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Depois de anos, tentativas incontáveis e muito esforço, Beatrice finalmente conquistou a vida dos sonhos: tem seu próprio estúdio de tatuagem, é uma streamer conhecida na Twitch e vive em um duplex invejável. Mas... tá tudo tão parado.
Sempre que fecha os olhos, ela se pergunta se é uma daquelas pessoas que costumava ver no metrô quando mais nova. A semana toda saindo cedo para o trabalho, o dia fora de casa e então voltando tarde da noite. E de novo. De novo, e de novo.
Seu maior medo às vezes é o que a sufoca no ambiente: uma vida monótona.
É claro, as câmeras estão sempre ligadas, as luzes acesas e talvez um controle nas mãos. Às vezes até um pincel, um lápis, caneta ou uma máquina pen, e é exatamente com isso que ela sempre sonhou.
Mas é quando a tela do monitor apaga? E quando o bloqueio criativo surge? E quando nada mais parece original o suficiente para valer a pena investir?
Será que o público quer ver isso? Será que ela vai gostar?