littleflow3r
- uma reimaginação ideal e comemoração de mil leituras de palavras perdidas entre ondas; ou uma coletânea de headcanons felizes pra quem precisa de um pouco de felicidade antes do ato II :) -
Os arco-íris geralmente vêm após os temporais, ou são responsáveis por pausas neles.
O nascimento da tão esperada criança, filho de dois monarcas influentes da Grécia, Odisseu e Penélope de Ítaca, foi um arco-íris na escuridão. Uma esperança.
Lutar pela honra da mulher mais bela do mundo em Troia é algo incogitável para o rei de Ítaca. Se separar da esposa - a razão de todas as suas respirações, de todas as coisas realizadas por ele - é inimaginável. Perder anos de vida daquele por quem ele capturaria o vento e os céus, por quem ele morreria se fosse necessário? Nunca.
É por isso - por Odisseu e por Telêmaco - que Penélope mata - a sangue frio - o homem que vem roubar seu amor dela e entregá-lo gratuitamente à guerra. A culpa nem ao menos a perturba, e ninguém em todo o país ousa chamá-la de culpada. Custaria, provavelmente, uma vida, e, cinco segundos após o insulto, o culpado teria uma flecha atravessada na garganta.
Telêmaco cresce entre histórias de ninar, competições de natação com o pai em mar aberto e aulas particulares de luta com a mamãe. Não poderia ser mais feliz. Tia Clím vem o visitar com tio Euríloco e o padrinho Polites o ensina coisas sobre o universo.
Ele é a maior e a mais doce alegria que seus pais já conheceram.