Capítulo 6

367 37 12
                                    

            De manhã, Liz foi até o quarto ver a sua paciente Natalie, que estava um pouco fraca e triste.

— Bom dia. — disse ela.

— Bom dia... Como está? — perguntou Liz, folheando algumas folhas.

— Eu pensei que estava melhor, mas continuo na mesma...

Liz tocou na testa de Natalie e comentou:

— A sua temperatura está um pouco alta.

— Isso é ruim?

— Não. Não se preocupe com isso, mas talvez você precise ficar mais um dia ou dois. Tudo bem?

— Ok. Tudo bem.

Após essa conversa, Liz começou a examinar Natalie novamente, perguntando se ela ainda estava com dores. Assim, a mulher disse que continuava sentindo as mesmas dores em seu corpo.

Depois de ter a examinado, Liz saiu do quarto. Mas antes de entrar em um dos corredores, avistou a Priscilla trazendo um buquê de rosas vermelhas na mão. A médica ficou séria e aproximou-se da mulher.

— Posso ajudá-la?

— Sim, eu gostaria de ver a minha esposa.

— Desculpe, mas ela não pode estar recebendo visitas.

— Como assim? Eu falei com ela ontem pelo celular e me disse que estava se sentindo melhor.

— Infelizmente, o estado dela se agravou e, por isso, vai precisar ficar mais alguns dias e não poderá receber visitas.

— Não é possível... — disse Priscilla, sem entender.

— Eu sinto muito, mas ela precisa descansar.

— Ok... — disse Priscilla, estendendo o buquê de rosas a médica — Pode entregar para ela, por favor?

— Certo. Eu vou entregar. Não se preocupe.

Priscilla saiu do hospital bastante irritada e entrou no carro. No hospital, Liz jogou o buquê de rosas em uma das lixeiras e entrou no corredor. Horas mais tarde, a médica resolveu ir até o quarto de Natalie, que não estava dormindo.

— Você deveria estar dormindo.

— Eu não consigo...

— Por quê? — perguntou a médica, aproximando-se dela.

— Eu fiz uma coisa antes de voltar para o hospital e penso que seja isso que agravou mais a minha situação.

— O que você fez?

— Eu fiz sexo com a Priscilla antes de terminar a minha medicação. Isso pode afetar o meu trato urinário, né?

— Eu acho que isso não tem nada a ver, Natalie.

— Que bom... É muito complicado, porque as vezes a gente faz coisas que não deveria, mas que não pode evitar.

— Eu entendo.

— Eu vou morrer?

— Claro que não.

— Que bom ouvir isso, doutora. Eu não quero morrer.... Eu amo muito a Priscilla.

Paixão Obsessiva (Versão Natiese)Onde histórias criam vida. Descubra agora