Boa escrita
2 histórias
Ciranda de Ilusões de heylenig
heylenig
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    Capítulos 30
Há uma velha ciranda cantada aos quatro ventos que ressoa o caminho do bem e do mal, como indicativo do caráter humano. Não importa exatamente a sua história, seus dramas e o contexto em que se insere, pois a dualidade entre o certo e o errado sempre prevalece. Bruno Ferrero e Megan Lawrence não escapam dessa regra e dos julgamentos que dela decorrem. Duas vidas distintas que jamais se encontraram, cujo caráter é colocado à prova por certa crueldade e coincidência do destino, fazendo-os tomar decisões, equilibrar a balança da vida ou render-se de vez às suas atrocidades. Certo ou errado. Bem ou mal. Cruz ou espada. Megan torna-se mera assistente do espetáculo macabro que sua vida se tornou, quando o errado supera o bem e a espada parece ceifar sua vontade, guiada pelas mãos de Carl Lawrence, seu esposo e algoz. Bruno assiste não apenas seus conceitos, mas toda a sua vida mudar quando um tumor é encontrado na sua pequena Sophia, fazendo-o perceber que a humanidade não passa de uma zona cinzenta e sem definição. Torna-se consciente que a linha tênue que separa a honestidade e o engano apenas confunde os tolos que não compartilham da perversidade da sua vida. Ela inicia sua luta para demonstrar que, apesar de existirem motivos suficientes para seguir por caminhos escusos, o equilíbrio da sua jornada jamais se inclinou para eles e as ilusões que nublam a visão de seu esposo não passam de meras fantasias. Ele compreende que o certo se confunde com o errado, o bem não existe sem o mal e a espada pode ser fincada na cruz, quando deposita suas esperanças de cura em decisões duvidosas, planos questionáveis e em seu passado sombrio. Feridos e amordaçados em meio a tantas incertezas, inseguranças e angústias, Bruno e Megan se reinventam, reequilibram suas vidas e reescrevem suas histórias, certos de que a vida não passa de uma ciranda de ilusões e cabe a eles definirem suas próprias realidades. Capa: Melissa de Sousa
Atrás do Capuz [Concluído] de MarihCruz
MarihCruz
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    Capítulos 21
Não, não havia esperança. As circunstâncias da vida, a palidez dos momentos e a bruma do coração talvez fossem os culpados. "O que pensar sobre a existência se não no fim dela?" - valia-se de um eufemismo para não acostumar com o absurdo da ideia que há tempos ganhava palco em sua mente. Enquanto lentamente se permitia definhar, Luana, a garota espremida entre a multidão, agarrada a um moletom vermelho e fones de ouvido por dentro capuz, não exigia nada além de uma cama quente, silêncio, um livro e brigadeiro de colher. Já não vivia. Existia. Dando continuidade à rotina fatigante unicamente pelo senso de obrigação e medo da morte. Habitava numa tempestade silenciosa. Um temporal eterno. Gelado e escuro. E foi lá, entre os trovões ensurdece(dores) e gritos mudos, que a figura do para-raios, de um jeitinho imprevisível, apareceu. Um para-raios de sorriso determinado e assumidamente incapaz de esquecer os relâmpagos que vira nos olhos dela. Luana ainda não sabia, mas o futuro do reino do terror estava seriamente ameaçado. '''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' PLÁGIO É CRIME!