No caminho para o salão principal, dei de cara com a irmã Lucia que estava indo me procurar no quarto da Madre a comprimentei com a cabeça e ela correspondeu e fomos juntas para o salão em silêncio quando cheguei todas ficaram me olhando de cima a baixo e cochichavam entre si algumas com medo e outras com inveja como se perguntassem o que eu estava fazendo ali.
Fomos enfileiradas em ordem alfabética pela irmã Lucia eu era a nona na fila, mesmo não ligando para essa visita fiquei estarrecida com alguns sentimentos estranhos pressindo que alguma coisa ia acontecer mais ainda não tinha ideia do que poderia ser tentei evitar de pensar mais estava tão sensível que a onda de sentimentos das meninas me deixa encomendada estava sendo insuportável ficar ali mais de longe escuto o barulho de um carro aparentemente grande estacionando em frente ao portão do Orfanato após isso ouço portas sendo batidas e o ranger do portão da frente indica que eles chegaram logo ouço também passos nas pedras próximas ao hall de entrada.
Senti uma forte presença passos são ouvidos vindos do corredor e a voz da Madre era inconfundível.
- Sejam bem vindos ao Orfanato Saint Patrick - Disse a Madre empolgada.
- Obrigada Irmã - Responderam todos juntos.Já dentro da sala um casal muito bem vestido nos olhavam aparentavam ser os pais seguidos de uma jovem realmente muito bela acho que deveria ter uns 18 anos ela estava acompanhada por um rapaz alto com cara de esnobe uns 23 anos calculo que deveria ser o mais velho já em seu lado direito havia outro menino um bem novinho uns 15 anos eu acho era bem bonitinho apesar da idade quando eles entraram eu achei que seria apenas eles mais outro rapaz muito bem vestido entrou com um olhar sério estampado no rosto ele nos encarava sem ao menos disfarçar era um jovem muito bonito aparentava ter uns 19 ou 20 anos não mais que isso notei que ele estava inquieto sem qualquer vontade de estar ali como eu.
- Meninas essa é a Família Grosvesmor - Disse a Madre.Fizemos uma reverência em sinal de respeito, senti seus olhares sobre nós.
- Olá meninas é um prazer conhecer vocês - Nos comprimentou a mulher.
- Vamos até minha sala - Falou a Madre apontando para a porta de seu escritório.Todos a acompanharam entrando na sala aquele jovem estranho entrou por último mais não antes de encarar todas as meninas parecia estar nos analisando a Madre fechou a porta eles conversaram por algumas horas as meninas se juntaram para comentar da beleza dos rapazes a ansiedade delas me irritava conversaram sobre a possibilidade de ser adotada por aquela família eu já estava a ponto de sair dali quando a porta da sala é aberta e a Madre começa chamando Aria que entra na sala toda nervosa a porta se fecha mais ela não fica muito tempo lá dentro e logo ela sai e outra entra na qual também sai rapidamente não demora e logo Jacklyn que estava a minha frente é chamada ela entra e fica menos tempo que qualquer outra infelizmente acaba chegando minha vez quando sou chamada pela Madre êxito por um momento mais sou obrigada a entrar.
Ao entrar na sala sinto um leve desconforto tomar conta de mim a sala era bem ampla contendo um sofá de dois lugares onde o casal estava sentado e uma poltrona onde a garota estava sentada seu irmão mais novo e o rapaz com cara feia estavam em pé cada um de um lado da poltrona noto a presença do outro rapaz em frente à janela bem no canto da sala caminho até uma cadeira colocada no meio da sala me sento de cabeça baixa e cruzo as pernas ajeitando o vestido todos me olham a mulher logo se pronúncia.
- Olá querida! - Disse ela.
- Olá - Respondo desconfortávelmente.
- Eu me chamo Angela, este é meu esposo Christopher - Disse ela os apresentando - e esses são nossos filhos Armand, Louis essa é Ravena e aquele é Dylan.Fiquei me perguntando porque uma mulher com quatro filhos já crescidos teria interesse em adotar mais uma sua família já era grande o suficiente?
- Muito prazer me chamo Katherine - Respondi os comprimentando.
- Vamos fazer algumas perguntas - Falou Christopher - tudo bem pra você?
- Claro - Respondi.
- Quantos anos a senhorita tens? - Perguntou Armand.
- Tenho 18 anos mais logo completarei 19 anos - Respondi.
- O que sabe sobre sua origem? - Perguntou Angela.
- Eu não sei nada senhorita - Respondi
- Como não sabe? - Perguntou Louis.
