HARMONIA WOLF
Aquele corpo enorme, aqueles músculos se contraindo a cada exercício, o rabo de cavalo frouxo e eu acho que estou babando, literalmente babando. Acordo com um latido do meu bebê, meu filho Lee.
- Oi amor! Calma papai vai te dar água! – saio daqui em direção a um carrinho para comprar água pro meu filhinho que já brincou tanto que nem se aguenta mais mas ele esquece que só tem 30 cm e se acha um São Bernardo. Pago a água e me abaixo para dar ao Lee, sorrindo para o garotinho bonzinho que ele é enquanto faço um carinho em seu corpinho pequenino.
Eu sou Harmonia Wolf, tenho 24 anos, moro com meus pais e sou empresário, na verdade uma girl boss maravilhosérrima e muito bem sucedida! Quem fala isso é minha pedrinha preciosa, minha amiga Kim Possible.
Sou louco por tudo que é rosa, senhor Jesus! Sou a própria reencarnação da Barbie girl. Mas meu Ken não olha pra mim... Há uma semana conheci esse deus grego rústico, mas não tenho coragem de falar com ele, eu só fico olhando ele de longe e admirando aquele corpo maravilhoso se exercitando, se ele for o amor da minha vida eu vou morrer solteiro se depender do meu espírito destemido.
- Vamos Lee! Você está exausto e nem disfarça mocinho. – coloco a guia no meu amorzinho e saímos dali em direção a nossa casa, suspiro com a frustração de nem saber o nome do meu futuro marido e pai dos meus filhos.
Vou caminhando em direção a minha casa, passando pelas lojas acenando pras pessoas que conhecia desde pequeno e admirando a diversidade de São Francisco. Meus pais eram ricos, mas tinham um estilo muito simples de levar a vida e morávamos em um bairro de classe media com muitos comércios e vizinhos conhecidos e amigos. Meus pais se conheceram em um protesto a favor do casamento homoafetivo, se olharam e nunca mais se largaram, paizinho diz que em 2 semanas já tinha levado todas suas roupas para o apartamento do meu paizão e desde então não passam nem 2 dias sem dormirem juntos. Eu sou fruto de um conto de fadas comunista como diz meu paizão, ele é muito bobo, mas é o melhor pai do mundo, ele desmaiou quando descobriu que eu estava a caminho mas ele diz que é mentira do tio Therry. Meu paizinho é perdidamente apaixonado por ele mesmo com um casamento de 24 anos e eu me inspiro nesse amor sabe, eu mereço um conto de fadas e eu acho que encontrei meu cavaleiro de armadura prateada.
Saio dos meus pensamentos quando chego em frente a minha casa abrindo a porta e soltando a guia de Lee.
- Chegamos paizinho! – suspiro e falo baixo - Mais um dia sem saber o nome daquele deus...
JOSH VEDDER
Estava rindo de mais uma gracinha que meu irmão falava do meu lado, ele é insuportável e ficou pior depois que descobriu que estou encarando um diamantizinho no parque que vou toda manhã fazer alguns exercícios e levar o Chucky pra cansar. DEUS! De onde saiu esse garoto, ele acabou de levantar e eu quase cai da barra quando vi seu sorriso, que sorriso! Mas não é pra mim e sim pro cachorrinho dele. Eu sou um azarado ou um belo de um covarde.
- Acorda estúpido! – falou meu irmão em espanhol – Vai logo lá falar com ele ou ele vai achar que você é um maníaco secando ele assim – o idiota me olhava com um sorriso perverso ameaçando soltar o Chucky pra correr pra cima do cachorrinho do carinha.
- PARA! Você tá maluco Ramirez, vai machucar o cachorrinho! O Chucky é muito atrapalhado e grande. – passando a mão no rosto solto uma bufada frustrada quando vejo ele indo embora com o seu mascote.
- Você vai morrer solteiro Josh Vedder! Nosso pai quer netos. – ele diz rindo e apontando pra mim começando a andar na minha frente carregando Chucky e a Yellow sua labrador preta. Eu sigo meu irmão e melhor amigo com o maior sentimento de derrota e a sensação que to deixando algo importante passando diante dos meus olhos.
- Espera cacete! – começo a correr quando vejo os três muito a minha frente.
Eu sou o Josh, tenho 28 anos quase 29 e sou filho do grande Eddie Vedder, o coroa é grande mesmo, o cara é um monstro da musica e iniciou um movimento que revolucionou o rock alternativo. Tenho orgulho de ser parte de uma pessoa tão grandiosa.
Meu pai me criou sozinho, minha mãe foi embora quando eu tinha 7 anos e nunca mais voltou, cresci sendo criado pelo meu pai e pela minha avó, depois de sua morte as esposas e os maridos dos companheiros de banda do meu pai foram essenciais e cuidaram bem de mim. Quando tinha 13 anos e meu até então melhor amigo perdeu seu único parente, seu tio/pai e meu pai não pensou duas vezes em adotar o Ramirez. Nós crescemos juntos e já éramos irmãos, depois só virou irmão no papel. Eu e ele fomos criados para seguir o legado da musica, porém não rolou a gente não era do holofote e então optamos por ter uma profissão um tanto quanto normal.
Formei em medicina e me especializei em Cirurgia Cardiológica, como diz meu irmão sou a Cristina Yang da vida real. Sou mecânico de coração como digo aos meus pacientes e eu amo concertar corações quebrados ouvindo muito rock, minha equipe se acostumou e diz que não viveriam sem minhas musicas no centro cirúrgico.
Estava saindo de um café com o meu irmão no caminho de casa, estávamos num papo de que já era hora do nosso pai diminuir os shows.
- Difícil vai ser convencer o coroa de parar, o cara acha que é aquele garotão que saiu de Nova Jersey pra tocar no mundo todo. – ele diz rindo com o seu típico sotaque latino.
- Irmão acho que se falar isso perto dele, ele morre! Então fica quieto, quero nosso pai ensinando nossos filhos a tocar Better Man na guitarra.
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*Saiu o prólogo! Se tiver ruim me sinalizem! Menina dá trabalho viu, admiro quem ta nessa a mais tempo. Deixo aqui minha salva de palmas.
*COMENTA E VOTA PRA TIA QUE TA ESCREVENDO COM MAIOR CARINHO DO MUNDO
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O ÚLTIMO ROMANCE (ROMANCE GAY)
RomanceSim, meu nome é Harmonia! Como fui zoado na escola por esse nome, mas ninguém escolhe ser filho de um casal que contém um hippie e um roqueiro. Meu paizão se apaixonou pelo meu paizinho em um protesto no centro de São Francisco e seis meses depois e...