Capítulo 23: Por essa, eu não esperava.

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Heloise Off
Helena On

-- O QUE CARALHOS VOCÊ FAZ AQUI ELEANOR?

-- Papai? - Minha voz sai trêmula, e já começo a tremer na base.

-- ELEANOR! - Ele me puxa pelos cabelos e começa a gritar. - POR QUE VOCÊ ESTÁ NO MEU TRABALHO?

-- P-Papai, e-eu...

-- E POR QUE VOCÊ ESTAVA CONVERSANDO COM O PRESIDENTE? SABIA QUE ELE PODE ME DEMITIR POR ISSO, ELEANOR?

-- M-mas e-eu nã-não f-fiz n-nada. - Meus olhos começam a marejar e tudo começa a ficar embaçado.

Sinto meus cabelos serem finalmente soltos, e então, braços gentis me afastam pra trás, me tirando de perto do meu pai. Fui envolvida em um Abraço, onde pude me aconchegar e finalmente consegui me sentir verdadeiramente segura.

-- Eu quero você fora daqui, até o final do dia. Esse comportamento foi completamente inaceitável, e não vou tolerar isso na minha empresa. O seu porte perante uma pessoa próxima do presidente foi algo desprezível. Parabéns, você foi promovido a cliente, Seu Pau no cu.

Eu consigo ouvir a voz de Nathaniel. Eu estava envolvida em seus braços. Ele era quem estava me protegendo. Eu não estava mais sozinha.

Consigo finalmente parar de chorar e então olho em volta.

Meu pai estava chocado e incrivelmente bravo. Ele olhou pra mim e bufou.

-- Preciso que faça um favor pra mim, Eleanor.

-- É Helena. - Nathaniel diz, irritado.

-- Tanto faz. Preciso que faça um favor pra mim.

-- O quê? Precisa que eu doe parte do meu fígado pra você de novo? - Pergunto, um pouco medrosa e retulante, mas pergunto. - Ou será que dessa vez é um Rim?

-- Não é isso. - Ele bufa. Eu sabia que podia falar o que eu quiser agora. Ele não iria tentar fazer nada com Nathaniel ao meu lado.

-- Papai, eu te respeito muito, mas talvez seja hora de você parar de me pedir favores e devolver minhas economias pra faculdade. - Eu digo.

-- Eu vou devolver, paciência. Olha só, Você tem uma meia-irmã.

-- Grande coisa. - Digo revirando os olhos. - Deve ser fruto do seu relacionamento.

-- Ela tem a sua idade.

-- Você quer dizer que...

-- Sim, eu traí a puta da sua mãe quando estavamos juntos. - Ele deu um sorrisinho ridículo.

Eu não consegui me segurar e dei um tapa na cara dele.

-- VOCÊ PERDEU O JUÍZO?

-- Então você ainda tem a coragem de vir aqui falar isso pra mim?

-- Eu não falei isso só por falar. Nós iremos nos mudar e essa garota não vai mais morar com a gente, precisamos de espaço. Ela é propriedade sua, agora.

-- O quê? Deixa eu ver se eu entendi, papai. O senhor não quer mais a sua outra filha, então eu vou ter que cuidar dela?

-- É. A sua mãe vai ter que pegar a guarda dela, ainda hoje.

-- E por que minha mãe iria cuidar de uma filha que não é dela?

-- Porque ela é a irmã dos filhos dela. E você sabe que Maves é coração mole, ela vai abrigar uma pobre garota que foi abandonada.

-- Ah, que legal, papai. Abandone outra filha e peça parte do fígado dela depois também. - Digo, sorrindo.

-- Quando foi que você se tornou tão mal educada com os mais velhos, sua vagabunda de merda?

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