Um jantar quase apocalíptico.

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Peeta praticamente montou uma barraca em frente a porta do quarto de sua mãe, para pega-la antes que saísse para a cafeteria. Mas para o seu quase completo infortúnio acabou pegando no sono, ali mesmo. Seu corpo deslizou pela parede até de encontrar o chão frio, como se esse o puxasse com a ajuda da preguiça matinal.

O Mellark mais novo acordou com leves cutucadas em sua coxa, chutes para ser mais sincero.

— Meu Deus, Peeta. — Effie o cutucou mais algumas vezes, até que o filho abriu os olhos. — o que faz aí?

Peeta piscou algumas vezes, sentou-se no assoalho e deslizou a mão discretamente sobre a boca. Recolhendo a baba.

— eu estava esperando a senhora... Eu acho. — talvez ele estivesse só um pouquinho confuso naquele momento. — é...

— certo... são os seus irmãos que irão comigo hoje, querido. Não precisava acordar tão cedo. — a mulher sorriu, agachando-se e afagou os cabelos alourados do mais novo.

— não eu queria lhe contar uma coisa. — Peeta quase ronronou e dormiu com a massagem em seus cabelos, era um golpe baixo de sua mãe.

— que seria? — Effie ergueu uma das sobrancelhas, encarando o mais novo com indagação. — Peeta? — ela cutucou o mais novo que aparentemente havia adormecido.

— hã... O que? — Peeta soltou um bocejo e a mulher sorriu.

— você tinha mais coisas para me contar. — Effie o lembrou. — você está bem? — franziu o cenho.

— a certo, isso. Sim! Claro, estou! — o mais novo piscou algumas vezes. Falando rápido, como se tivesse levado um soco lembrou-se do motivo de ter montado guarda na porta do quarto da mulher. Mal dormira. Seus pensamentos vagavam apenas na loucura que seria aquele jantar.. — meu amigo vêm para o jantar.

— amigo? — a mulher franziu o cenho novamente. — Jantar?

— é. Aquele amigo. — o baixinho deu ênfase. Mas sua mãe continuou a fazer a cara de quem não estava entendendo nada. — aquele amigo que veio me deixar aqui em casa, e os Pat... Jason e Liam pegaram no meu pé.

A mulher exclamou um “Ahhh” mudo. Sussurrou “seu namorado?!” colocou as mãos na boca como se aquilo fosse um segredo. E sorriu grande mordendo o lábio inferior, quando o mais novo - com o rosto em combustão - confirmou. Effie de repente foi tomada por uma grande euforia, se pondo em pé, em riste. Começou a andar de um lado para o outro a curtos passos.

— era um almoço. — ela parou para encarar seu filho. Tinha quase certeza de que havia mencionado isso.

— bom... agora será um jantar... — Peeta sorriu amarelo e sua mãe confirmou com a cabeça, batendo a ponta do indicador nos lábios, totalmente pensativa.

Effie voltou a andar de um lado para o outro. Murmurando para si mesma: “preciso pensar no que vou preparar”, “ah... Não”, “vou ter que fechar o café mais cedo”, “e passar no mercado”, “preparar tudo lá mesmo”, “sim isso!”

— ele gosta de lasanha... — o mais novo balbuciou com a cabeça apoiada na parede. Com o queixo erguido encarava sua mãe totalmente exasperada.

— Oh, lasanha? — a mulher parou. Sorriu, riu e ficou seria novamente. — que tipo? Carne, frango, de soja?!

— faz metade de carne e frango. — o Mellark deu de ombros. Não sabia exatamente de qual Cato gostava, mas imaginou que a de soja não seria a favorita.

— certo, certo, certo... Tudo bem. — a mulher começou a andar novamente e parou em seguida. — faça um favor para mim. — disse Effie mordendo a ponta da sua unha. Sua mente borbulhando, trabalhando a mil por hora. — acorde os seus irmãos, Peeta.

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