07:00 AM no horário de Seuol.
Segunda-feira, dia 15/11/2020. Outono. Quase inverno.
Mais uma vez, eu acordei com aquele barulho alto ecoando pelo quarto e pela minha cabeça, me deixou perplexo e talvez paranóico.
Nem me dei conta de que chorava, só percebi quando senti as lágrimas quentes fazerem cócegas na minha bochecha e eu ri, ri alto. E chorei, chorei alto.
Fui descalço ao banheiro já vendo aquela cena pela quarta vez, e era tão esmagador e doloroso te ver morrer, você não tem noção de como é verdade a pessoa que você mais ama nesse mundo ir, na sua frente e não poder fazer nada.
Isso doi mais do que se alguém enviasse uma faca no meu peito, mais do que uma bala atravessando minha cabeça ou uma surra de lutadores de MMA.
Lavei o rosto e voltei a olhar a minha imagem reparando em como meu rosto estava cansado e vermelho por conta do choro. Mesmo que eu limpasse as lágrimas, mais delas nascima nos meus olhos e escorriam sem autorização ou comando.
Eu gunguei o nariz e sai de casa, sem tomar café ou trocar de roupa.
Jimin, eu não posso te perder mais. Isso doi como o inferno! É impossível de suportar.
Tranquei a casa, e diferente da outra vez, eu não corri, porque sabia que você ainda estava em casa.
Desci pelo elevador sem dar bom dia ou sorri pra ninguém, surrei as mãos no bolso do moletom velho que eu usava como pijama e sai pela rua, indo até o metrô e por alguns poucos minutos eu não perdi o meu.
Eu entrei, e fiquei em pé mesmo segurando na barra, vendo as pessoas ali.. Uma senhora ao meu lado sentada conversava com sua netinha dizendo que os doces eram ora depois do almoço; ao outro lado tinha um casal de namorados de mãos dadas vendo um vídeo no celular com o fone no ouvido; a minha frente eu via um homem de uns quarenta anos vestido de terno e com uma maleta em mãos, barba feita e cabelo preto, a expressão do rosto robótica e neutra.
O metrô parou e eu saí, desviando das pessoas que entravam apressadas, e subi as escadas, contando cada uma delas até chegar a rua. Ao todo, eram quinze degraus.
Antes de tudo, passei na padaria e comprei pão doce, aquele que tinha muito açúcar e que os dentistas odiavam mas você amava.
Disse meu nome ao porteiro e subi as escadas me dando de cara com uma garota de uns quinze anos com mechas roxas e bonitas que me desejou bom dia e eu acenei pra ela.
Bati na porta da sua casa e você atendeu, vestido já mas sem o boné. Me olhou com a testa franzida, provavelmente se perguntando o porque de eu estar ali tão cedo.
Eu estava ali pra impedir sua morte Jimin. Porque, em hipótese alguma eu aceutaria te deixar ir. Porque eu te amo, amor.
_bom dia amor._deixei um selinho em seus lábios vermelhos e você ficou mais confuso ainda com aquela carinha bonita de "oi?".
_Jeon, o que faz aqui e de pijama?_você me olha de cima abaixo e acaba rindo deixando seus olhinhos como duas linhas.
Eles não podem se fechar Jimin, nunca, por favor. Não os feche. Não deixe de respirar.
/não está feliz em me ver?_encostei na porta e você vendo minha indisposição abriu mais a porta me dando passagem.
_estou, mas não entendo._você sorri minimamente no canto dos lábios._veio me levar pro trabalho?
_na verdare, vim te prender em casa._disse sério, porque era verdade.
Mas você riu, achando que fosse brincadeira, e simplismente ignorou, pagando as chaves de casa.
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Stay
Fanfiction"_stay with me, cause you all i need." [shortfic.] [jikook.] [plágio é crime.]