Quem ama quem?

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Andy Herrera

O desespero havia tomado conta do meu ser. Por mais confusa e perdida que estivesse, queria estar com Sullivan. Eu poderia pensar em mil razões para ter ido embora junto com Ryan, entretanto, havia um único impasse. Eu me importava mais do que gostaria com Sullivan. Desse modo, precisava vê-lo, precisava saber que iria ficar bem, só então, poderia ficar tranquila.

– Herrera? – perguntou Ripley ao me ver chegando. – O que está fazendo aqui? Devia ter saído da galeria como pedi.

– Chefe, com todo o respeito. O senhor sabe que eu não costumo seguir regras, no que tange a abandonar minha equipe. – expliquei. – Por favor, eu sei que você vai fazer de tudo pra mandar ele o mais rápido possível para o hospital, mas eu só queria vê-lo, só quero que ele veja que eu tô bem também, Chefe. Por favor? – supliquei, na esperança de poder ao menos dizer que o perdoara.

– Ele está com dor e pediu para não deixar você passar. – segurou no meu ombro para me conter, quando quis passar. – Herrera, ele vai para o Grey-Sloan Memorial Hospital. Pode vê-lo, lá. – eu o olhei preocupada, me negando a aceitar sua proposta. – Ele está bem Andy. Vai.

Contudo, tive que aceitar a palavra de Ripley e saindo do local, pedi para Warren me levar até o hospital, por um suposto mal estar, provocado pelo estresse. Chegando lá, fui atendida pelo Dr. Deluca que, muito engenhoso, percebeu que não estava mal fisicamente.

– Acontece que já me sinto bem melhor, Dr. Deluca. – tratei de explicar-lhe.

– O que acha que pode ter feito você passar mal?

– Eu estava num caso e meu parceiro ficou pra trás... teve uma explosão.

– Então seu parceiro tá ferido? Ele está aqui? Quer que eu o encontre e veja se está bem? – me encheu de perguntas.

– Não! Não precisa, não. – hesitei em responder-lhe e naquele momento, pensei por um segundo que conversar com um desconhecido sobre meus sentimentos era muito melhor, do que conversar com um conhecido que provavelmente, me reprimiria – Você já sentiu medo de algo que não conhece?

– O tempo todo. – respondeu. – Mas o medo é algo bom, sabia?

– Como assim?

– Ter medo, significa que você tem algo a perder. – disse, enquanto eu balançava a cabeça em entendimento. – A pergunta é: você vai querer perder isso, só pra não ter medo? Ou vai aceitar o medo em troca de algo que poderia mudar sua vida?

Aquele jovem médico tinha razão, e suas palavras me ajudaram mais do que pensaria que pudessem ajudar. Estava morrendo de medo do que sentia, uma vez que, se eu fosse até Robert e lhe confessasse meus sentimentos, ele poderia dizer que sente o mesmo por mim, o que me assustava demais, como também poderia me dizer não, o que eu também temia ouvir. Por outro lado, se não dissesse nada, talvez pudesse esquecer aquela história, afinal, quem se apaixona em duas semanas? Provavelmente, existira apenas uma tensão entre nós dois, fora o assunto mal resolvido da noite passada, "Mas, e se não? Vou ficar o resto da minha vida pensando nessa possibilidade?"

– Dr. Deluca? – o chamei, quando estava prestes a sair da sala. – Se eu lhe disser um nome, você conseguiria descobrir o quarto onde essa pessoa está? – Ele confirmou com um sorriso.

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Robert Sullivan

Todo o meu corpo doía, enquanto escutava Ripley mandando a ambulância ir o mais rápido que pudesse em direção ao hospital. Estava meio grogue, mas conseguia identificar Luke, dizendo coisas como "Você vai ficar bem!" e "Estamos indo para o hospital.". Eu não consegui me lembrar ao certo, o que havia acontecido. Apenas que falara com Andy e depois, estava caído no chão. Imaginei que ela pudesse estar machucada também, afinal, estava vindo ao meu encontro, quando houve a explosão.

A FORÇA DO DESTINOOnde histórias criam vida. Descubra agora