, vai conse...