Capítulo 8

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Ainda no quarto, Priscilla beijou mais uma vez a sua esposa, que questionou outra vez o motivo dela ter falado daquela maneira com a médica.

— Amor, por que falou com ela daquele jeito? Ela pode dizer aos responsáveis desse hospital que você a tratou mal.

— Eu não me importo, porque se ela me denunciar, eu a denuncio também.

— Por que você a denunciaria? Ela está cuidando de mim, amor.

— Não, amor. Ela não está cuidando de você. Ela está te deixando mal. Tenho certeza disso.

— Não entendo. Por que está dizendo isso?

— Eu encontrei isso na lixeira do nosso banheiro... — Priscilla mostrou o envelope vazio de adoçante em pó.

— Adoçante? Nós não usamos adoçante. — respondeu Natalie, estranhando aquilo.

— Sim. Nós não usamos adoçante. Então por que teria algo assim na nossa lixeira?

Natalie ficou mais confusa do que já estava.

— Eu não estou entendendo ainda... Por que a médica usaria adoçante em nosso banheiro?

— Amor... Ela colocou adoçante em suas pílulas.

— O quê?

— Sim. Eu procurei na internet e encontrei que o excesso de açúcar é um veneno para os rins.

— Nossa... Isso é inacreditável. Ela parece tanto ser uma boa pessoa.

— Pessoas assim são as piores, amor.

Natalie ficou pensando naquilo e respondeu:

— Nós temos que denunciá-la a coordenação do hospital.

— Não. — disse Priscilla — Não podemos, porque não temos como provar que ela está fazendo alguma coisa ruim para você.

— Mas então o que vamos fazer? Eu acho que ela deve estar me aplicando alguma coisa aqui também, porque eu estava muito mal ontem. Hoje é que acordei um pouco melhor...

— Eu também desconfio que sim. Mas não se preocupe. Ontem à noite, eu pedi uma pessoa que trabalha aqui para ficar de olho nessa médica.

— E você acha que vai dar certo?

— Sim, amor. Eu estou apostando muito nisso. — ela sorriu — E eu quero te pedir uma coisa...

— O quê?

— Você tem que continuar agindo como se não soubesse de nada.

— Mas como? A minha vontade agora é de levantar dessa cama e quebrar a cara daquela médica.

— Eu sei. Naquela hora mesmo, eu passei vontade de acabar com ela. Mas precisamos agir com cautela para que dê tudo certo.

Natalie balançou a cabeça em positivo e respondeu:

— Tudo bem. Eu concordo com você.

Isso, amor. Você vai ver... A pessoa vai conseguir o que queremos, e logo você vai voltar para a nossa casa.

— É o que eu mais quero agora... — respondeu Natalie, sorrindo e tocando de leve o rosto de sua amada — Eu sinto muito a sua falta. Tentei até te ligar para ouvir a sua voz, mas não achei o meu celular.

Paixão Obsessiva (Versão Natiese)Onde histórias criam vida. Descubra agora