Boa leitura!
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Posso dizer que estou vivendo uma nova etapa na minha vida. Por quê? Hoje faz 15 dias que eu e Natsu estamos morando oficialmente juntos.
Nós tivemos que fazer alguns ajustes na nossa rotina, pois morar com alguém é diferente de passar muito tempo com essa pessoa. Tivemos cuidado na hora de dividir as tarefas domésticas também, tentamos ser justos. Ainda estamos nos adaptando às manias um do outro, aquelas que a gente só descobre a existência quando mora junto.
Por exemplo, Natsu pediu que eu mudasse a mania de esperar todas as garrafas da geladeira estarem vazias, para então enchê-las todas de uma vez. Bom, não achei nada demais, pois sempre pensei que era uma atitude muito idiota mesmo, já que ficava sem água gelada por um bom tempo, mas nunca mudava.
Infelizmente, eu tive mais de um pedido para fazer durante esse tempo. O primeiro foi sobre ele não levantar a tampa do vaso. Imagina minha surpresa quando acordei, fui ao banheiro e vi aquelas gotas ali. Nojo! E se eu tivesse sentado? Engraçado que antes não ficava assim e por isso reclamei mesmo. Ele disse que é costume, mas prestará mais atenção. A segunda reclamação foi sobre a bagunça. Natsu é extremamente bagunceiro e não sou uma pessoa chata com isso, mas ele passa do ponto. Chega do trabalho e: mochila no chão, sapato no meio do caminho, blazer jogado no sofá e quando ele usa gravata, joga de qualquer jeito no móvel, ela escorrega para o chão e ele não pega. Me estressei toda. Eu não sou tão bagunceira e mesmo assim me vigio, por que ele não pode? Sei que Natsu não faz por mal, isso é costume por ter morado tanto tempo sozinho, mas agora moramos junto. A terceira reclamação foi sobre ele entrar no banheiro quando estou usando e digo no momento específico em que uso o vaso. Pode ser que no futuro eu mude, mas agora não me sinto à vontade. Custa bater? Ter senso? Claro que não falei assim, fui gentil, não queria criar um clima chato e ele me entendeu. Disse que não fazia por mal, que era questão de hábito e que prestaria mais atenção, pois não queria me deixar desconfortável e eu consigo notar que ele está mais cuidadoso. Claro que não me incomodo dele entrar na hora do banho e isso não mudou.
— Agora que coloquei o almoço, vou assistir minha novela.
É sábado e estou assistindo os capítulos que perdi durante a semana.
Cadê o Natsu? Está trabalhando.
No sábado? Sim.
Por quê? Estamos juntando dinheiro e ele resolveu aceitar qualquer extra que aparecesse.
Ele vendeu o apartamento por uma boa quantia e isso ajudou muito nas nossas economias, mas o homem jura que precisa de mais. Nem parece que vamos dividir o valor da casa. Acho completamente desnecessário esse desespero, não é como se estivéssemos no aluguel ou na casa de algum estranho, mas ele não me ouve. Na semana passada mesmo, ele passou mal por não estar se alimentando direito, justamente por causa da correria.
Por que eu não estou trabalhando? Sigo no finalzinho das férias e mesmo que não estivesse, já disse a ele que não me matarei de trabalhar. Podemos muito bem juntar nosso dinheiro com calma, não tem necessidade de cair doente por causa disso. Se tivéssemos algum prazo para cumprir ou se estivéssemos prestes a ir para a rua, beleza, mas não é nada disso. Eu entendo que ele possa estar preocupado com a ideia de nos acomodarmos aqui e confesso que não é algo que me agrade, mas mesmo assim. De que adianta ficar doente? Vai ter que parar de trabalhar se isso acontecer.
Temos que ser gratos por essa ser nossa única preocupação.
Há algumas semanas, nossos pais pediram para conversar e disseram que nos dariam um presente de casamento adiantado. Claro que não entendemos, mas fomos e para a nossa surpresa, o presente era a cerimônia e também a festa de casamento. Nós ficamos envergonhados de aceitar um presente desse porte, mas eles foram tão gentis e carinhosos que aceitamos. Eu chorei e expus toda a minha felicidade diante de tal gesto. Só precisamos escolher a data, o local e avisá-los.
Por isso todo aquele dilema sobre dinheiro ou como realizar os planos, se encerrou. Com o presente deles, precisamos focar apenas em uma coisa e isso é ótimo.
Após terminar o capítulo da novela, vi que era hora de fazer as coisas, ou seja, jantar. Cozinhei algo simples, leve e gostoso.
Ouvi o barulho da porta abrindo e Natsu passou por ela. Ele já ia começar a jogar as coisas, mas me olhou e lembrou da conversa.
— Oi, meu amor. – me deu um selinho e foi ao quarto.
Pegou uma garrafa de água e bebeu como se não houvesse amanhã.
— Algum problema?
— Passei mal hoje. – o encarei séria. — Parei na emergência.
"Se ele tivesse me ouvido antes, não teria passado por isso." – pensei, mas não falei.
— Você vai dar um tempo, querendo ou não.
— Eu não posso dar tempo. – suspirou sentando. — Se o fizer, vamos demorar mais 'pra conseguir o dinheiro.
— O importante é conseguir e não quando.
— Eu sei, mas não é bem pela casa que tenho feito isso.
— Por que então?
— É porque eu quero me casar com você o mais rápido possível. – me puxou para seu colo.
Fiquei sem palavras. Natsu fala essas coisas do nada e isso não é bom para meu coração.
— Que tal então nos casarmos primeiro? A casa pode vir depois.
— Será? Não quero me acomodar aqui. Seu apartamento é incrível e aconchegante, mas foi projetado 'pra apenas um morador.
— Verdade e ainda tem suas tralhas. – ri olhando algumas caixas em volta.
Natsu guardou algumas coisas na casa dos pais e ainda assim, ficou bastante pelos cantos.
— Não são tralhas. – fez bico e eu dei um selinho.
— Bom, voltando ao assunto, o que você acha?
— Não sei, será?
— Pode ser.
— Não sei.
— A gente pode amadurecer essa ideia.
— Podemos. – apoiou o rosto no meu peito.
Ele apertou minha cintura.
— 'Tô tão estressado com o trabalho e por ter passado mal – falou manhoso.
Eu conheço esse caminho.
— Vamos jantar e eu faço uma massagem nos seus ombros.
— Eu quero massagem, mas não nos ombros. – deixou um beijinho no mamilo. — Quero comer, mas não comida. – passou a mão nas minhas costas por debaixo da blusa.
— Você 'tá muito mal?
— Muito. – arranhou minhas costas.
— Quer que eu cuide de você? – assentiu. — Banho juntos? – assentiu. — Nós dois apertadinhos na banheira? – assentiu e me pressionou contra seu membro. — Então vem, meu amor, eu vou cuidar muito bem de você e tirar esse seu estresse todo.
Entrei no banheiro e ele logo em seguida. Como eu disse, não me incomodo quando ele aparece na hora do banho.
~•~
Mais uma fase do nosso casal. 💕
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Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! [Finalizada]
Roman d'amourApós sofrer uma grande decepção, Lucy sentia-se perdida e decidiu fugir da atual realidade. Queria um recomeço e encontrou não só a si mesma, como também um belo bônus. [REESCREVENDO]