Não é assassinato, é o Karma sendo pago

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  Helena Pov.

Bom, depois do meu pedido de namoro inusitado e de uma noite de festas até as 4 da madrugada e algumas coisas que eu não gostaria de citar, acordei e fui arrumada como se nada tivesse acontecido para o hospital e fui trabalhar normalmente, até que alguém me puxou pelo braço enquanto eu estava indo organizar os relatórios dos pacientes e adivinha quem era? 

- O que você está fazendo mocinha? - Perguntou Márcio, segurando em meu braço.

- Estou trabalhando, você deveria fazer a mesma coisa.

- É verdade, mas eu queria te perguntar se você está disponível mais tarde.

Pensei seriamente em rejeitar porque não queria sair com um embuste como aquele, mas pensa comigo, ele não seria um ótimo candidato como ''Choice'' do Noir? Preciso aproveitar que esse embuste gosta de mim para dar um jeito nele logo.

- Tô sim, sabe eu tava pensando em te convidar para uma festa que vou ir à casa das minhas amigas, quer ir? 

- E você pensa que eu rejeitaria uma coisa dessas? Me manda as informações tá?

- Okay, espero te ver lá - Disse com a maior simpatia do mundo. 

Fiz questão de ligar no intervalo do almoço do meu trabalho, para todas do Noir em chamada de video no banheiro, escondida numa das baías. 

- Vocês vão fazer o mesmo esquema da morte de Carol? - Perguntei, com um brilho nos olhos.

- FALA BAIXO NO BANHEIRO FILHA DA PUTA - Disse Catarina levemente puta sentada em cima da >>>>minha<<<<<< cama, já que decidimos morar juntas depois do namoro oficial.

- Fica quieta Catarina, como vamos organizar essa festa em um dia de noite? - Perguntou Diana enquanto anotava sei la um mapa para assassinato não sei. 

- Eu já tenho a ideia perfeita e irei mandar para vocês todo o esquema, eu pedi para alguns amigos meus hackearem os eletrônicos do Marcos e bom, vocês não vão acreditar no que eu vi - Disse Kira, olhando sério pra gente -Sério, tem coisa muito pesada

- Tipo? - perguntei só de curiosidade
- Vocês vão saber tudo hoje a noite com provas e tudo, para poderem matá-lo com mais violência
- MINHA FILHA HOMEM NÓS MATAMOS SÓ POR SER HOMEM QUEM DIRÁS COM PROVA DE QUE É ESCROTO
- CATARINA FALA BAIXO OU FILHA DUMA ÉGUA
- XINGA MINHA MÃE NÃO OU PEDAÇO DE ABORTO
- EIEI 1° DIA DE NAMORO JÁ VÃO BRIGAR? - Disse Nise, com sua voz grossa que não sei da onde sai de uma loli com 1,40 de altura.
- Não é isso que casais fazem? - perguntei, incrédula.
- Tá! Eu não quero ficar de vela muito menos separar discussão de casal, você já sabe o que vai fazer, não é Helena? - perguntou Kira, séria.
- Sei sim, meu intervalo tá quase acabando e vejo vocês mais tarde na hora da festa, ok? Beijinhos pra todas - Falei desligando a chamada.

Sai do banheiro, dei uma arrumada em meus cabelos e fui conversar com Marcos em seu escritório particular:
- Já conseguiu as informações da sua festinha que iria me convidar?
- Já mandei o endereço para você via mensagem e tem mais uma coisa - disse me aproximando no ouvido dele - Fiz questão de reservar uma suíte só para nós dois.
- Sério querida? E sua namorada?
- Que namorada, bobinho? Os boatos são mentirosos, continuo solteira e livre.
- Queria estar assim também, meu casamento está uma droga.
- Logo não irá precisar se preocupar mais com ele, querido - Disse massageando seus ombros - Quem sabe com um pouco de privacidade, você pode relaxar?
- Como você diz relaxar?
- Oras, você sabe bem o relaxar que eu estou falando. - Disse pegando seu paletó e puxando-o - queres provar antes ou mais tarde?
- Você é uma mulher dominadora, gosto disso
- então irá adorar o que preparei para a noite de hoje, benzinho... - disse sussurrando em seus ouvidos e se aproximando da porta, saindo do escritório. Espero nunca mais ter que fazer esse papel ridículo só pra seduzir alguém nossa senhora
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Marcos foi para a mansão da família de Nise&Kira com um carro chique buscando-o em sua casa e conversando com Helena no caminho para apurar-lhe um pouco as ideias. Ele foi convidado pela tal família a festa e como ajudou a arrumar alguns detalhes que veria pronto, ficou um pouco nervoso. 

Assim como uma criança quando vê um novo doce para experimentar, o "jovem" médico viu seus olhos brilharem com a grandiosidade que via através do vidro do carro que estava com Helena e em seguido viu um senhor de 80 anos e como todo santo mordomo que se preze, ele se chamava Sebastian como Helena contara a ele e estava junto de seu filho Nathanael que era quase como uma cópia de Sebastian. Os mesmos olhos azul-escuro, a mesma risada polida e o sotaque extremamente refinado ao falar palavras simples, a única diferença é que o garoto não tinha os mesmos cabelos brancos de seu pai ou a coluna travada pelos anos de serviço e ao contrário, parecia um galã  de filme. Emi estava sentada na escada tomando um vinho branco, com um vestido preto e branco realçando suas curvas mesmo com seus recém 45 anos, unhas grandes e feitas pintadas com o mesmo preto e branco do vestido, além do anel de diamantes com o seu casamento ainda usava mais alguns anéis e um colar, todos de prata que combinava com os olhos de Emi que eram de uma cor mais acinzentada. Sua maquiagem era mais leve, porém realçava os detalhes de sua beleza e Helena chegou a perguntar que creme estava usando para se manter tão jovem e bonita.

Ele entrou na festa e encontrou tudo arrumado, um capricho de arrumação para os olhos de alguém organizado, decidiu de cara vir aproveitar a festa e viu uma garota parecida com a tal mulher ricona japonesa que havia visto que Helena elogiou, loira com traços asiáticos e os olhos diferenciados e profundos da mãe e os cabelos loiros pelo pai, que estava conversando discretamente com a esposa num fundo enquanto ambos tomavam um uísque de alguma fruta tropical, provavelmente morango. A garota ofereceu-lhe uma bebida, o qual depois de um tempo festejando começou a dar um pouco de dor de cabeça e assim acabou desmaiando no meio do pátio.

Paciente N°78880Onde histórias criam vida. Descubra agora