Capítulo Cinquenta.

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Não pensei que chegaria tão longe. Uma curiosidade: a história era pra terminar no capítulo em que ele vai embora da praia. Sim, o resto ia ficar pra imaginação de vocês. Hehehe

Boa leitura!

~•~

Hoje era sábado, meu dia de descanso e deveria ser o dele também, mas ele aceitou um extra. Desde que passou mal, Natsu diminuiu a rotina de trabalho, isso eu admito, mas ainda assim pegava um e outro serviço por fora.

Terminei de lavar a louça do almoço, peguei um potinho de mousse na geladeira e uma colher. Sentei confortavelmente no sofá e tirei o live-action do pause. "Otouto no Otto (O Marido do Meu Irmão)" é uma ótima adaptação. Amei os primeiros dois episódios e estou amando o terceiro. Isso que é folga: relaxando, comendo o que eu quero e gosto e assistindo a um bom filme. Seria melhor se estivesse agarradinha com meu amorzinho, mas ele não coopera.

Após terminar, desliguei a televisão e joguei o potinho no lixo.

"Acho que vou dormir."

Deitei na cama, mas meus pensamentos me levaram para o acontecimento de hoje de manhã.

***

Estava distraída, meu normal, quando senti uma leve batida na perna. Abaixei o olhar e notei que era uma criança, um menino.

— Desculpa. – disse tímido.

— Tudo bem, eu que 'tava distraída. – olhei em volta e não tinha nenhum adulto por perto. — Você 'tá perdido?

Negou e soltou uma risadinha. Ele me lembra alguém.

— Eu me escondi da minha mamãe. – pôs o indicador na frente dos lábios e fez shiiii.

— Ah. – ri. — Ela deve estar preocupada, não pode fazer isso.

Ele fez bico. Realmente, o menino me lembra alguém.

— Romeo, meu Deus. Eu 'tava te procurando. – a mulher ajoelhou na frente dele. — 'Tá tudo bem? – ele assentiu. — Já não falei 'pra você não fazer isso?!

— Desculpa. – olhou para o chão.

— Que isso não se repita!

Ele assentiu ainda olhando para baixo.

Ela levantou e me olhou, pude notar sua expressão surpresa. 

— Oi.

— Oi. – respondi.

Que clima estranho, mas era engraçado como eu não sentia mais aquela raiva ou mágoa. Não sentia nada, absolutamente nada, e isso era maravilhoso.

— Tudo bem? – ela perguntou.

— Ótima. Você?

— Aliviada. – sorriu e bagunçou o cabelo do garoto.

— Imagino. – sorri e de verdade. — Ele é muito educado.

Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! [Finalizada]Onde histórias criam vida. Descubra agora