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Camila

A minha vida inteira foi um inferno, por anos e anos eu sofri na mão dos meus pais, apanhava quase todos os dias, aos 12 eu comecei a tomar murros no peito, pra eles não crescerem, e o pior de tudo é que a minha mãe que fazia tudo isso.

Com 15 anos as humilhações, as agressões piorou, fui enforcada, tentei me matar, me cortava e tentava fugir, acho que meu erro foi não ter fugido no hospital.

Com 16 eu fui no baile escondida, queria saber como era a diversão deles, todo mundo comentava e eu fiquei curiosa, acabei sendo estuprada pelo Caveirinha, me tornei amante dele mesmo ame querer.

Apanhei dele, apanhei da mulher e cheguei a apanhar das amantes, engravidei e ele matou, engravidei novamente, tive a minha Sarinha e ela faleceu no parto. Agora com 18 continuou a mesa coisa, a minha sorte é que o pessoal me encontrou e estão me ajudando.

Foguinho: Acorda maluca -me balançou-

Eu: An? -sentei no sofá-

RD: Tu desmaiou -lembrei de tudo-

Eu: Foguinho -ele me olhou- aquela bebê, é a minha Sara

Foguinho: Como tu tem certeza? Cê me disse que ela morreu -fui até ele e me abaixei na frente dele-

Eu: Eu sou mãe, uma mãe reconhece seu filho de longe -falei com os olhos marejada- é a minha Sarinha, eu tenho certeza

Foguinho: Como pô? -me levantou- sua cria morreu cê mesma disse

Eu: Eu falei uma coisa que me falaram, me deixa ver ela -RD, me olhou- por favor

RD: Deixa coroa, a nega tá desesperada, ela desmaiou quando viu a bebê -olhamos pra ele- eu reconheci Bruno

Foguinho: Tá, com cuidado -saímos e fomos pra o postinho- vem cá cara -me abraçou de lado e entramos-

Entrei no quarto e vi ela dormindo.

Eu: É ela -me aproximei com os olhos marejados-

Foguinho: Como tu tem tanta certeza ? -olhei pra ela-

Eu: Quando ela nasceu, ela tinha um sinal no peito direito, vamo ver se ela tem -a enfermeira me olhou- vai moça

Enfermeira: Vai -assenti e subi, toda branquinha como eu, o cabelo como o meu, observei o peito esquerdo dela e senti as lágrimas descendo-

Eu: Filha -falei vendo a marca- meu amor, você tá viva, filha a mamãe voltou amor

Enfermeira: Como você garante que ela é a sua filha? -olhei pra ela-

Eu: Eu tenho essa mesma marca de nascença, é só um sinal mesmo, muita gente pode ter, mas o dela é grande porquê ela ainda é uma bebê, com a minha irmã foi do mesmo jeito, aí diminui depois que ela fica grandinha -falei chorando-

Ela acordou e me olhou com os olhos azuis.

Eu: Vem cá meu amor -peguei ela no colo- você tá com a sua mamãe agora -ela deu risada e beijou minha bochecha-

O meu recomeço - ConcluídoOnde histórias criam vida. Descubra agora