Eu, você, o sol e o mar.

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Cato observou com atenção o prédio que adentrava, o estacionamento era grande e bem iluminado. Ele já havia estado ali uma vez, quando sua casa teve de ser dedetizada. Ele estava um pouco surpreso. O prédio ficava no centro de panem, não era lugar para qualquer um que desejasse se hospedar, passar uma tarde ou dia.

Assim que Cato estacionou o veículo o Mellark desceu e ele o seguiu. Ambos caminharam em direção a porta que os levaria até a recepção.

Peeta ficara em um incômodo silêncio todo o trajeto e assim permanecia. Cato estava bastante preocupado com o rapaz. Tentou puxar assunto com mas Peeta estava aéreo demais para o responder. O jogador se sentia um completo idiota por ter deixado Peeta o persuadir a leva-lo.

Se Effie descobrisse que ele o ajudou a ir até ali… Ela cortaria sua garganta com as unhas. E os gêmeos fariam picadinho dele.

Cato não queria estar naquele local. Não queria pisar no mesmo chão, respirar o mesmo ar que aquele cara. Mas ele não poderia deixar o seu baixinho ir sozinho para se encontrar com ele. Pois seria exatamente isso que aquele serzinho teimoso faria caso ele não o ajudasse.

A dupla caminhou até a recepção. Quando Peeta se anunciou, se identificando, a recepcionista avisou que Logan Mellark estaria o esperando, lhe dando o número do andar e do apartamento em que o homem estava.

Peeta suspirou e fez menção a caminhar, pronto para sepultar aquele assunto todo de uma vez. Cato parou o baixinho, segurando-o pelo pulso e o puxou para si, fazendo com que ele o encarasse. O Mellark se limitou a deixar escapar um fino sorriso de canto.

— tem certeza que quer mesmo fazer isso? — O Hadley enlaçou a cintura do baixinho. Colando o corpo do rapaz ao seu. Como não quisesse deixa-lo sair dali. E de fato não queria.

— tenho, Cato eu tenho certeza. — Peeta afirmou se colocado nas pontas dos pés, beijando os lábios do jogador. — Tenho que encerrar toda essa merda. Uma última conversa.

Cato o encarou, vendo que o mesmo já estava decidido, e o beijou; sendo correspondia de pronto. Ambos esquecendo por um segundo que estavam em um local público, ou simplesmente não ligaram e ignoraram os olhares sobre eles.

— como conseguiu o endereço desse cara? — Cato o encarou desconfiado. Afrouxando um pouquinho aquele abraço; Não que Peeta realmente quisesse isso. Não! Ele gostava de ficar ali, envolto por aqueles braços longos e quentes. Aquilo fazia seu coração pulsar como o de um atleta em plena competição.

— achei anotado em um papel amassado. — O Mellark explicou apertando o tronco do Hadley. — Meus irmãos jamais me dariam. Muito menos a minha mãe. — O baixinho deu de ombros.

— Eu também não daria. — Cato balbuciou fitando-o com esmero. Ele queria muito beijar o loirinho até que seus pulmões reclamassem pela falta de ar.

— E foi por isso que eu peguei sem que ninguém soubesse...

Peeta riu baixinho. Roubou um selinho do mais alto antes se afastar minimamente.

— não quer mesmo que eu vá com você? — Cato ponderou um pouco, apertando as mãos pequenas do rapaz.

— melhor não, né!? Sr. Estourado. — Peeta riu outra vez.

— tudo bem. — Cato concordou, mesmo que aquilo não parecesse certo. Ele acariciou a maçã do rosto alheio. — vou esperar você aqui na recepção. Qualquer coisa…

— eu sei me defender. — O baixinho afirmou.

— Me liga, me grita, manda um sinal de fumaça, qualquer coisa. — Cato o ignorou. Ditando com seriedade.

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