Cuidado com rosas pretas!
Elas são extremamente raras, exóticas e donas de uma beleza inimaginável. Mesmo que seja tomado o devido cuidado com seus espinhos, também é preciso saber que elas serão sua morte. Exatamente como Alexandra Laurent. Gu...
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Eu estava me afogando em sangue.
Vermelho manchava minhas mãos quando as coloquei sobre o pescoço, em cima do enorme corte que tinha aberto após, o mesmo homem de todos os sonhos, deslizar a faca sobre minha garganta. Eu lutava para respirar, mas a dor consumia tudo ao redor de mim. Eu lutava para estancar o sangue, mas o corte não se fechava. E eu lutava para sobreviver, mas não havia ninguém para me ajudar.
E quando aqueles olhos verdes pousaram em mim, não era o olhar misterioso de um desconhecido ou o olhar caloroso de um amante. Era...
— Thierry! — sussurrei horrorizada, sentando-me na cama em um susto.
O lençol liso escorregou dos meus ombros em um movimento rápido e o ar frio bateu contra meu corpo nu, fazendo-me estremecer. Suor escorria por minha testa, entre os seios e nas minhas costas. Minha respiração estava ofegante, meu peito subindo e descendo com rapidez exagerada. Fechei meus olhos e apertei o lençol com os punhos cerrados.
Era apenas um sonho. Apenas um sonho...
— Ouvi você sussurrando meu nome.
Tão logo meus olhos iam e voltavam no quarto, me dei conta de que o corpo quente e nu deitado ao meu lado não era Henri. E quando aqueles olhos verdes pousaram em mim, todo o calor repentino sumiu e arrepios tomaram conta de mim. Então, eu gritei. No entanto, Thierry se jogou para o outro lado da cama e tampou minha boca com uma mão. Soltei um grito alto que não pareceu mais do que um grunhido.
— Shhh. — sussurrou com diversão — Não queremos acordar o restante da casa. Ainda mais agora, que meu pai saiu para o plantão. Não havia hora mais oportuna, não acha, Hana?
Senti repulsa ao ouvir meu nome em seus lábios. Seu cabelo claro caiu contra meu rosto e eu joguei meu corpo para cima, tentando sair do aperto. Mas ele apenas riu e inclinou a cabeça para mais perto.
— Sabe, esse jogo está muito interessante. — sua voz ficou mais firme e cruel — No entanto, não tenho tempo para lidar com você hoje, madrasta. — a expressão divertida e sádica mudou. Thierry assumiu um olhar frio — Quero que entregue uma mensagem de um amigo meu para aquela sua amiga vadia brasileira. Fale a ela que ele segue cada passo dela. Ele sabe sobre todos aqueles que são importantes na vida dela, principalmente o cretino do príncipe dos diamantes. — Thierry se inclinou mais e colou os lábios no meu ouvido — Diga, que ele a encontrou depois de quatro longos anos, e que ele a fará pagar caro por isso.
Antes que ele falasse mais algo, levantei o joelho com o máximo de força que pude e bati contra o meio das pernas dele. Thierry soltou um grito alto e eu o empurrei. Quando saí do seu aperto, fui até a outra extremidade do quarto, caçando qualquer coisa que pudesse servir como arma.
— Sua vadia! — grunhiu, levando a mão até o local machucado.
Minhas mãos tremiam quando levantei o revólver que Alex tinha me entregado depois do que houve na Rose Noire. Ele pesou na minha mãe e não combinava comigo. Eu mal sabia como atirar em uma pessoa! Contudo, meu enteado apenas riu.