11 - Nothing feels better like home.

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Previously on Don't Let me Fall...

-Josh, você sabe que a gente não iria dar certo... -lutei para manter a minha sanidade.

-Então vamos fazer um trato, tudo bem? -ele propôs. -Eu falo como funciona, e se você não gostar, muda.

-Como um contrato da amizade colorida? -perguntei, prendendo a risada.

-Boa garota, Any! -ele sorriu. -Vamos fazer o que amigos coloridos fazem, mas sem ficarmos com outras pessoas...

O pensamento de ter ele exclusivamente para mim me fez considerar a possibilidade.

-Só tem um adendo. -falei, depois de alguns segundos. Os olhos dele brilharam com esperança. -Ninguém pode saber.

-

-Onde você estava antes, Any? -Josh perguntou, respirando fundo.

-Bem aqui, debaixo do seu nariz. -ela sorriu com a língua entre os dentes.

-
Sina já tinha agendado a consulta com antecedência, então eu fiquei esperando na sala de espera enquanto ela fazia uma bateria de exames.

-Any, eu estou grávida! -ela soltou, junto com algumas lágrimas.

Atualmente...

Any Gabrielly Point of View

Sina e eu estávamos em seu carro. Permanecemos no estacionamento até ela se acalmar.

A garota havia acabado de completar dezessete anos e estava esperando um bebê, entendia o seu desespero.

-Você sabe que estou com você, não é? -encarei a garota, que estava encolhida no banco do motorista.

Uma lágrima solitária escorreu na bochecha de uma Sina assustada.

-Noah vai me deixar. -ela afirmou, seca.

-Eu conheço aquele garoto desde que me conheço por gente. -respirei fundo. -Ele vai chorar como uma criança quando descobrir.

-Eu não vou ter esse bebê, Any. -ela negou com a cabeça.

-O que? -franzi o cenho. -Você vai abortar, Sina?

-Tenho dezessete anos e um futuro inteiro pela frente. -ela limpou as lágrimas. -Só preciso fazer isso logo.

-Sina, acho melhor você contar para o Noah... -tentei.

-Essa é uma decisão minha, Any. -ela mordeu os lábios. -Vou fazer isso, e vou fazer hoje.

-

Sina fez algumas pesquisas na internet e encontrou uma clínica em Anaheim, então colocou o endereço no GPS e me encarou.

-Se você estiver comigo nessa, pode ir comigo até lá? -ela perguntou, respirando fundo.

Pensei por um instante. Sina estava nervosa demais para dirigir por quase duas horas até Anaheim e, como eu prezava pela saúde dela, decidi ajudar.

-Tem certeza que não vai contar para o Noah? -perguntei, girando a chave do carro.

-Depois que eu tiver o feito, ele pode saber. -ela abaixou a cabeça.

Comecei a seguir as direções do GPS, pensando em alguma forma de informar o Noah sobre essa decisão radical de Sina. Ele também estava envolvido nisso, então precisava participar dessa conversa.

Depois de uma hora dirigindo em silêncio, o medidor de gasolina apitou, então paramos num posto de gasolina e Sina entrou na loja de conveniência. Disquei o número do meu melhor amigo e ele atendeu com voz de sono depois de alguns toques.

Don't Let Me FallOnde histórias criam vida. Descubra agora