Nada faz sentido!

279 31 19
                                    

Pov's Dulce Maria:

Sai com Chris e os garotos para procurar Christopher e não o achamos, faz uma hora que ele sumiu e o telefone esta desligado e Chris esta ficando louco talvez. Peguei meu celular e liguei para ele e como o costume das outras mil e uma ligações coloquei ao viva voz e todos me olhavam com preocupação e esperança.

- Alô? - no penúltimo bip ele atendeu e Chris parou de chorar.

- Aonde você está? está sumido a mais de uma hora? - eu perguntei e pude escutar uma aeromoça falar - você está em um avião?

- Estou - ele disse e bufou - vim resolver um assunto sobre a gangue, saí sem avisar pois queria fazer uma surpresa e meu telefone estava desligado por que faz minutos que decolei e você sabe como são aviões.

- Ah tá - andei até Chris - alguém aqui estava te xingando muito - Chris pegou o celular da minha mão.

- Você quer matar seu irmão? - Chris disse e Christopher riu - não é pra rir seu pau no cu, você é muito filho da puta.

- Eu volto amanhã, irei dormir por aqui mesmo conheço um parceiro - Christopher disse e Chris entrou para dentro do escritório dele e trancou fui até a porta e pude ouvir um pouco.

- O que tá acontecendo mano? nunca saíra sem avisar - Chris disse, eu estava com meu ouvido colado a porta e o burro deixou no viva voz.

- Nova York me espera - disse Christopher e eu lembrei de meu tio que morava no Brooklyn - achei uma coisa no caderno e vim correndo pra cá, amanhã retorno tenho que desligar.

- OK mano, quando sair do avião me liga - ele disse e a ligação foi encerrada corri para o sofá e Chris abriu a porta me vendo deitada no sofá - ele foi resolver uma coisa da gangue, nada demais.

- Ah tá - eu disse e peguei minha bolsa - espero que ele volte logo pra gente ir buscar May.

- Também. - ele disse e eu fechei a porta.

Andei pelos quarteirões até a igreja, avistei uma garotinha dos cabelos loiros com a pele igual a algodão com um pirulito sentada no gramado da casa ao lado, ela parecia triste então fui até ela e a mesma me olhou assustada.

- Olá - sentei ao seu lado - por que está triste?

- Meus papais.. - ela disse em um tom muito desanimado.

- O que tem eles? 

- Eles acabaram de morrer - ela disse e eu arregalei meu olhos.

- De que?

- Acidente de carro, minha vovó e meu vovô estão lá dentro de casa - ela apontou para a casa atrás de nós - e gritaram comigo então resolvi fugir.

- Fugir? - ri fraco - você está na porta de casa.

- Isso é a única maneira de eu me sentir bem, saindo de dentro do caos que  é aquela casa. - ela disse e me olhou - você é bonita, qual seu nome?

- Dulce Maria e o seu? 

- Sophia - ela disse dando um sorriso largo - foi bom te conhecer, agora irei morrer.

- Como? - perguntei não acreditando na sua pergunta e ela abriu os braços e depois riu de minha reação - besta!

- Desculpe Dulce! - ela riu com sua risada gostosa - você e eu podíamos ser amigas, eu não tenho amigas.

A Filha do Pastor. - ADAPTADA -Onde histórias criam vida. Descubra agora