🌼 O Irmão do Meu Cunhado || John Shelby 🌼

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(S/N) Burgess on

Acordei com os raios de sol batendo em meu rosto, fazendo, também, minha cabeça latejar. Tentei me mexer, mas senti um peso em minha cintura que me impedia de exercer tal ação. Baixei meus olhos e encontrei um braço rodeando meu corpo, virei-me para trás e dei de cara com um homem desconhecido, ou pelo menos parecia desconhecido agora. Droga, eu não me lembrava de nada da noite passada, maldito Whisky Irlandês!

Forcei um pouco minha memória para ver se recordava de algo. Casamento de Grace e Tommy, ok, eu me lembrava de estar na igreja! Festa na mansão deles, pelo menos eu sabia onde estava. Muitos copos de Whisky, um homem, um tanto familiar, vindo conversar comigo e ao que tudo indicava era o mesmo homem que estava ao meu lado na cama. Pensa (S/N), pensa.

Jonathan? Não, não era isso.

Jhonny? Talvez. Parecia familiar.

John? Isso!

John Shelby.

Ok, isso podia ser um problema.

_ Merda. _ Resmunguei baixo.

De todas as pessoas na festa, eu tinha que ter dormido justo com o irmão do meu, agora oficialmente, cunhado? Bem, por eu estar vestida com uma camisola e ele estar sem camisa, fora o que eu havia deduzido. Tudo bem que John era um pedaço de mal caminho, por Deus, o homem sabia ser gostoso, e não era como se ninguém tivesse reparado a tensão sexual entre nós desde que Grace nos apresentou, mas, ainda sim, parecia um pouco errado. Quer dizer, eu sequer me lembrava de como tínhamos parado no quarto.

Pelo esforço, minha cabeça latejou e eu fiz uma careta de dor. 

_ Que cara é essa? _ Ouvi a voz, ainda rouca pelo sono, do homem ao meu lado perguntar.

Movendo meus olhos em direção a ele, encontrei o mesmo me encarando.

_ O-oi... _ Falei e senti minhas bochechas esquentarem de vergonha.

_ Bom dia. _ Sorriu.

Alguns segundos em silêncio e eu resolvi perguntar.

_ John, posso te fazer uma pergunta?

_ Claro.

Respirei fundo, buscando palavras.

_ A gente... _ Comecei, atraindo seu olhar curioso. _ Você sabe... Ontem a noite... _ O olhei e ele riu, pior, o desgraçado estava gargalhando. _ É serio, porra! Eu não lembro de quase nada da noite passada. _ O olhei séria.

_ Relaxa baby. _ Disse, assim que parou de rir. _ Você estava muito bêbada, tipo muito mesmo, esbarrou em um dos garçons e derrubou a bebida em si mesma, foi aí que eu te resgatei e te trouxe até o meu quarto, afinal, não sabia onde era o seu, pedi para as criadas trocarem sua roupa que estava suja e te coloquei na cama, mas você me agarrou e disse que era pra eu deitar também, ou iria me jogar da janela, então, para não me machucar, eu apenas obedeci.

_ Ah. _ Soltei, simplesmente, mais flashes começando a aparecer em minha mente, não esperava que John fosse esse tipo de cara, sinceramente, achei que ele bancasse mais o estilo badboy que se aproveita de moças indefesas.

_ Hey. _ Segurou em meu queixo, fazendo-me encará-lo nos olhos, aqueles malditos olhos azuis. _ Eu posso ser a porra de um Peaky Blinder, mas se tem uma coisa que nós não toleramos é desrespeito com uma mulher, eu jamais faria algo sem seu consentimento.

Sorri e me deixei levar por aquela atmosfera que se formava ao nosso redor. Como um imã, senti meu rosto sendo atraído até o dele e seus olhos intercalando entre os meus e minha boca. Sem esperar muito acabei com a distância, o beijando. Ele tinha gosto de Whisky e tabaco, como eu pensava que todos os Shelby tivessem, e cheirava a perfume caro, suas mãos, que estavam em meu rosto, desceram até minha cintura, apertando o local e puxando-me para mais perto. Eu, sem perder tempo, elevei meu corpo e me sentei sobre seu quadril, com uma perna em cada lado, fazendo com que o cobertor caísse ao nosso redor.

Paramos por um segundo para encararmos um ao outro antes de iniciarmos outro beijo, agora mais voraz que antes. As mãos do Shelby passeavam pelas minhas coxas e subiam até minha bunda, onde deixavam um aperto firme, arrancando-me gemidos baixos, enquanto as minhas estavam espalmadas em seu peito nu, às vezes arranhando sua pele. 

Infelizmente, nossa brincadeira fora interrompida pela porta do quarto se abrindo de forma abrupta, revelando um Thomas Shelby já vestido com um de seus ternos e com um cigarro na boca.

_ John, nós estamos saindo em... _ Sua fala morreu assim que ele me viu em cima de seu irmão.

Com o susto eu apenas me joguei ao lado do homem que eu estava beijando, puxando a coberta e tapando-me até o pescoço.

_ Puta merda. _ Dissemos juntos, os três.

_ Tommy, amor, poderia pedir ao John se ele viu minha irmã? _ Ouvi a voz de Grace no corredor, se aproximando, logo sua figura estava posicionada ao lado de seu marido. _ (S/N)?

_ Grace. _ Foi só o que consegui responder, estava paralisada por ter sido pega aos amassos com o irmão de meu cunhado.

_ Te espero lá em baixo em 15 minutos. _ Thomas falou para o irmão e se retirou, levando minha irmã com ele, mas não antes de ela dizer:

_ Você tem muito que me explicar, (S/N) Elizabeth Burgess!

Assim que a porta se fechou, John levantou da cama e começou a se vestir, fazendo-me, só agora, perceber que o mesmo estava dormindo apenas de cueca e que volume. Balancei minha cabeça, afastando aquele pensamento e levantei-me também jogando um robe de seda, que as criadas, provavelmente, haviam me trazido, por cima da camisola que eu estava a usar.

_ Então... _ Começou, assim que estava vestido. _ Quando vai embora de Birmingham?

_ Em duas ou três semanas, Grace pediu para ajudá-la com alguns contratos.

_ Sendo assim, o que acha de sairmos para jantar na sexta?

_ Sexta está ótimo para mim. _ Sorri e o loiro se aproximou, selando meus lábios novamente.

_ Tenho que ir agora, Thomas não gosta de atrasos.

Afirmei com a cabeça e ele saiu.

Respirei fundo. Ok, talvez eu estendesse minha estadia, mas, por hora, tinha assuntos mais urgentes. Escovei os dentes e girei a maçaneta do quarto, indo até a cozinha, pronta para encarar uma irmã mais velha extremamente curiosa que, posso jurar, estava se coçando para saber o que anda rolando entre mim e John Shelby. Eu só torcia para que ela não tivesse contado ao papai, ou teríamos que lidar com um funeral, só eu não tinha certeza se seria dele ou meu.

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