Após a enfermeira Olga, uma mulher magra de cabelos cacheados, medir a pressão da paciente. A Liz a olhou e pediu:
— Olga, pode tirar o sangue dela, por favor?
— Desculpe, Dra. Liz Maggini. Mas terá que fazer isso sozinha. Nós estamos muito ocupados.
— Ok. Obrigado. — respondeu Liz, sem graça.
Liz, então, começou a tirar o sangue de Natalie. Priscilla olhou a médica e perguntou:
— Tudo bem?
— Desculpe. Um Flebotomista deveria estar aqui para ajudar.
— O quê?
— Uma pessoa que tira o sangue. — suspirou — Os médicos não deveriam fazer esse tipo de coisa.
Liz sentiu-se mais aliviada quando tirou o sangue dela, que ia ser analisado para saber o que Natalie Smith realmente tinha naquele momento. Horas mais tarde, Liz foi para o seu apartamento. Colocou a sua maleta de couro em cima do sofá e foi até a geladeira para comer alguma coisa.
Tinha alguns congelados, mas resolveu apenas colocar um macarrão instantâneo em uma panela no fogão. Não gostava de cozinhar e também não queria contratar ninguém para ficar arrumando a sua casa, pois não tinha confiança.
Enquanto o macarrão estava cozinhando na água, Liz ligou o aparelho de som, que estava em cima do armário da cozinha. Nele, estava tocando uma música internacional bastante triste. Nisso, Liz sentou em uma das cadeiras da mesa e ficou pensando nos últimos acontecimentos.
Às vezes, ela achava que a sua mãe tinha razão ao dizer que ela precisava de um relacionamento com alguma pessoa, pois aquele apartamento era realmente muito grande e vazio. Mas, outra vezes, ela não achava isso necessário. Não queria ficar dando satisfação da sua vida para ninguém. Ela queria se sentir livre e, ao mesmo tempo, queria alguém em sua vida. Era estranho ter essas ideias tão contraditórias, Liz pensou.
Depois, ela lembrou-se de Natalie Smith, olhando-a com os seus olhos azuis claros, a mulher que estava colocando roupas no varal na fazenda e a mesma que estava no hospital com sintomas de alguma doença.
De repente, Liz sentiu um forte cheiro de queimado. Era o macarrão instantâneo que havia secado toda a água, enquanto ela estava com os pensamentos longe. A médica levantou-se da cadeira, tirou a panela do fogão e a colocou na pia, jogando água em seguida. Ela acabou desistindo de comer naquela noite e foi tomar um banho, enquanto o aparelho de som continuava tocando na cozinha.
No outro dia de manhã, Liz chegou até o hospital e foi até o quarto de Natalie Smith, que já estava acordada.
— Olá, Natalie Smith. Como você está? — perguntou Liz.
— Nada bem. — respondeu ela, olhando a sua médica — O que há de errado comigo?
Liz já tinha visto o resultado do exame de Natalie Smith e respondeu:
— Pielonefrite.
— O que é isso?
— O seu rim está inflamado e isto está sendo causado por um tipo específico de infecção do trato urinário também chamado de ITU.
— Pielonefrite... — disse Natalie Smith, pensativa.
— Isso... — aproximou-se dela — Sente-se, por favor.
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Paixão Obsessiva (Versão Natiese)
FanfictionPLÁGIO É CRIME! É PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO OU CÓPIA DE QUALQUER PARTE DESSA OBRA SEM O CONSENTIMENTO DA AUTORA! © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. Sinopse: Dr. Liz Maggini, uma mulher solitária, recebe a paciente Natalie Smith que está com infecção rena...