Capítulo 5 ◇

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Nossas escolhas não definem quem somos, mas nos ensinam a viver

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Nossas escolhas não definem quem somos, mas nos ensinam a viver.

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Observo o ambiente e percebo em cada espaço preenchido pelas pessoas o que a Rebeka acabou de falar. Em muitos desses grupos que estão conversando uns usam máscaras ou estão completamente fantasiados. Num outro espaço onde tem um sofá há dois homens se acariciando ao mesmo tempo em que beijam uma mulher. Reparo que próximo ao bar tem um pole dance e uma dançarina mostrando todas as suas habilidades no objeto, vestida com uma calcinha fio dental de couro e um top que cobre apenas os mamilos, enquanto outros assistem repetindo alguns de seus movimentos se envolvendo numa dança sensual, dentro de uma sensação de prazer pessoal.

Agora já consegui identificar a música que está estourando nas caixas de som, é Work de Rihanna que é um símbolo sexy mundial e ícone da música. Essa canção tem tudo à ver com a coreografia sensual da dançarina, penso.

Não deixo de notar o quão isso tudo é envolvente. A luxúria e o prazer estampados no rosto de cada pessoa, nos gestos, nos diálogos é indiscutível. A sensação que esse clima provoca é de poder, ostentação, controle e, acima de tudo, prazer absoluto. Sabe aqueles tabus que a gente cresce ouvindo de nossos pais sobre sexo ou sexualidade e com pais religiosos são ainda mais reforçados? Pois bem, aqui não tem. Todos refletem um espírito libertino, sem pudor, sem restrições, e revelam o quão é importante ser bem resolvido com sua sexualidade.

Posso não estar sendo uma boa filha, mas juro que pela primeira vez na vida sinto que fiz a escolha certa. Que estou num lugar ao qual sempre pertenci, por direito e pelo sangue que corre em minhas veias, o sangue da liberdade. A minha vida toda, eu sentia que faltava algo, havia um espaço que nunca era preenchido, e eu nunca soube o que era, talvez agora fosse o momento perfeito para descobrir.

Santa ou Pecadora? (Em Andamento)Onde histórias criam vida. Descubra agora