Capítulo 2: Promessa partida

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Olá, olá, olá! Vocês estão bem??

Passado feriados, férias de meio de ano e início do semestre, cá estou eu pra atualizar O Padre, que já possui 11 capítulos escritos, apenas aguardando o dia que serão postados <3 Fiquei extremamente feliz por ter tido algumas boas visualizações, votos e comentários no capítulo anterior, é extremamente motivador para mim.

Ainda essa semana tem novidade por aqui, estou com alguns plots caminhando sob a ponta da caneta. Aguardem ansiosamente!

Sem mais delongas, lá vamos nós!

Sem mais delongas, lá vamos nós!

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Ela chegou em casa mais uma vez depois de uma confissão

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Ela chegou em casa mais uma vez depois de uma confissão. A mãe estava na cozinha e a garota, sabendo que a mesma ainda estava brava, resolveu não a incomodar. As mutilações que havia recebido antes de ir à igreja lhe doíam por sob a roupa, cujo tecido estava grudado com o sangue, e ela sentiu antes mesmo de tirar as roupas o quão dolorosa seria a costumeira ação.

Foi até seu quarto e ajoelhou-se na beira da cama, onde pegou sua Bíblia e leu mais uma vez João 3:16. Deus amava seu filho, o deu por amor aos seres humanos, para remir seus pecados, então por que a mãe lhe batia tanto? Jesus já não havia apanhado por ela? Não era para ela ser livre de dor, morte e pecado? Cristo, me perdoe, essas dúvidas ainda me matarão.

Levantou-se e fez o curto caminho até o banheiro do corredor que dividia com o irmão mais novo. Entrou no mesmo e fechou a porta, se encostando contra a superfície de madeira, rapidamente se desencostando ao sentir a fisgada ardida em suas costas.

Logo abriu os botões do vestido, que escorregou pelo seu torso até o piso, revelando o corpo pálido e ossudo, frutos de uma vida inteira comendo menos do que deveria e trabalhando mais do que podia. Cicatrizes de surras passadas se espalhavam pela pele da menina, fazendo-a se lembrar das terríveis noites em que as recebeu. Motivos banais que deixaram marcas profundas e que nunca deixariam de existir. As coisas eram tão difíceis...

Ligou o chuveiro, mas temeu entrar sob a água. Era terrível a ardência que sentia quando haviam cortes recentes em suas costas e coxas, era terrível o sabão em contato com os machucados que geralmente lhe faziam chorar.

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