- Bom, eu não sei de onde vim porque fui deixa aqui ainda muito nova segundo a Madre Susana eu devia ter uns dois a três dias de vida - Contei.
- O que sabe sobre sua família? - Perguntou Christopher curioso.
- Nada sei sobre eles a única coisa que eu tenho que está ligada a essas pessoas é um bracelete que a Madre encontrou no cesto onde eu estava que levava meu nome - Respondi.Eles se entre olharam com certa curiosidade e percebi que até mesmo Dylan parecia surpreso tantas perguntas estavam me deixando nervosa percebi a movimentação dele caminhando até mim.
- Is tu am fear taghte? - Disse ele em uma língua estranha.
- Que negócio é esse de escolhida do que está falando? - Respondi confusa.Aquela conversa já estava ficando estranha de mais para o meu gosto percebi os olhares de todos e me levantei me pondo atrás da cadeira todos ficaram surpresos até mesmo a Madre.
- Você entendeu o que ele disse? - Perguntou Ravena ansiosa.
- Claro vocês não ele falou alto - Respondi sentindo o nervosismo e desconforto tomar conta.
- É ela! - Falou Armand olhando para os pais.Minhas mãos começaram a tremer eu não conseguia me controlar a maneira com que eles estavam me olhando o jeito com que eles falavam mexia com algo dentro de mim a Madre parecia compreender muito bem o que estava acontecendo percebi que Angela se levantou mantive minha cabeça baixa e fechei meus olhos senti uma pressão em minha cabeça.
- Acalme-se querida! - Disse ela se aproximando.Angela tinha uma voz doce que parecia inebriar os sentidos, pude sentir uma leveza que durou poucos minutos segurei firme no encosto da cadeira quando abri meus olhos e notei que Angela estava em minha frente quase me encostando.
- Fique longe de mim! - Gritei me afastandoCom medo do que poderia acontecer andei até a porta percebi que todos deram um passo a frente como se quisessem me impedir quando segurei a maçaneta da porta percebi que alguém puxou meu braço senti a mão de Susana que estava ao meu lado seu ato desesperado de tentar me impedir de sair da sala algo que ela nunca deveria ter feito eu não tive nem mesmo tempo de me virar só senti quando um poder saiu de mim como se fosse um pulso eletromagnético meu corpo ferveu aquele poder lançou a Madre com força no ar todos se jogaram no chão antes que Susana batesse contra a parede Louis a segurou a deitando no chão e protegendo-a com seu próprio corpo os móveis foram lançados contra as janelas da sala estilhaçando os vidros o chão tremeu num abalo nunca visto as paredes racharam e as luzes se apagaram as meninas no salão principal começaram a gritar e se esconderam em baixo de duas mesas que havia no salão as freiras estavam em desepero enquanto outras duas tentavam proteger as meninas.
A cidade toda tremeu, muitos prédios e casas tiveram rachaduras enormes e diversos pedaços de concreto começaram a cair pessoas que estavam nas ruas tentavam se manter em pé eu me senti fraca e tudo a minha volta estava girando o tremor passou me sentia quente a sensação era que meu corpo estava em chamas levei uma das mãos até o rosto e quando a olhei eu vi minha mão ensanguentada um gosto metálico veio em minha boca tudo a minha volta estava desfocado eles levantaram me olharam assustados e outros surpresos Dylan me olhou como se não acreditasse em tudo que havia acabado de acontecer. Ouvia choros de desespero e medo vindos do corredor o ar pesava na cidade pessoas eram socorridas havia muitos feridos tentei andar até a Madre que estava desacordada no chão ao lado de Louis quando me aproximei todos se afastaram me ajoelhei ao lado de Susana seu coração não batia.
- Madre - Disse em desepero - Madre por favor acorda.Todos estavam em silêncio minha voz resoava pela sala lágrimas escorriam sem parar a pessoa que eu mais queria proteger eu acabará de matar? sem pensar muito coloquei minhas mãos em seu rosto coisa que sempre fui proibida de fazer senti minha vitalidade se esvair Susana respirou fundo e abriu os olhos me levantei já sem equilíbrio caminhei até o meio da sala me virei para eles que me olharam com pena senti meu corpo pesar e minha visão escurecer antes que meu corpo batesse contra o chão alguém me segurou com força mais não sei quem seria senti como se meu corpo todo se desligasse e apaguei.
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Fênix- A Libertação dos Condenados(EM REVISÃO)
Ficção CientíficaUma criança é abandonada na porta de um Orfanato com poucos dias de vida ela é então criada pelas freiras, desde muito pequena ela chamava atenção por fazer coisas que nenhuma das outras crianças faziam a Madre Superiora sabia que ela teria papel mu...