Capítulo 4: Porquês e ajuda

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Demorou, mas eu voltei! 

Esse capítulo é curtinho, mas ele tem um enorme valor sentimental pra mim, eu espero MUITO que vocês gostem!

Obrigada, MUITO OBRIGADA, pelos favoritos e visualizações, eu estou maravilhada mesmo, eu não esperava e pra ser sincera, nem sei se mereço tanto. Vocês são incríveis!

Não vou mais me alongar, fiquem com o capítulo <3

Não vou mais me alongar, fiquem com o capítulo <3

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O Padre a encarou por breves segundos, e então voltou a olhar para o chão

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O Padre a encarou por breves segundos, e então voltou a olhar para o chão. Jisoo não dispensava o fato de que, talvez, ele também tivesse sofrido o que ela e seu irmão passavam. Não podia ser algo tão raro assim. Mais pessoas no mundo deveriam sofrer nas mãos de seus pais, talvez não pelos mesmos motivos, mas certamente sofriam. E quem lhe garantia que ele não poderia ser um deles?

Um arrepio percorreu suas costas ao imaginar seu padre sem a blusa que lhe cobria o torso, e ela se repreendeu com veemência por seu ato. Aquilo era pecado, ela sabia. Não deveria imaginá-lo daquela maneira, ele era puro! Havia sido ordenado para que levasse aos povos a palavra divina.

Park virou-se para a garota, sentando-se com as pernas sobre o banco e o cotovelo apoiado em sua coxa. Projetou os lábios para frente, hesitante em responder. Talvez fosse algo que o machucasse, ou ele estivesse pensando em qual seria a melhor resposta, ela não sabia, mas tinha certeza que aquela cena renderia uma ótima pintura para si.

― Foi minha mãe.

― Como?! — questionou com avidez.

― Desde muito pequeno, Srta. Kim, minha mãe tinha... esse sonho para mim. Ela dizia que via pureza no meu caminho, e que sabia que eu seria capaz de levar a paz a quem mais precisasse. Ela dizia que teria orgulho se eu fosse padre, e que me ver sobre um altar seria seu maior triunfo — respondeu, fraco, e através dos óculos de aros redondos ela percebeu que as lágrimas se faziam presentes nos olhos escuros que estavam semitapados pelos cabelos. — E então quando eu fiz dezessete anos, eu fui para o seminário. Passei oito anos lá, estudando, e depois que saí passei pelos... 180 dias de prova. Consegui passar e hoje eu sou padre.

Ela meneou a cabeça e desviou os olhos em direção ao mais velho, que permanecia com o olhar perdido entre os traços de seu desenho, que ainda estava em sua mão. Ele estava lindo daquela forma, e ela não conseguiu controlar sua mente juvenil, imaginando-o então ser pintado pela mais bela aquarela. Um quadro dele seria sim algo que ela pensava valer a pena ter escondido sob o colchão duro de sua cama de madeira.

O PadreOnde histórias criam vida. Descubra agora