Capítulo três

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Caminhamos pelo centro da aldeia em silêncio. As ruas de terra estavam abarrotados de aldeões, mercadores e crianças. A chuva havia dado uma pequena trégua, mas toda aquele clima e lugar me deixava deprimida.

Por diversas vezes passamos por crianças com vestes rasgadas procurando comida em latas de lixo. Me senti extremamente sensibilizada e não pode deixar de agradecer em silêncio por nunca ter precisado passar por algo assim.

- É aqui - Itachi falou estancando imediatamente em seu lugar, como estava distraída e andava atrás de si, não tive tempo de desviar e bati o rosto em suas costas.

- Aí - coloco a mão no nariz.

Seu cheiro continuava o mesmo de quando éramos crianças.

- vê se presta mais atenção - diz irritado e eu reviro os olhos.

Ele e o espadachim da névoa oculta entraram no estabelecimento. Já havia me recuperado do pequeno acidente e estava pronta para segui-los quando o cara de tubarão indica a placa acima da porta sorrindo.

Bufei ao ler as escrituras e dei meia volta "Sauna de Kim. Apenas homens " .

Que ótimo.

Decidi olhar a vitrine de uma loja que havia perto e me encantei com uma naquela de couro vermelha. Procurei o dinheiro que havia levado comigo, imaginando o quão gata eu ficaria com aquela peça. Estava contando as notas quando o barulho de um choro chama minha atenção. Olhei em volta, vendo que só eu tinha prestado a atenção.

- Cala essa boca vadia.

A voz do homem sai de dentro do beco que havia entre a loja e a Sauna.

- Por favor, moço... Eu já disse que não tenho esse dinheiro.

Parei na entrada do beco vendo uma mulher de pele escura com um micro vestido e descalça. Seus cabelos castanhos estavam desgrenhados e sangue escorria do canto de sua boca.

- Já que não tem dinheiro terá que me pagar com sei corpo - Disse o homem com roupas que lembravam um cafetão a vila oculta da névoa.

- Não, por favor... - Falou a mulher num misto de desespero enquanto o cara rasgava seu vestido expondo seus seios.

- Ei babaca, solta a garota - disse ao guardar o dinheiro no bolso e entrar no beco.

- Eu tô um pouco ocupada gatinha - disse sorrindo de forma nojenta - mas já cuido de você.

- Acho que você não entendeu, eu mandei largar a garota seu imbecil - coloquei uma das mãos na bainha da katana pronta para me defender.

Se tinha uma coisa que me deixava extremamente furiosa, era ver um cara grande e forte se aproveitando de mulheres vulneráveis. Mas para o azar dele, eu estava no lugar certo na hora certa.

- O que foi que disse sua vaga...

Não deixei que terminasse o atacando de forma rápida. Acertei sua perna com um chute bem na dobra de seu joelho o impossibilitando de ficar em pé e soltando a menina.

- Gosta de bater em mulheres que não pode se defender, não é? - pergunto com sarcasmo - Sabe o que gosto de fazer?

Não espero que ele me responda, o seguro pelo pouco cabelo que tem na cabeça o arremessando contra a parede de tijolos. Seu rosto agora com um corte na testa. Tirei a kunai do estojo em que levava preso por cima da coxa direita. Imitando o que ele tinha feito com a mulher instantes atrás falei com a arma em seu pescoço.

Revenge - Eu quero vingança (Itazumi)Onde histórias criam vida. Descubra agora